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Tensão Irã x EUA
Adicionado evento de 20/02/2026 sobre a contraproposta nuclear do Irã, a consideração de ataques militares limitados por Trump e o avanço do planejamento militar dos EUA, incluindo o prazo de 10 a 15 dias para um acordo.
A relação entre o Irã e os Estados Unidos é marcada por décadas de antagonismo geopolítico, caracterizada por sanções econômicas, disputas sobre o programa nuclear iraniano e acusações mútuas de interferência interna. Recentemente, a tensão escalou para um novo patamar de confronto direto e retórico. Enquanto o Irã, através de seu embaixador na ONU Amir Saeid Iravani, acusa formalmente os EUA e Israel de desestabilizarem o país através do envio de mercenários e apoio a manifestações violentas, e Donald Trump de criar um "pretexto" para intervenção militar, o governo americano ameaça com intervenção militar caso a repressão estatal resulte em mortes de civis. O cenário interno iraniano é de grave instabilidade, com protestos em larga escala em 25 das 31 províncias, motivados por uma crise econômica severa e alto custo de vida, resultando em centenas de mortes e um endurecimento das punições judiciais contra os opositores. Os protestos, que inicialmente focavam em questões econômicas, evoluíram para pedidos pelo fim do regime dos aiatolás. Embora a repressão pareça ter contido os protestos, o líder supremo Ali Khamenei ordenou que as autoridades "quebrem as costas dos insurgentes". O Irã, por sua vez, alertou que retaliará contra Israel e bases militares dos Estados Unidos na região caso seja alvo de um ataque americano, considerando-os "alvos legítimos". Teerã informou aos países vizinhos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia, que as bases dos EUA em seus territórios seriam atacadas em caso de bombardeio americano. Os EUA, por sua vez, estão considerando "opções muito fortes", incluindo ataques militares, armas cibernéticas e novas sanções, em resposta à repressão dos protestos, e esperam enviar mais meios militares para a região. Em uma escalada econômica, os EUA anunciaram a imposição de uma tarifa de 25% sobre transações comerciais com o Irã, com impacto potencial em países como o Brasil. O Irã também tem culpado os Estados Unidos e Israel pelas mortes de manifestantes, acusando-os de incitar a violência interna e ameaçar a soberania do país, e solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que condene as declarações de Trump. Em resposta a possíveis execuções de manifestantes, Donald Trump declarou que os EUA tomarão "medidas muito duras", e incentivou os manifestantes a "guardar os nomes dos assassinos", prometendo que eles "vão pagar um preço muito alto". O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, sugeriu que o regime iraniano está em seus "últimos dias e semanas", devido à repressão violenta. Apesar da pressão de rivais do Irã no Oriente Médio para que os EUA não ataquem o país, autoridades da Casa Branca consideram um bombardeio como provável, com o objetivo de derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei. No entanto, Donald Trump posteriormente afastou a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, citando que as mortes na repressão estavam diminuindo. A repressão aos protestos já resultou em cerca 5.000 mortes, segundo uma fonte do governo iraniano à Reuters em 18 de janeiro de 2026. Outras estimativas incluem 3.428 mortos pela ONG Iran Human Rights (IHR), e 12.000 mortos segundo o canal de oposição Iran International. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressou horror com a situação. A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) alerta para o risco de execuções em massa de manifestantes, como o caso de Erfan Soltani, que teve sua execução marcada para 14 de janeiro de 2026 sem acesso a advogado ou julgamento justo, embora a execução tenha sido posteriormente adiada após a fala de Trump. **Em 15 de janeiro de 2026, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu a pedido dos EUA para discutir a situação no Irã, em meio a sinais de uma possível intervenção militar americana. Em 17 de janeiro de 2026, o líder do Irã, Ali Khamenei, acusou Donald Trump de incitar os protestos mortais no país, chamando-o de "criminoso" pelas mortes, danos e calúnias infligidas à nação iraniana. Pela primeira vez, Ali Khamenei reconheceu que houve "milhares" de mortos nas manifestações. Em 18 de janeiro de 2026, o judiciário iraniano sinalizou a possibilidade de execuções relacionadas aos protestos. Em 23 de janeiro de 2026, o Irã declarou estar preparado para uma "war total" em resposta ao envio de um porta-aviões dos EUA para a região, afirmando que qualquer ataque será considerado uma guerra total e terá a resposta mais dura possível. Em 28 de janeiro de 2026, Donald Trump renovou suas ameaças, afirmando que uma "enorme armada" está a caminho do Irã e que o tempo para um acordo nuclear está se esgotando, alertando que um novo ataque seria "muito pior" do que a "Operação Martelo da Meia-Noite". O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o regime do Irã está "mais fraco do que nunca" e sua economia em colapso. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, negou que Teerã esteja buscando negociações sob ameaças e desmentiu contatos com os EUA. No entanto, em 29 de janeiro de 2026, Donald Trump está avaliando seriamente um ataque ao Irã após o fracasso de negociações preliminares sobre o programa nuclear e de mísseis, com o Irã prometendo uma resposta "imediata e poderosa" e o Hezbollah alertando para uma "erupção vulcânica na região". **Em 30 de janeiro de 2026, Donald Trump afirmou que o Irã deseja um acordo e que ele fixou um prazo para a resposta de Teerã, mantendo mistério sobre os detalhes. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra, mas responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, reiterou que o Irã está preparado para negociações sobre o acordo nuclear, mas exige conversas justas e equitativas, sem abrir mão de suas capacidades de Defesa. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz. Em 31 de janeiro de 2026, o conselheiro do líder supremo do Irã, Ali Shamkhani, afirmou que o país está em "total prontidão para responder a qualquer ameaça" e que qualquer movimento hostil receberá uma "resposta proporcional, eficaz e dissuasiva". O chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, destacou o poderio militar do Irã, especialmente em mísseis e defesa aérea, afirmando que o país confrontou a ciência e tecnologia inimigas em uma "guerra híbrida". Analistas apontam que o Irã dificilmente conseguiu reparar o estrago em seu arsenal provocado pela guerra de 12 dias contra Israel e os EUA em 2025, o que daria a Donald Trump uma "excelente" oportunidade para atacar novamente e pressionar o regime do aiatolá Ali Khamenei. A retórica de força do regime iraniano é vista com cautela, dadas as sanções internacionais que dificultam a reposição de armamentos e a reparação da indústria de mísseis. Trump considera desde bombardeios até incursões dentro do país para pressionar por uma mudança de regime. Em 1º de fevereiro de 2026, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, alertou que qualquer ataque dos EUA desencadaria uma "guerra regional", acusando os EUA de quererem controlar os recursos naturais do Irã e prometendo uma resposta dura a qualquer agressão. No mesmo dia, Donald Trump expressou acreditar que o Irã está negociando "seriamente" com Washington para um acordo "aceitável", enquanto os EUA avaliam opções, incluindo um possível ataque militar, e enviam forças navais para a região. Trump evitou confirmar se a decisão de não atacar já havia sido tomada e mencionou a possibilidade de um acordo sem armas nucleares. Os EUA não compartilharão planos militares com aliados do Golfo enquanto as negociações com o Irã estiverem em andamento. O presidente do Parlamento iraniano declarou que o país considera as forças militares da União Europeia como organizações terroristas, após o bloco classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como grupo terrorista, invocando uma lei de 2019 para retaliar medidas semelhantes dos EUA. Em 5 de fevereiro de 2026, Donald Trump reafirmou que negociações com o Irã estão em andamento, com representantes dos dois países previstos para se reunir em Omã no dia seguinte, 6 de fevereiro. Em 11 de fevereiro de 2026, após reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Donald Trump insistiu na continuidade das negociações com o Irã sobre o programa nuclear, mas voltou a ameaçar Teerã com as consequências de um não-acordo, referindo-se novamente à "Operação Martelo da Meia-Noite", que envolveu ataques aéreos a bases nucleares iranianas no ano anterior. Antes da guerra de 12 dias entre Israel e Irã em 2025, o Irã vinha enriquecendo urânio a até 60% de pureza, um nível próximo ao grau armamentista, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o que gerou grande preocupação no Ocidente. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, reiterou que o país prefere a diplomacia, mas está "mais preparado do que nunca" para uma escalada militar e não aceitará "enriquecimento zero", alertando que, em caso de ataque dos EUA, as bases americanas na região seriam alvo. Netanyahu, por sua vez, defendeu exigências adicionais a Teerã, incluindo limites ao programa de mísseis balísticos e ao apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. Trump também afirmou ter discutido com Netanyahu o "tremendo progresso" em Gaza e a "PAZ no Oriente Médio". No mesmo dia, 11 de fevereiro de 2026, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos ordenou a preparação de um segundo porta-aviões para ser enviado ao Oriente Médio, o USS George H.W. Bush, que se juntaria ao USS Abraham Lincoln, já presente na região. Três autoridades americanas indicaram que o país se prepara para um possível ataque ao Irã, com o envio da embarcação podendo ocorrer em até duas semanas. Os EUA também realizaram manobras militares perto da costa do Irã, com caças decolando do USS Abraham Lincoln para sobrevoos na região. Donald Trump reiterou sua preferência por um acordo diplomático, mas manteve a opção militar, afirmando que, se não houver acordo, "teremos que fazer algo muito duro como da última vez", referindo-se aos ataques a instalações nucleares iranianas em junho anterior. Além do programa nuclear, os EUA pressionam o Irã a limitar o alcance de mísseis balísticos e a encerrar o financiamento a grupos armados no Oriente Médio. O Irã, por sua vez, nega ter o objetivo de desenvolver armas nucleares, afirmando que seu programa é para fins pacíficos. Autoridades dos Estados Unidos e do Irã ainda não marcaram uma segunda rodada de negociações após o encontro em Omã. O USS Abraham Lincoln, que funciona como um "aeroporto flutuante" com capacidade para até 90 aeronaves, já atuou em diversas ocasiões no Oriente Médio, incluindo a guerra no Afeganistão e uma operação contra o grupo rebelde Houthis em 2024. Trump afirmou que o envio do porta-aviões ocorreu por "precaução" e que a preferência é que "nada aconteça". Em 17 de fevereiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, anunciou que Irã e EUA chegaram a um acordo sobre os principais "princípios orientadores" na segunda rodada de negociações nucleares em Genebra, mediadas por Omã, com a participação dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner. Araqchi destacou o progresso, mas ressaltou que ainda há trabalho a ser feito. No mesmo dia, a mídia estatal iraniana informou sobre o fechamento temporário de parte do Estreito de Ormuz para exercícios militares da Guarda Revolucionária, uma rota vital para o abastecimento global de petróleo. Donald Trump, por sua vez, mencionou a possibilidade de uma "mudança de regime" no Irã, enquanto o líder supremo Ali Khamenei rejeitou qualquer tentativa dos EUA de derrubar seu governo. Em 18 de fevereiro de 2026, imagens de satélite revelaram que o Irã construiu uma proteção de concreto sobre uma nova instalação em um local militar sensível, cobrindo-a com terra. Especialistas indicam que este local teria sido bombardeado por Israel em 2024. As imagens também mostraram que o Irã enterrou entradas de túneis em uma instalação nuclear atacada pelos EUA durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irã em 2025, fortificou entradas de túneis perto de outro local e reparou bases de mísseis atingidas no conflito. Estas atividades de fortificação e reparo ocorrem em meio às tensões contínuas com Israel e os EUA, enquanto Washington busca negociar um acordo nuclear e mantém a ameaça de ação militar caso as negociações falhem. No mesmo dia, 18 de fevereiro de 2026, o site Axios reportou que o governo de Donald Trump está mais próximo de uma guerra de grande escala contra o Irã, com uma ação militar podendo começar em breve, possivelmente em "dias" ou "semanas". Fontes indicaram que uma eventual operação dos EUA, que poderia ocorrer em conjunto com Israel, teria duração de "semanas" e proporções de "guerra total", significativamente maiores do que o conflito de 12 dias liderado por Israel em junho de 2025, no qual os EUA teriam participado de ataques a instalações nucleares subterrâneas iranianas. Um assessor de Trump, sob condição de anonimato, estimou em 90% a chance de ação militar nas próximas semanas, devido à impaciência do presidente. Em reação a estas notícias, o preço do petróleo engatou alta firme, com o WTI avançando 3,11% e o Brent subindo 2,92%. Em 19 de fevereiro de 2026, Donald Trump, durante a reunião inaugural do "Conselho da Paz", declarou que o Irã precisa chegar a um "acordo significativo" nas negociações com os EUA nos próximos dez dias, alertando que, caso contrário, "coisas ruins acontecerão" e Washington "terá que dar um passo além". No mesmo dia, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com a Rússia no Golfo de Omã e no Oceano Índico, com o objetivo de "aprimorar a coordenação operacional, bem como a troca de experiências militares". Imagens divulgadas posteriormente pelo Irã mostraram membros das forças especiais navais da Guarda Revolucionária embarcando em um navio durante o exercício. Em 20 de fevereiro de 2026, Donald Trump afirmou que, graças à sua ameaça de ataque militar, o Irã desistiu de enforcar 873 manifestantes, muitos deles em praça pública, que estavam detidos após as manifestações contra o regime. Ele reiterou que está considerando um ataque militar ao país e que a decisão sobre o que acontecerá com o Irã sairá nos próximos 10 dias. Autoridades americanas, sob condição de anonimato, indicaram que o planejamento militar atingiu um estágio avançado, com opções que incluem ataques contra indivíduos e a busca por uma mudança de regime, sem detalhar como esta última seria alcançada sem uma grande força terrestre. A presença militar americana no Oriente Médio aumentou, com o USS Abraham Lincoln e o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, se aproximando da região, acompanhados por nove destróieres e três navios de combate litorâneo, além de caças F-22 Raptor, F-15 e F-16. O Pentágono iniciou a retirada preventiva de parte do pessoal do Oriente Médio, e o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, alertou seus cidadãos para deixarem o Irã imediatamente, citando a "muito real" possibilidade de conflito armado. O Irã também iniciou exercícios com munição real no Estreito de Ormuz, fechando temporariamente partes da hidrovia. Trump alertou o Reino Unido sobre o uso da base aérea em Diego Garcia caso o Irã não faça um acordo. Ele mencionou que mais de 32 mil pessoas teriam sido mortas nos protestos de dezembro e janeiro, sem especificar a fonte. A Casa Branca, através de sua porta-voz Karoline Leavitt, afirmou que seria "muito sensato" da parte do Irã fechar um acordo com Trump. O grupo HRANA, com sede nos Estados Unidos, que monitora a situação dos direitos humanos no Irã, registrou 7.114 mortes confirmadas e afirma ter outras 11.700 em análise relacionadas a direitos humanos no Irã.
Donald Trump afirmou em 1º de fevereiro de 2026 que acredita que o Irã esteja negociando "seriamente" com Washington para um acordo "aceitável", expressando esperança de que um acordo seja alcançado. Ele mencionou a possibilidade de um acordo negociado que fosse satisfatório e sem armas nucleares. Apesar das negociações em andamento e do envio de forças navais para a região, Trump indicou que os EUA não compartilharão planos militares com aliados do Golfo. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chanceler Abbas Araqchi reiteraram a abertura do Irã ao diálogo e negociações justas sobre o acordo nuclear, desde que não impliquem em abrir mão de suas capacidades de Defesa. Em 5 de fevereiro de 2026, Trump confirmou novamente que as negociações com o Irã estão em andamento, com representantes de ambos os países programados para se reunir em Omã no dia seguinte, 6 de fevereiro, conforme confirmado também pelo chanceler iraniano Abbas Araghchi e por Washington. Trump classificou a continuidade de sua política tarifária como fundamental para os investimentos e negociações que os EUA estão realizando. Em 11 de fevereiro de 2026, após um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Donald Trump insistiu na continuidade das negociações com o Irã sobre o programa nuclear, buscando um acordo. Ele ressaltou que, embora um acordo seja a preferência, "se não puder, teremos que ver qual será o resultado", fazendo referência a ações militares passadas como a "Operação Martelo da Meia-Noite". Os esforços para retomar o diálogo indireto entre Washington e Teerã, com mediação de Omã, continuam após a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em junho do ano passado. Netanyahu, durante o encontro, defendeu a inclusão de exigências adicionais a Teerã, como limites ao programa de mísseis balísticos e ao apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que o país prefere a diplomacia, mas está preparado para uma eventual escalada militar e não aceitará um "enriquecimento zero" de urânio. No mesmo dia, 11 de fevereiro de 2026, Trump se reuniu com Netanyahu na Casa Branca para discutir a questão iraniana, reiterando sua preferência por um acordo, mas mantendo a ameaça de uma ação militar caso as negociações falhem. As autoridades dos EUA e do Irã ainda não marcaram uma segunda rodada de negociações após o encontro em Omã, onde os EUA pressionam o Irã a limitar ou suspender o enriquecimento de urânio, o alcance de mísseis balísticos e o financiamento a grupos armados no Oriente Médio. O Irã nega ter o objetivo de desenvolver armas nucleares, afirmando que seu programa é para fins pacíficos. Em 17 de fevereiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, anunciou que o Irã e os Estados Unidos alcançaram um acordo sobre os principais "principios orientadores" na segunda rodada de negociações nucleares em Genebra. As negociações foram mediadas por Omã e contaram com a participação dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner. Araqchi destacou o progresso, mas enfatizou que ainda há trabalho a ser feito para um acordo final. No mesmo dia, a mídia estatal iraniana informou sobre o fechamento temporário de parte do Estreito de Ormuz para exercícios militares, o que foi interpretado como uma forma de pressão durante as negociações. Donald Trump, apesar do progresso nas negociações, mencionou a possibilidade de uma "mudança de regime" no Irã, enquanto o líder supremo Ali Khamenei reafirmou a impossibilidade de tal ação. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o petróleo global, gerou preocupações sobre o impacto nos preços do petróleo bruto. Em , em meio às negociações nucleares e às ameaças de ação militar por parte dos EUA, imagens de satélite revelaram que o Irã está ativamente fortificando e reparando locais militares e nucleares. Foi observada a construção de uma proteção de concreto sobre uma nova instalação militar sensível, que teria sido bombardeada por Israel em 2024. Além disso, o Irã enterrou entradas de túneis em uma instalação nuclear atacada pelos EUA em 2025, fortificou outras entradas de túneis e reparou bases de mísseis danificadas no conflito, demonstrando uma postura de preparação defensiva enquanto as discussões diplomáticas prosseguem. No mesmo dia, , o Axios reportou que as negociações nucleares enfrentam dificuldades, apesar de um encontro de três horas em Genebra entre os conselheiros de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, e o chanceler iraniano Abbas Araghchi. Embora ambos os lados tenham relatado progresso, autoridades americanas avaliam que as divergências permanecem significativas. O vice-presidente J. D. Vance afirmou que, apesar de algum avanço, o presidente Trump estabeleceu "linhas vermelhas" que os iranianos ainda não estão dispostos a aceitar, sugerindo que a diplomacia pode ter chegado ao seu "fim natural". As autoridades dos EUA indicaram que o Irã deve apresentar uma proposta detalhada em até duas semanas, prazo semelhante ao estabelecido pela Casa Branca antes de uma operação militar em junho do ano passado. Em , Donald Trump estabeleceu um prazo de dez dias para que o Irã chegue a um "acordo significativo" nas negociações nucleares, alertando para "coisas ruins" caso o prazo não seja cumprido. Em , o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, anunciou que esperava ter uma contraproposta nuclear pronta nos próximos dias, após as discussões indiretas em Genebra com Steve Witkoff e Jared Kushner. Ele ressaltou que, embora tenham chegado a um entendimento sobre os principais "princípios orientadores", um acordo não é iminente e a ação militar complicaria os esforços para um acordo. Trump reiterou que está considerando um ataque militar e que a decisão sobre o Irã será tomada nos próximos 10 dias, enquanto o planejamento militar dos EUA está avançado, incluindo opções de ataques a indivíduos e busca por mudança de regime. Ele também afirmou que sua ameaça de bombardeio impediu o Irã de enforcar 873 manifestantes. Trump deu a Teerã um prazo de 10 a 15 dias para chegar a um acordo nuclear, alertando para "coisas realmente ruins" caso contrário.