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Tensão Irã x EUA
Adicionado evento de 11/02/2026 sobre a reunião de Trump com Netanyahu, novas ameaças ao Irã e o status das negociações nucleares.
A relação entre o Irã e os Estados Unidos é marcada por décadas de antagonismo geopolítico, caracterizada por sanções econômicas, disputas sobre o programa nuclear iraniano e acusações mútuas de interferência interna. Recentemente, a tensão escalou para um novo patamar de confronto direto e retórico. Enquanto o Irã, através de seu embaixador na ONU Amir Saeid Iravani, acusa formalmente os EUA e Israel de desestabilizarem o país através do envio de mercenários e apoio a manifestações violentas, e Donald Trump de criar um "pretexto" para intervenção militar, o governo americano ameaça com intervenção militar caso a repressão estatal resulte em mortes de civis. O cenário interno iraniano é de grave instabilidade, com protestos em larga escala em 25 das 31 províncias, motivados por uma crise econômica severa e alto custo de vida, resultando em centenas de mortes e um endurecimento das punições judiciais contra os opositores. Os protestos, que inicialmente focavam em questões econômicas, evoluíram para pedidos pelo fim do regime dos aiatolás. Embora a repressão pareça ter contido os protestos, o líder supremo Ali Khamenei ordenou que as autoridades "quebrem as costas dos insurgentes". O Irã, por sua vez, alertou que retaliará contra Israel e bases militares dos Estados Unidos na região caso seja alvo de um ataque americano, considerando-os "alvos legítimos". Teerã informou aos países vizinhos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia, que as bases dos EUA em seus territórios seriam atacadas em caso de bombardeio americano. Os EUA, por sua vez, estão considerando "opções muito fortes", incluindo ataques militares, armas cibernéticas e novas sanções, em resposta à repressão dos protestos, e esperam enviar mais meios militares para a região. Em uma escalada econômica, os EUA anunciaram a imposição de uma tarifa de 25% sobre transações comerciais com o Irã, com impacto potencial em países como o Brasil. O Irã também tem culpado os Estados Unidos e Israel pelas mortes de manifestantes, acusando-os de incitar a violência interna e ameaçar a soberania do país, e solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que condene as declarações de Trump. Em resposta a possíveis execuções de manifestantes, Donald Trump declarou que os EUA tomarão "medidas muito duras", e incentivou os manifestantes a "guardar os nomes dos assassinos", prometendo que eles "vão pagar um preço muito alto". O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, sugeriu que o regime iraniano está em seus "últimos dias e semanas", devido à repressão violenta. Apesar da pressão de rivais do Irã no Oriente Médio para que os EUA não ataquem o país, autoridades da Casa Branca consideram um bombardeio como provável, com o objetivo de derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei. No entanto, Donald Trump posteriormente afastou a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, citando que as mortes na repressão estavam diminuindo. A repressão aos protestos já resultou em cerca 5.000 mortes, segundo uma fonte do governo iraniano à Reuters em 18 de janeiro de 2026. Outras estimativas incluem 3.428 mortos pela ONG Iran Human Rights (IHR), e 12.000 mortos segundo o canal de oposição Iran International. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressou horror com a situação. A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) alerta para o risco de execuções em massa de manifestantes, como o caso de Erfan Soltani, que teve sua execução marcada para 14 de janeiro de 2026 sem acesso a advogado ou julgamento justo, embora a execução tenha sido posteriormente adiada após a fala de Trump. **Em 15 de janeiro de 2026, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu a pedido dos EUA para discutir a situação no Irã, em meio a sinais de uma possível intervenção militar americana. Em 17 de janeiro de 2026, o líder do Irã, Ali Khamenei, acusou Donald Trump de incitar os protestos mortais no país, chamando-o de "criminoso" pelas mortes, danos e calúnias infligidas à nação iraniana. Pela primeira vez, Ali Khamenei reconheceu que houve "milhares" de mortos nas manifestações. Em 18 de janeiro de 2026, o judiciário iraniano sinalizou a possibilidade de execuções relacionadas aos protestos. Em 23 de janeiro de 2026, o Irã declarou estar preparado para uma "guerra total" em resposta ao envio de um porta-aviões dos EUA para a região, afirmando que qualquer ataque será considerado uma guerra total e terá a resposta mais dura possível. Em 28 de janeiro de 2026, Donald Trump renovou suas ameaças, afirmando que uma "enorme armada" está a caminho do Irã e que o tempo para um acordo nuclear está se esgotando, alertando que um novo ataque seria "muito pior" do que a "Operação Martelo da Meia-Noite". O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o regime do Irã está "mais fraco do que nunca" e sua economia em colapso. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, negou que Teerã esteja buscando negociações sob ameaças e desmentiu contatos com os EUA. No entanto, em 29 de janeiro de 2026, Donald Trump está avaliando seriamente um ataque ao Irã após o fracasso de negociações preliminares sobre o programa nuclear e de mísseis, com o Irã prometendo uma resposta "imediata e poderosa" e o Hezbollah alertando para uma "erupção vulcânica na região". **Em 30 de janeiro de 2026, Donald Trump afirmou que o Irã deseja um acordo e que ele fixou um prazo para a resposta de Teerã, mantendo mistério sobre os detalhes. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra, mas responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, reiterou que o Irã está preparado para negociações sobre o acordo nuclear, mas exige conversas justas e equitativas, sem abrir mão de suas capacidades de Defesa. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz. Em 31 de janeiro de 2026, o conselheiro do líder supremo do Irã, Ali Shamkhani, afirmou que o país está em "total prontidão para responder a qualquer ameaça" e que qualquer movimento hostil receberá uma "resposta proporcional, eficaz e dissuasiva". O chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, destacou o poderio militar do Irã, especialmente em mísseis e defesa aérea, afirmando que o país confrontou a ciência e tecnologia inimigas em uma "guerra híbrida". Analistas apontam que o Irã dificilmente conseguiu reparar o estrago em seu arsenal provocado pela guerra de 12 dias contra Israel e os EUA em 2025, o que daria a Donald Trump uma "excelente" oportunidade para atacar novamente e pressionar o regime do aiatolá Ali Khamenei. A retórica de força do regime iraniano é vista com cautela, dadas as sanções internacionais que dificultam a reposição de armamentos e a reparação da indústria de mísseis. Trump considera desde bombardeios até incursões dentro do país para pressionar por uma mudança de regime. Em 1º de fevereiro de 2026, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, alertou que qualquer ataque dos EUA desencadaria uma "guerra regional", acusando os EUA de quererem controlar os recursos naturais do Irã e prometendo uma resposta dura a qualquer agressão. No mesmo dia, Donald Trump expressou acreditar que o Irã está negociando "seriamente" com Washington para um acordo "aceitável", enquanto os EUA avaliam opções, incluindo um possível ataque militar, e enviam forças navais para a região. Trump evitou confirmar se a decisão de não atacar já havia sido tomada e mencionou a possibilidade de um acordo sem armas nucleares. Os EUA não compartilharão planos militares com aliados do Golfo enquanto as negociações com o Irã estiverem em andamento. O presidente do Parlamento iraniano declarou que o país considera as forças militares da União Europeia como organizações terroristas, após o bloco classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como grupo terrorista, invocando uma lei de 2019 para retaliar medidas semelhantes dos EUA. Em 5 de fevereiro de 2026, Donald Trump reafirmou que negociações com o Irã estão em andamento, com representantes dos dois países previstos para se reunir em Omã no dia seguinte, 6 de fevereiro. Em 11 de fevereiro de 2026, após reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Donald Trump insistiu na continuidade das negociações com o Irã sobre o programa nuclear, mas voltou a ameaçar Teerã com as consequências de um não-acordo, referindo-se novamente à "Operação Martelo da Meia-Noite", que envolveu ataques aéreos a bases nucleares iranianas no ano anterior. Antes da guerra de 12 dias entre Israel e Irã em 2025, o Irã vinha enriquecendo urânio a até 60% de pureza, um nível próximo ao grau armamentista, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o que gerou grande preocupação no Ocidente. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, reiterou que o país prefere a diplomacia, mas está "mais preparado do que nunca" para uma escalada militar e não aceitará "enriquecimento zero", alertando que, em caso de ataque dos EUA, as bases americanas na região seriam alvo. Netanyahu, por sua vez, defendeu exigências adicionais a Teerã, incluindo limites ao programa de mísseis balísticos e ao apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. Trump também afirmou ter discutido com Netanyahu o "tremendo progresso" em Gaza e a "PAZ no Oriente Médio".
Donald Trump afirmou em 1º de fevereiro de 2026 que acredita que o Irã esteja negociando "seriamente" com Washington para um acordo "aceitável", expressando esperança de que um acordo seja alcançado. Ele mencionou a possibilidade de um acordo negociado que fosse satisfatório e sem armas nucleares. Apesar das negociações em andamento e do envio de forças navais para a região, Trump indicou que os EUA não compartilharão planos militares com aliados do Golfo. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chanceler Abbas Araqchi reiteraram a abertura do Irã ao diálogo e negociações justas sobre o acordo nuclear, desde que não impliquem em abrir mão de suas capacidades de Defesa. Em 5 de fevereiro de 2026, Trump confirmou novamente que as negociações com o Irã estão em andamento, com representantes de ambos os países programados para se reunir em Omã no dia 6 de fevereiro, conforme confirmado também pelo chanceler iraniano Abbas Araghchi e por Washington. Trump classificou a continuidade de sua política tarifária como fundamental para os investimentos e negociações que os EUA estão realizando. Em 11 de fevereiro de 2026, após um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Donald Trump insistiu na continuidade das negociações com o Irã sobre o programa nuclear, buscando um acordo. Ele ressaltou que, embora um acordo seja a preferência, "se não puder, teremos que ver qual será o resultado", fazendo referência a ações militares passadas como a "Operação Martelo da Meia-Noite". Os esforços para retomar o diálogo indireto entre Washington e Teerã, com mediação de Omã, continuam após a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em junho do ano passado. Netanyahu, durante o encontro, defendeu a inclusão de exigências adicionais a Teerã, como limites ao programa de mísseis balísticos e ao apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que o país prefere a diplomacia, mas está preparado para uma eventual escalada militar e não aceitará um "enriquecimento zero" de urânio.