Adicionado evento de 31/01/2026 sobre cenários de ataque dos EUA, capacidades militares iranianas, sanções e soluções não-bélicas, com análises de especialistas.
Visão geral
A relação entre o Irã e os Estados Unidos é marcada por décadas de antagonismo geopolítico, caracterizada por sanções econômicas, disputas sobre o programa nuclear iraniano e acusações mútuas de interferência interna. Recentemente, a tensão escalou para um novo patamar de confronto direto e retórico. Enquanto o Irã, através de seu embaixador na ONU Amir Saeid Iravani, acusa formalmente os EUA e Israel de desestabilizarem o país através do envio de mercenários e apoio a manifestações violentas, e Donald Trump de criar um "pretexto" para intervenção militar, o governo americano ameaça com intervenção militar caso a repressão estatal resulte em mortes de civis. O cenário interno iraniano é de grave instabilidade, com protestos em larga escala em 25 das 31 províncias, motivados por uma crise econômica severa e alto custo de vida, resultando em centenas de mortes e um endurecimento das punições judiciais contra os opositores. Os protestos, que inicialmente focavam em questões econômicas, evoluíram para pedidos pelo fim do regime dos aiatolás. Embora a repressão pareça ter contido os protestos, o líder supremo Ali Khamenei ordenou que as autoridades "quebrem as costas dos insurgentes". O Irã, por sua vez, alertou que retaliará contra Israel e bases militares dos Estados Unidos na região caso seja alvo de um ataque americano, considerando-os "alvos legítimos". Teerã informou aos países vizinhos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia, que as bases dos EUA em seus territórios seriam atacadas em caso de bombardeio americano. Os EUA, por sua vez, estão considerando "opções muito fortes", incluindo ataques militares, armas cibernéticas e novas sanções, em resposta à repressão dos protestos, e esperam enviar mais meios militares para a região. Em uma escalada econômica, os EUA anunciaram a imposição de uma tarifa de 25% sobre transações comerciais com o Irã, com impacto potencial em países como o Brasil. O Irã também tem culpado os Estados Unidos e Israel pelas mortes de manifestantes, acusando-os de incitar a violência interna e ameaçar a soberania do país, e solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que condene as declarações de Trump. Em resposta a possíveis execuções de manifestantes, Donald Trump declarou que os EUA tomarão "medidas muito duras", e incentivou os manifestantes a "guardar os nomes dos assassinos", prometendo que eles "vão pagar um preço muito alto". O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, sugeriu que o regime iraniano está em seus "últimos dias e semanas", devido à repressão violenta. Apesar da pressão de rivais do Irã no Oriente Médio para que os EUA não ataquem o país, autoridades da Casa Branca consideram um bombardeio como provável, com o objetivo de derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei. No entanto, Donald Trump posteriormente afastou a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, citando que as mortes na repressão estavam diminuindo. A repressão aos protestos já resultou em cerca 5.000 mortes, segundo uma fonte do governo iraniano à Reuters em 18 de janeiro de 2026. Outras estimativas incluem 3.428 mortos pela ONG Iran Human Rights (IHR), e 12.000 mortos segundo o canal de oposição Iran International. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressou horror com a situação. A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) alerta para o risco de execuções em massa de manifestantes, como o caso de Erfan Soltani, que teve sua execução marcada para 14 de janeiro de 2026 sem acesso a advogado ou julgamento justo, embora a execução tenha sido posteriormente adiada após a fala de Trump. **Em 15 de janeiro de 2026, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu a pedido dos EUA para discutir a situação no Irã, em meio a sinais de uma possível intervenção militar americana. Em 17 de janeiro de 2026, o líder do Irã, Ali Khamenei, acusou Donald Trump de incitar os protestos mortais no país, chamando-o de "criminoso" pelas mortes, danos e calúnias infligidas à nação iraniana. Pela primeira vez, Ali Khamenei reconheceu que houve "milhares" de mortos nas manifestações. Em 18 de janeiro de 2026, o judiciário iraniano sinalizou a possibilidade de execuções relacionadas aos protestos. Em 23 de janeiro de 2026, o Irã declarou estar preparado para uma "guerra total" em resposta ao envio de um porta-aviões dos EUA para a região, afirmando que qualquer ataque será considerado uma guerra total e terá a resposta mais dura possível. Em 28 de janeiro de 2026, Donald Trump renovou suas ameaças, afirmando que uma "enorme armada" está a caminho do Irã e que o tempo para um acordo nuclear está se esgotando, alertando que um novo ataque seria "muito pior" do que a "Operação Martelo da Meia-Noite". O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o regime do Irã está "mais fraco do que nunca" e sua economia em colapso. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, negou que Teerã esteja buscando negociações sob ameaças e desmentiu contatos com os EUA. No entanto, em 29 de janeiro de 2026, Donald Trump está avaliando seriamente um ataque ao Irã após o fracasso de negociações preliminares sobre o programa nuclear e de mísseis, com o Irã prometendo uma resposta "imediata e poderosa" e o Hezbollah alertando para uma "erupção vulcânica na região". Em 30 de janeiro de 2026, Donald Trump afirmou que o Irã deseja um acordo e que ele fixou um prazo para a resposta de Teerã, mantendo mistério sobre os detalhes. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra, mas responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, reiterou que o Irã está preparado para negociações sobre o acordo nuclear, mas exige conversas justas e equitativas, sem abrir mão de suas capacidades de Defesa. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz. Em 31 de janeiro de 2026, o conselheiro do líder supremo do Irã, Ali Shamkhani, afirmou que o país está em "total prontidão para responder a qualquer ameaça" e que qualquer movimento hostil receberá uma "resposta proporcional, eficaz e dissuasiva". O chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, destacou o poderio militar do Irã, especialmente em mísseis e defesa aérea, afirmando que o país confrontou a ciência e tecnologia inimigas em uma "guerra híbrida".
Contexto histórico e desenvolvimento
As relações diplomáticas entre Teerã e Washington têm sido hostis desde a Revolução Islâmica de 1979. Nos últimos anos, o cenário de confronto se intensificou em fóruns globais e nas ruas. Em janeiro de 2026, o governo iraniano elevou o tom das críticas ao enviar uma comunicação oficial à Organização das Nações Unidas (ONU), argumentando que os Estados Unidos estão diretamente envolvidos na incitação de protestos violentos.
Em 9 de janeiro de 2026, o Ministério da Inteligência do Irã acusou formalmente "mercenários dos EUA e do regime sionista" (Israel) de realizarem disparos e incendiarem locais sagrados, como o santuário de Hazrat Sabzghaba em Dezful, além de bancos e mesquitas. Paralelamente, o presidente americano Donald Trump declarou que os EUA estão prontos para agir e atingir o Irã "onde mais dói" se o regime começar a matar manifestantes. Em 10 de janeiro de 2026, Trump advertiu os líderes iranianos de que haverá um "inferno a ser pago" se eles reprimirem o movimento de protesto, embora sua abordagem geral seja descrita como cautelosa apesar da retórica agressiva. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, rebateu as ameaças chamando os manifestantes de "vândalos" e "sabotadores" que agem para agradar Washington, reafirmando que seu governo não recuará. Internamente, há divergências de tom: enquanto Khamenei foca na repressão, o presidente Masoud Pezeshkian pediu "máxima moderação" e diálogo com as reivindicações do povo. Em 11 de janeiro de 2026, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou que Israel e bases militares dos EUA na região seriam "alvos legítimos" para retaliação caso o Irã fosse atacado. Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, afirmou que o Irã está "em plena guerra" e que alguns "incidentes" foram "orquestrados no exterior". Os EUA classificaram as acusações iranianas de "delirantes", uma tentativa de desviar a atenção dos desafios internos do regime. Em 12 de janeiro de 2026, Ali Khamenei comparou Donald Trump a um faraó e alertou para a "queda de tiranos", intensificando a retórica anti-americana em meio aos protestos internos. No mesmo dia, Trump afirmou que as Forças Armadas americanas estão considerando "opções muito fortes" em relação ao Irã, incluindo ataques militares, armas cibernéticas e novas sanções. Ele também mencionou que as autoridades iranianas o teriam procurado para negociar, mas que uma ação pode ser necessária antes de um encontro. O governo iraniano, por sua vez, anunciou três dias de luto pelos "mártires" mortos em uma "batalha nacional contra os EUA e Israel" e convocou seus apoiadores para marchas pró-governo. Ainda em 12 de janeiro de 2026, Donald Trump anunciou a imposição imediata de uma tarifa de 25% sobre quaisquer e todas as transações comerciais realizadas com o Irã, medida que pode afetar países como o Brasil, que teve um volume de comércio significativo com o Irã em 2025. O presidente americano também está avaliando uma proposta de última hora para conter o programa nuclear iraniano, tema central na guerra entre Israel e Irã em junho de 2024. Em 13 de janeiro de 2026, a defesa de Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, solicitou que o plenário do STF reavalie sua condenação, que já totaliza mais de 27 anos de prisão. No mesmo dia, em carta enviada à ONU, o Irã, através de seu embaixador Amir Saeid Iravani, culpa os EUA e Israel pelas mortes de manifestantes e por incitar a violência, acusando o governo norte-americano de ameaçar uma intervenção militar e alimentar "fantasias" de mudança de regime. Esta carta foi enviada horas depois de Trump usar as redes sociais para encorajar os manifestantes, afirmando que "a ajuda está a caminho" e que analisava opções para "vencer", citando ações militares na Venezuela e no próprio Irã. O Irã pediu ao Conselho de Segurança da ONU que condene as declarações de Trump. Em 13 de janeiro de 2026, Donald Trump declarou que os EUA tomarão "medidas muito duras" se o Irã enforcar manifestantes. No mesmo dia, Trump se dirigiu diretamente aos manifestantes iranianos, pedindo para que eles "guardassem os nomes dos assassinos e dos que estão maltratando vocês", prometendo que "eles vão pagar um preço muito alto". Ele também reiterou o incentivo para que os manifestantes continuassem protestando e tomassem as instituições, afirmando que a "ajuda" dos EUA "está a caminho". O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, declarou que o regime dos aiatolás no Irã está em seus "últimos dias e semanas", devido à repressão violenta, e que a Alemanha está em contato com os EUA e governos europeus sobre a situação. Também em 13 de janeiro de 2026, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, se disse "horrorizado" com a repressão das forças de segurança iranianas aos protestos pacíficos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que a situação no país estava "sob controle total" e acusou a ameaça de Trump de motivar "terroristas" a atacar manifestantes e forças de segurança. No mesmo dia, a ONG curdo-iraniana Hengaw divulgou que o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, preso em Karaj, deverá ser executado em 14 de janeiro de 2026, sem ter tido acesso a advogado ou audiência em tribunal, o que gerou preocupação da ONG Iran Human Rights (IHRNGO) sobre o risco de execuções em massa. Em 14 de janeiro de 2026, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, envia um documento acusando Donald Trump de criar um "pretexto" para uma intervenção militar no Irã, após Trump incitar a população iraniana a protestar e ocupar instituições. Nesta mesma data, um oficial iraniano de alto escalão informou à agência Reuters que o Irã avisou países vizinhos que atacará bases militares dos EUA em seus territórios caso seja bombardeado. Em resposta a essa ameaça, alguns integrantes da Base Aérea de Al Udeid, no Catar, foram orientados a deixar o local. O governo iraniano também afirmou que acelerará o processamento dos presos nos protestos, indicando a possibilidade de mais execuções. **Em 15 de janeiro de 2026, a imprensa americana e fontes europeias indicaram que um ataque dos EUA era iminente, com movimentações de pessoal e equipamentos em bases militares. Os Estados Unidos começaram a retirar parte dos funcionários de bases militares estratégicas no Oriente Médio como medida de precaução. Além disso, o governo dos EUA emitiu um alerta determinando que todos os cidadãos americanos deixassem o Irã imediatamente. Canadá, França e Polônia adotaram medidas semelhantes, e o Reino Unido fechou temporariamente sua embaixada em Teerã, pedindo que cidadãos britânicos evitassem viajar também para Israel. Uma aeronave não tripulada da Marinha dos EUA apareceu nos radares sobrevoando uma área próxima à costa iraniana. O Irã fechou seu espaço aéreo para voos internacionais, com exceção de voos com origem ou destino a Teerã, após autoridades alemãs emitirem uma diretriz alertando companhias aéreas do país a evitar o espaço aéreo iraniano. A execução de Erfan Soltani, inicialmente marcada para 14 de janeiro, foi adiada após a fala de Trump. Em 15 de janeiro de 2026, o Irã reabriu seu espaço aéreo após um fechamento de quase cinco horas, que forçou o desvio de voos. Em 15 de janeiro de 2026, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu a pedido dos EUA para tratar da situação no Irã. Em 15 de janeiro de 2026, Donald Trump afastou a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, alegando que havia sido informado de que as mortes na repressão estavam diminuindo, o que aliviou as tensões geopolíticas e impulsionou o Ibovespa Futuro. Em 16 de janeiro de 2026, a mídia estatal iraniana informou novas prisões. No mesmo dia, o presidente russo Vladimir Putin discutiu a situação no Irã em ligações separadas com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, oferecendo a mediação de Moscou. Pezeshkian reiterou a Putin que os EUA e Israel tiveram papel direto nos distúrbios. O chefe da inteligência de Israel, David Barnea, esteve nos EUA para conversas sobre o Irã, com as forças israelenses em "nível máximo de prontidão". Uma autoridade americana, sob condição de anonimato, afirmou que os EUA devem enviar capacidades ofensivas e defensivas adicionais para a região, mas a composição exata e o momento não estavam claros. Moradores de Teerã e outras cidades relataram que a capital estava tranquila desde domingo, com forte presença militar e de segurança e drones sobrevoando a cidade. O grupo Hengaw afirmou que não houve manifestações desde domingo, mas que o ambiente de segurança segue altamente restritivo. Relatos de agitação esporádica continuaram, como o incêndio de um escritório de educação em Falavarjan e a morte de uma enfermeira em Karaj por disparos das forças governamentais, segundo o Hengaw. A emissora estatal Press TV citou o chefe da polícia do Irã afirmando que a calma foi restaurada em todo o país. Em 17 de janeiro de 2026, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, acusou o presidente dos EUA, Donald Trump, de incitar os protestos mortais no país, chamando-o de "criminoso" pelas mortes, danos e calúnias infligidas à nação iraniana, de acordo com a mídia estatal iraniana. Pela primeira vez, Ali Khamenei reconheceu que houve "milhares" de mortos nos protestos no país, descrevendo os manifestantes como "soldados rasos" dos Estados Unidos que destruíram mesquitas e centros educacionais. Em 18 de janeiro de 2026, uma fonte do governo iraniano informou à agência Reuters que cerca de 5.000 pessoas já morreram em decorrência da violência durante a onda de protestos no Irã. O procurador de Teerã, Ali Salehi, declarou à TV estatal que a resposta do governo foi "firme, dissuasiva e rápida". **Nesta mesma data, o judiciário iraniano sinalizou a possibilidade de execuções relacionadas aos protestos, e o Irã advertiu os EUA contra qualquer ataque em seu território. Em 22 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o envio de uma "grande força" ao Oriente Médio para monitorar o Irã "bem de perto", referindo-se ao deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta. Em 23 de janeiro de 2026, uma autoridade iraniana, sob condição de anonimato, declarou que o Irã está se preparando para o "pior cenário", incluindo uma "guerra total", e que qualquer ataque dos EUA será considerado uma guerra total e terá a resposta mais dura possível. Em 28 de janeiro de 2026, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que o governo do Irã está "mais fraco do que nunca" e sua economia em colapso. No mesmo dia, Donald Trump renovou suas ameaças, afirmando que uma "enorme armada" está a caminho, liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln, e que o tempo para um acordo nuclear está se esgotando, alertando que um novo ataque seria "muito pior" do que a "Operação Martelo da Meia-Noite". O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, negou que Teerã esteja buscando negociações sob ameaças e desmentiu contatos com os EUA. Há relatos de contatos informais entre autoridades iranianas e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, embora Teerã negue negociações formais. No entanto, em , a CNN reportou que Donald Trump está avaliando seriamente um ataque ao Irã, após o fracasso de contatos preliminares entre Washington e Teerã sobre limites ao programa nuclear e de mísseis. O chanceler iraniano Abbas Araghchi declarou que as Forças Armadas do país estão "com o dedo no gatilho" para reagir a qualquer agressão. Um alto funcionário do Hezbollah libanês alertou os EUA de que um ataque ao Irã poderia "desencadear uma erupção vulcânica na região". Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo Ali Khamenei, afirmou que qualquer ação militar dos EUA seria considerada o início de uma guerra e prometeu uma resposta "sem precedentes", mencionando Tel Aviv como possível alvo. Os EUA enviaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e sistemas de defesa aérea como Patriot e THAAD para a região, além de iniciar exercícios aéreos. Aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, descartaram o uso de seu espaço aéreo ou território para uma eventual operação americana contra o Irã. Além disso,
Crise econômica e agitação social
O estopim para a atual onda de instabilidade foi uma crise econômica profunda que atingiu o Irã no final de 2025. A moeda nacional, o rial, perdeu metade de seu valor frente ao dólar no último ano, e a inflação ultrapassou a marca de 40% em dezembro. O que começou como protestos contra o custo de vida no Grande Bazar de Teerã evoluiu para demandas políticas pela renúncia de Khamenei e até pedidos pelo retorno da dinastia Pahlavi, tornando-se a maior demonstração de oposição ao regime desde 2009. Este movimento é o maior desde os protestos de 2022, após a morte de Mahsa Amini. A crise ocorre em um momento de fragilidade para o Irã, após a guerra com Israel e sanções da ONU sobre seu programa nuclear. Em resposta, o governo intensificou a repressão, implementou apagões de internet em escala nacional e passou a ameaçar manifestantes com a aplicação da pena de morte, classificando os atos como terrorismo orquestrado por potências estrangeiras. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), os protestos já resultaram em 538 mortes, incluindo 490 manifestantes e 48 policiais, e mais de 10.670 pessoas detidas até 11 de janeiro de 2026. No entanto, um membro do governo iraniano afirmou à Reuters que a repressão já deixou cerca de 2.000 pessoas mortas, culpando os manifestantes, chamados de "terroristas", pelas mortes de cidadãos e agentes de segurança. Organizações de direitos humanos e fontes do governo iraniano afirmam que pelo menos 2.000 pessoas já morreram nos protestos e mais de 16.000 manifestantes foram detidos. A HRANA também reportou que ao menos 10.000 pessoas foram detidas até 12 de janeiro de 2026. Atualmente, ONGs de direitos humanos que monitoram a situação no país relatam que as mortes nos protestos já passaram de 5.000, segundo uma fonte do governo iraniano à Reuters em 18 de janeiro de 2026. A ONG Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, reporta 3.428 manifestantes mortos pelas forças de segurança, ressaltando que o balanço pode ser maior. O canal de oposição Iran International, por sua vez, anunciou que 12.000 pessoas morreram nas manifestações, citando autoridades do governo e fontes da segurança. Imagens de necrotérios próximos a Teerã mostraram cerca de 180 corpos, e relatos indicam que corpos foram removidos em caminhões e enterrados às pressas para limitar a identificação. O governo iraniano impôs um bloqueio de internet, dificultando a comunicação e a obtenção de informações, e drones têm sido usados para rastrear manifestantes. Trump afirmou que conversaria com Elon Musk sobre a restauração do acesso à internet no Irã via Starlink. O governo iraniano também anunciou que acelerará o processamento dos presos nos protestos, que ONGs afirmam ultrapassar os 10 mil, uma indicação de que estaria disposto a realizar mais execuções. **A execução de Erfan Soltani, inicialmente agendada para 14 de janeiro de 2026, foi adiada. Donald Trump declarou que havia sido informado de que as mortes na repressão estavam diminuindo. Com o afrouxamento do bloqueio à internet nesta semana, mais relatos de violência começaram a surgir, como a morte de uma menina de 15 anos por forças da Basij. O HRANA informou que mais de 19 mil pessoas foram presas, enquanto a agência Tasnim disse que 3.000 pessoas foram detidas. A Tasnim também noticiou a prisão de um grande número de líderes dos distúrbios na província de Kermanshah e a detenção de cinco pessoas acusadas de vandalizar um posto de gasolina e uma base da Basij em Kerman. A mídia estatal informou novas prisões em 16 de janeiro de 2026. Em 17 de janeiro de 2026, o líder supremo Ali Khamenei reconheceu pela primeira vez que houve "milhares" de mortes nos protestos. A ONG Netblocks detectou uma pequena retomada da atividade na internet no Irã em 18 de janeiro de 2026, após mais de 200 horas de corte. Em 18 de janeiro de 2026, o judiciário iraniano sinalizou a possibilidade de execuções relacionadas aos protestos. Em 28 de janeiro de 2026, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, estimou que "certamente aos milhares" de pessoas foram mortas nos protestos e que a economia iraniana está em colapso. Ativistas reportaram que a repressão sangrenta do Irã contra os protestos em todo o país matou pelo menos 6.159 pessoas. Em , um grupo de direitos humanos afirmou ter verificado ao menos 6.000 mortes durante protestos recentes e a repressão do regime, além de investigar outras 17.000 mortes. No mesmo dia, os preços do petróleo subiram, com o Brent ultrapassando US$ 70 o barril, e o ouro ultrapassou os US$ 5.500 por onça, devido aos temores de um conflito.
Reações Internacionais e Pressão sobre os EUA
Rivais do Irã no Oriente Médio, como Arábia Saudita, Omã e Catar, estão pressionando os Estados Unidos para que não ataquem o país. Esses países alertaram a Casa Branca que uma ofensiva militar poderia afetar negativamente o mercado de petróleo, interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de um quinto da produção mundial) e provocar repercussões internas capazes de gerar instabilidade regional, além de prejudicar a economia dos Estados Unidos. A Arábia Saudita, em particular, garantiu que não participará de um conflito e não autorizará o uso de seu espaço aéreo para ataques contra o Irã. Internamente nos EUA, há um debate sobre a abordagem, com o vice-presidente J.D. Vance defendendo uma solução diplomática, embora autoridades da Casa Branca considerem um bombardeio ao Irã como provável. A Rússia, por sua vez, condenou a "interferência" dos EUA no Irã e alertou que novos ataques ao país podem ter "consequências desastrosas". O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, reiterou que o regime iraniano está em seus "últimos dias e semanas" e que a Alemanha está em contato com os EUA e governos europeus sobre a situação. Ele observou que as exportações alemãs para o Irã caíram 25% nos primeiros 11 meses, representando menos de 0,1% do total das exportações alemãs, indicando uma redução nos laços comerciais. **Em 15 de janeiro de 2026, o governo dos EUA emitiu um alerta determinando que todos os cidadãos americanos deixassem o Irã imediatamente. Canadá, França e Polônia adotaram medidas semelhantes. O Reino Unido fechou temporariamente a embaixada em Teerã e pediu que cidadãos britânicos evitassem viajar para Israel. Autoridades alemãs emitiram uma diretriz alertando companhias aéreas do país a evitar o espaço aéreo iraniano, que foi posteriormente fechado pelo Irã para voos internacionais, com exceção de voos com origem ou destino a Teerã. Em 15 de janeiro de 2026, o Irã reabriu seu espaço aéreo após um fechamento de quase cinco horas, que forçou o desvio de voos. Em 15 de janeiro de 2026, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu a pedido dos EUA para tratar da situação no Irã. Após declarações de Donald Trump afastando a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, as tensões geopolíticas foram aliviadas, impactando positivamente os mercados globais, com o Ibovespa Futuro operando em alta. Em 16 de janeiro de 2026, o presidente russo Vladimir Putin discutiu a situação no Irã com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e afirmou que Moscou está disposta a mediar a situação na região. O chefe da inteligência de Israel, David Barnea, esteve nos Estados Unidos para conversas sobre o Irã, e um oficial militar israelense afirmou que as forças do país estavam em "nível máximo de prontidão". Aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Catar, conduziram intensa diplomacia com Washington para evitar um ataque americano, alertando para repercussões regionais. Em 18 de janeiro de 2026, o Irã advertiu os EUA contra qualquer ataque em seu território. Em 22 de janeiro de 2026, Donald Trump confirmou o envio de uma "grande força" ao Oriente Médio para monitorar o Irã, referindo-se ao deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta. Em 23 de janeiro de 2026, uma autoridade iraniana declarou que o Irã está se preparando para o "pior cenário", incluindo uma "guerra total", e que qualquer ataque dos EUA será considerado uma guerra total e terá a resposta mais dura possível, elevando o nível de alerta no país. Em 28 de janeiro de 2026, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que o governo do Irã está "mais fraco do que nunca" e sua economia em colapso. No mesmo dia, Donald Trump renovou suas ameaças contra o Irã, afirmando que uma "enorme armada" está a caminho, e que o tempo para um acordo nuclear está se esgotando. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, negou que Teerã esteja buscando negociações com os Estados Unidos sob ameaças militares. Em , um alto funcionário do Hezbollah libanês alertou os EUA de que um ataque ao Irã poderia "desencadear uma erupção vulcânica na região". Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo Ali Khamenei, afirmou que qualquer ação militar dos EUA seria considerada o início de uma guerra e prometeu uma resposta "sem precedentes", mencionando Tel Aviv como possível alvo. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos descartaram o uso de seu espaço aéreo ou território para uma eventual operação americana contra o Irã.
Estratégias Militares e Alvos Potenciais dos EUA
Nos últimos dias, vários especialistas em estratégia militar têm desenhado cenários de um possível ataque americano e também sobre suas consequências. Essas hipóteses variam em intensidade e impactos, mas todas elas têm em comum uma probabilidade grande de mudança política na segunda maior nação do Oriente Médio.
Vários órgãos de imprensa nos EUA têm trazido um leque de possíveis alvos que o Pentágono poderia priorizar, como as instalações nucleares do Irã (já bombardeadas no ano passado); centros de produção de mísseis balísticos e drones; locais onde residem líderes-chave e comandantes das forças armadas do Irã ou do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica; posições militares estratégicas; e centros de comunicação, para diminuir a capacidade de Teerã de retaliar.
Os navios de guerra americanos ancorados na região carregam dezenas de jatos de combate e centenas de mísseis de cruzeiro Tomahawk, oferecendo aos comandantes americanos opções de longo alcance.
Para Michael Eisenstadt, diretor do Programa de Estudos Militares e de Segurança do Washington Institute, os EUA têm várias opções militares em estudo para minar o regime iraniano, sempre com o objetivo de obter algum tipo de alinhamento com suas posições. Mas ele também alerta que as retaliações também virão, com maior ou menor intensidade.
A primeira opção citada pelo especialista é a repetição da "diplomacia coercitiva" exercida na Venezuela. Nessa hipótese, os EUA garantiriam uma "gestão do regime" e não uma mudança radical – isso tem sido feito no país sul-americano, desde a prisão de Nicolás Maduro. Isso passaria pela deposição do Líder Supremo Ali Khamenei, envolvendo até uma pressão na liderança da Guarda Revolucionária (IRGC) para entregar o aiatolá aos americanos. Essa saída passaria por acordos envolvendo o programa nuclear do Irã, exportações de petróleo e garantias de direitos humanos no país. Mas até Eisenstadt vê essa abordagem como improvável, dada a lealdade do IRGC ao sistema. E demandaria muita vigilância e pressão contínua dos EUA para evitar retrocessos.
A segunda opção é tentar colapsar o regime por meio de ataques aéreos e operações cibernéticas para perturbar o funcionamento da máquina de repressão iraniana. Isso incluiria bombardear as sedes de segurança, interromper o sistema de vigilância do país e bloquear o esforço logístico necessário para apoiar a repressão. Mas é preciso levar em conta que as forças de segurança do país não seriam alvos viáveis a partir do ar, já que a maioria estaria dispersa por áreas urbanizadas e misturada com civis. E até o vasto contingente dessas forças representaria um desafio. O especialista pondera que uma esperada fragmentação dessas forças de segurança, com algumas delas se juntando aos manifestantes contra o governo provavelmente só ocorreria se acreditassem que um ponto de inflexão foi alcançado e que o regime estaria à beira do colapso. No entanto, a ausência de uma oposição organizada continua sendo um grande obstáculo para uma transição bem-sucedida.
Uma terceira opção seria os EUA realizar ataques simbólicos e performáticos, destinados a demonstrar a determinação americana, mas sem alterar fundamentalmente as condições no terreno. Essas ações poderiam satisfazer as demandas políticas internas para "fazer algo" enquanto evitam envolvimentos militares mais profundos. No entanto, essas medidas correm o risco de não mudar o comportamento do regime ou a trajetória dos eventos dentro do Irã, diz Eisenstadt. Isso poderia expor as ameaças dos EUA como vazias, enfraquecendo a dissuasão americana.
Capacidades Militares Iranianas e Potencial de Retaliação
Segundo cálculos da inteligência israelense, o Irã tinha entre 1.000 e 1.500 mísseis balísticos após os 12 dias de guerra em junho de 2025. Embora seja um número bem abaixo dos 2.500 que possuía anteriormente, também havia informações que Teerã estava reconstruindo seu arsenal.
A CNN lembrou em reportagem recente que o drone suicida Shahed, que provou ser uma ferramenta destrutiva na guerra da Rússia na Ucrânia, é de fabricação iraniana. E que o regime iraniano também desenvolveu, testou ou implantou mais de 20 tipos de mísseis balísticos, incluindo sistemas de curto, médio e longo alcance capazes de ameaçar alvos até o sul da Europa.
Não é por outro motivo que o secretário de Estado Marco Rubio alertou nesta semana que entre 30 mil e 40 mil soldados americanos estacionados em bases no Oriente Médio estão em risco no caso de uma retaliação do Irã com mísseis ou drones.
Teerã já alertou que qualquer ataque vai desencadear uma retaliação imediata e poderosa, enquanto os líderes iranianos rejeitaram publicamente as ameaças dos EUA e insistiram que as negociações não podem prosseguir "em um ambiente de ameaças". Enquanto isso, a Força Aérea e as unidades de mísseis do Irã foram colocados em alerta máximo, e exercícios militares foram anunciados próximos ao Estreito de Ormuz — uma rota crítica de transporte de petróleo.
Para Eisenstadt, se acreditar que está enfrentando uma ameaça existencial, o regime dos aiatolás pode responder com todos os meios ao seu dispor, incluindo ataques a bases americanas, ataques a aliados americanos e a interrupção do tráfego de petroleiros no Golfo. Porém, se não acreditar que sua sobrevivência está em risco, o governo responderá mais ou menos proporcionalmente aos ataques, tentando causar dor suficiente para que os EUA não ataquem novamente.
A dependência do Irã do Estreito de Ormuz para seu próprio comércio provavelmente impediria qualquer esforço do regime para bloquear essa via navegável (com minas, por exemplo), exceto nas circunstâncias mais extremas. Em vez disso, Teerã provavelmente continuaria sua atual política de "controle inteligente", que envolve o desvio de petroleiros em resposta às ações de seus adversários.
Sanções Econômicas e Soluções Não-Bélicas
Richard Nephew, pesquisador adjunto do The Washington afirma que as sanções de "pressão máxima" sobre o Irã hoje em vigor já esgotaram grande parte da alavancagem econômica disponível contra o regime. "Embora as sanções imponham pressão significativa, elas também limitam opções punitivas adicionais e não impediram o regime de empregar violência extrema. Ameaças relacionadas, como tarifas, dificilmente gerarão efeitos políticos significativos de curto prazo, especialmente porque não impõem custos às empresas que fazem negócios com o Irã", comenta.
Assim, diz ele, as opções restantes incluem a fiscalização intensificada contra as instituições financeiras chinesas que facilitam a venda de petróleo iraniano; sanções direcionadas adicionais a indivíduos envolvidos na repressão; proibições de viagem ampliadas, potencialmente incluindo familiares de figuras do regime envolvidas em repressões; e um amplo embargo de sanções secundárias que abrange a maior parte das atividades econômicas fora dos canais humanitários.
"No entanto, além de exigir capacidade substancial de fiscalização e apoio de inteligência, essas medidas dificilmente produzirão choques econômicos decisivos capazes de alterar o comportamento do regime. Sanções são mais eficazes quando combinadas com um caminho crível para alívio em troca do cumprimento. No contexto atual dos assassinatos em massa, no entanto, não está claro quais concessões justificariam aliviar a pressão. Em última análise, manter sanções sem um quid pro quo realista corre o risco de perpetuar o sofrimento do povo iraniano sem o efeito pretendido de influenciar as decisões das elites."
Uma outra solução não-bélica para a crise seria o surgimento de líderes políticos capazes de conduzir o Irã a um caminho democrático, diz Simon Gass, especialistas do britânico Royal United Services Institute. Mas ele admite que seria uma opção difícil em um país que não tem infraestrutura política fora do regime islâmico. "Mas pode haver um caminho para um Irã melhor. Uma segunda variante levaria às forças de segurança a uma disputa de poder, talvez levando a um derramamento de sangue extenso", afirma.
Gass lembra, no entanto, que o ex-presidente Hassan Rouhani teria dito a clérigos na cidade sagrada de Qom que a governança islâmica do Irã estará ameaçada sem reformas. Portanto, se o clero mais alto do Irã concluísse que a reforma é uma necessidade existencial, até as forças de segurança poderiam refletir nesse sentido.
Linha do tempo
1979: Ruptura das relações diplomáticas após a Revolução Islâmica.
Junho de 2024: Guerra entre Israel e Irã, encerrada após um ataque americano.
Final de 2025: Eclosão de protestos no Grande Bazar de Teerã, motivados pela inflação e desvalorização do rial.
2 de janeiro de 2026: Donald Trump publica em rede social que os EUA estão "prontos para agir" em caso de morte de manifestantes pacíficos.
7 de janeiro de 2026: Considerado o "dia mais sangrento", com o registro de 13 mortes em um único dia.
8 de janeiro de 2026: Irã impõe apagão nacional de internet e rede telefônica; Trump ameaça atingir o país "muito duramente".
9 de janeiro de 2026: Irã protocola acusação formal na ONU contra os EUA; governo acusa mercenários de Israel e EUA por ataques ao santuário de Hazrat Sabzghaba.
9 de janeiro de 2026: Khamenei chama Trump de "arrogante" e afirma que as mãos do presidente americano estão manchadas com sangue iraniano devido a bombardeios em 2025.
9 de janeiro de 2026: Autoridades confirmam que os protestos atingiram 25 das 31 províncias; mortes confirmadas por ONGs ultrapassam 45 pessoas, incluindo menores.
10 de janeiro de 2026: Donald Trump adverte líderes iranianos de que haverá um "inferno a ser pago" se reprimirem o movimento de protesto. Trump renova ameaças ao dizer que o Irã está "buscando a liberdade" e que os norte-americanos estão "prontos para ajudar".
11 de janeiro de 2026: Irã ameaça retaliar bases militares dos EUA e Israel em caso de ataque; presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, declara que seriam "alvos legítimos".
11 de janeiro de 2026: Grupo de direitos humanos HRANA reporta que o número de mortos nos protestos chega a 116. Trump afirma que autoridades iranianas o procuraram para negociar, mas que uma ação pode ser necessária antes de um encontro. Trump declara que considera "options muito fortes" em relação ao país. HRANA afirma que o número de mortos subiu para 538 (490 manifestantes e 48 policiais) e mais de 10.670 pessoas foram presas.
12 de janeiro de 2026: Ali Khamenei compara Donald Trump a um faraó e alerta para a "queda de tiranos". Trump declara que as Forças Armadas dos EUA estão considerando "opções muito fortes" contra o Irã. Governo iraniano anuncia três dias de luto pelos "mártires" mortos em uma "batalha nacional contra os EUA e Israel" e convoca marchas pró-governo. HRANA reporta mais de 600 manifestantes e 48 membros das forças de segurança mortos, e ao menos 10.000 detidos. Donald Trump anuncia tarifa de 25% sobre transações comerciais com o Irã, com efeito imediato. Trump avalia proposta para conter programa nuclear iraniano.
Principais atores
Irã (Ali Khamenei): O Líder Supremo mantém uma postura de resistência, classificando os protestos como sabotagem estrangeira e autorizando o uso da força e da pena capital. Recentemente, comparou Donald Trump a um faraó, alertando para o fim de tiranos. Descreveu os manifestantes como "vândalos" e convocou marchas pró-governo. Um ataque dos EUA poderia ter como objetivo derrubar seu regime. Em 17 de janeiro de 2026, acusou Donald Trump de incitar os protestos mortais no país, chamando-o de "criminoso" pelas mortes, danos e calúnias infligidas à nação iraniana. Pela primeira vez, reconheceu que houve "milhares" de mortes nos protestos, descrevendo os manifestantes como "soldados rasos" dos Estados Unidos que destruíram mesquitas e centros educacionais. Em 18 de janeiro de 2026, afirmou que as autoridades "têm a obrigação de quebrar as costas dos insurgentes" e que "não perdoarão os criminosos domésticos, assim como não perdoarão os criminosos internacionais, piores que os domésticos". Em 23 de janeiro de 2026, através de uma autoridade, declarou que o Irã está preparado para uma "guerra total" caso seja atacado pelos EUA. Seu conselheiro, Ali Shamkhani, em 29 de janeiro de 2026, afirmou que qualquer ação militar dos EUA seria considerada o início de uma guerra e prometeu uma resposta "sem precedentes", mencionando Tel Aviv como possível alvo. Em 31 de janeiro de 2026, através de seu conselheiro Ali Shamkhani, afirmou que o país está em "total prontidão para responder a qualquer ameaça" e que qualquer movimento hostil receberá uma "resposta proporcional, eficaz e dissuasiva".
Irã (Masoud Pezeshkian): Presidente do país, que adotou um discurso mais moderado que o de Khamenei, sugerindo diálogo e escuta à população, mas também acusou os EUA e Israel de "semear caos e desordem" no país e pediu que a população mantenha distância de "terroristas e badernistas". Em 16 de janeiro de 2026, reiterou a Vladimir Putin que os EUA e Israel tiveram papel direto nos distúrbios. Em 30 de janeiro de 2026, afirmou que o Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra, mas responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão.
Irã (Mohammad Bagher Qalibaf): Presidente do parlamento iraniano, que ameaçou retaliar bases militares dos EUA e Israel em caso de ataque.
Irã (Ali Larijani): Conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, afirmou que o Irã está "em plena guerra". Em 30 de janeiro de 2026, ameaçou designar as Forças Armadas dos países da União Europeia como "terroristas" em retaliação à decisão da UE de incluir a Guarda Revolucionária em sua lista de organizações terroristas.
Irã (Amir Saeid Iravani): Embaixador do Irã na ONU, que enviou carta acusando os EUA e Israel pelas mortes de manifestantes e por incitar a violência, e também enviou um documento acusando Donald Trump de criar um "pretexto" para intervenção militar após Trump incitar a população a protestar e ocupar instituições.
Termos importantes
Direito Internacional: Conjunto de normas citado pelo Irã para denunciar a interferência estrangeira e a violação de princípios fundamentais pelos EUA.
Soberania: Autoridade suprema do Estado, que o Irã alega estar sob ataque de "mercenários" e ameaçada pelas declarações de Trump.
Apagão de Internet: Tática de censura utilizada pelo governo iraniano para impedir a organização de atos e a saída de informações do país. Trump mencionou a possibilidade de usar Starlink para restaurar o acesso. Com o afrouxamento do bloqueio à internet nesta semana, mais relatos de violência começaram a surgir. Em 18 de janeiro de 2026, a ONG Netblocks detectou uma pequena retomada da atividade na internet após mais de 200 horas de corte.
Rial: Moeda oficial do Irã, cuja desvalorização acelerada impulsionou a crise social.
Pena de Morte: Sanção máxima ameaçada e aplicada pelo regime para conter os manifestantes acusados de vandalismo e terrorismo, como no caso de Erfan Soltani. O governo iraniano planeja acelerar o processamento de presos, o que pode levar a mais execuções. A execução de Erfan Soltani foi adiada. Em 18 de janeiro de 2026, o judiciário iraniano sinalizou a possibilidade de execuções relacionadas aos protestos.
Tarifa de 25%: Nova medida econômica imposta pelos EUA sobre transações comerciais com o Irã, com o objetivo de pressionar o regime.
Estreito de Ormuz: Passagem marítima estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, e cuja interrupção é temida em caso de ataque ao Irã. Em 30 de janeiro de 2026, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou exercícios militares com munição real na região.
Pretexto para Intervenção Militar: Termo usado pelo Irã para descrever as ações de Donald Trump, como incitar protestos e ocupação de instituições, que poderiam justificar uma ação militar externa.
Base Aérea de Al Udeid: Maior base dos EUA no Oriente Médio, localizada no Catar, e que teve parte de seu pessoal orientado a deixar o local devido às ameaças iranianas.
Alerta de Viagem: Medida adotada por diversos países, incluindo EUA, Canadá, França, Polônia e Reino Unido, para que seus cidadãos deixem o Irã ou evitem a região devido à escalada de tensões.
Fechamento do Espaço Aéreo: Medida adotada pelo Irã para voos internacionais, exceto para Teerã, em meio à escalada de tensões e alertas de companhias aéreas alemãs. O espaço aéreo foi reaberto em 15 de janeiro de 2026, após quase cinco horas de fechamento.
Aeronave Não Tripulada (Drone): Aeronave da Marinha dos EUA avistada sobrevoando a costa iraniana, indicando movimentação militar na região.
29 de janeiro de 2026
em 29 de janeiro de 2026, fontes do governo dos EUA revelaram à agência Reuters que Donald Trump está avaliando ordenar ataques direcionados às forças de segurança e líderes do Irã para inspirar novos protestos e buscar uma "mudança de regime". As opções incluem atingir comandantes e instituições iranianas responsáveis pela violência, ou um ataque mais amplo contra mísseis balísticos ou programas de enriquecimento nuclear. Em 30 de janeiro de 2026, Donald Trump afirmou que o Irã deseja um acordo e que ele fixou um prazo para a resposta de Teerã, mantendo mistério sobre os detalhes. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra, mas responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, reiterou que o Irã está preparado para negociações sobre o acordo nuclear, mas exige conversas justas e equitativas, sem abrir mão de suas capacidades de Defesa. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz. No mesmo dia, o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani ameaçou designar as Forças Armadas dos países da União Europeia como "terroristas" em retaliação à decisão da UE de incluir a Guarda Revolucionária em sua lista de organizações terroristas. Em 31 de janeiro de 2026, o conselheiro do líder supremo do Irã, Ali Shamkhani, afirmou que o país está em "total prontidão para responder a qualquer ameaça" e que qualquer movimento hostil de inimigos receberá uma "resposta proporcional, eficaz e dissuasiva". Ele minimizou a presença militar estrangeira na região, reiterando que o Irã conhece a geografia local e considera a região sua "casa". O chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, destacou o poderio militar do Irã, especialmente em mísseis e defesa aérea, e afirmou que o país confrontou a ciência e tecnologia inimigas em uma "guerra híbrida".
29 de janeiro de 2026
Fontes do governo dos EUA, em 29 de janeiro de 2026, indicaram que Donald Trump está avaliando ataques direcionados às forças de segurança e líderes iranianos para inspirar novos protestos, visando uma "mudança de regime", após a repressão que resultou em milhares de mortes. Em 30 de janeiro de 2026, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz. Em 31 de janeiro de 2026, o conselheiro do líder supremo do Irã, Ali Shamkhani, minimizou a presença militar estrangeira na região, reiterando que o Irã conhece a geografia local e considera a região sua "casa".
29 de janeiro de 2026
No mesmo dia, autoridades árabes e diplomatas ocidentais expressaram preocupação de que ataques americanos possam enfraquecer o movimento de protesto iraniano, que já está em choque após a repressão. Alex Vatanka, diretor do Programa Irã do Instituto do Oriente Médio, afirmou que, sem deserções militares em larga escala, os protestos iranianos continuam sendo "heroicos, mas em desvantagem numérica e de armamento". Em 30 de janeiro de 2026, a União Europeia incluiu a Guarda Revolucionária do Irã em sua lista de organizações terroristas, e o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani ameaçou designar as Forças Armadas dos países da UE como "terroristas" em retaliação. Em 31 de janeiro de 2026, o conselheiro do líder supremo do Irã, Ali Shamkhani, minimizou a presença militar estrangeira na região, afirmando que o Irã considera a região sua "casa" e que a movimentação não equivale a superioridade militar.
13 de janeiro de 2026: A defesa de Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, solicita ao plenário do STF uma nova análise de sua condenação, que já soma mais de 27 anos de prisão.
13 de janeiro de 2026: Em carta à ONU, o embaixador iraniano Amir Saeid Iravani culpa os EUA e Israel pelas mortes de manifestantes e por incitar a violência, acusando os EUA de ameaçar intervenção militar e alimentar "fantasias" de mudança de regime. O Irã pede ao Conselho de Segurança da ONU que condene as declarações de Trump.
13 de janeiro de 2026: Donald Trump declara que os EUA tomarão "medidas muito duras" se o Irã enforcar manifestantes. Trump se dirige aos manifestantes iranianos, incentivando-os a continuar protestando e a "guardar os nomes dos assassinos", prometendo que "eles vão pagar um preço muito alto". Ele também reitera que a "ajuda" dos EUA "está a caminho".
13 de janeiro de 2026: O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, declara que o regime dos aiatolás no Irã está em seus "últimos dias e semanas".
13 de janeiro de 2026: Rivais do Irã no Oriente Médio (Arábia Saudita, Omã e Catar) pressionam os EUA para não atacarem o país, alertando sobre impactos no mercado de petróleo e instabilidade regional. Arábia Saudita garante que não participará de um conflito. Autoridades da Casa Branca consideram um bombardeio ao Irã como provável, com o objetivo de derrubar o regime de Ali Khamenei. Um membro do governo iraniano afirma à Reuters que a repressão aos protestos já causou cerca de 2.000 mortes. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, se diz "horrorizado" com a repressão iraniana. A ONG curdo-iraniana Hengaw divulga que o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, preso em Karaj, deverá ser executado em 14 de janeiro de 2026, sem ter tido acesso a advogado ou audiência em tribunal, o que gerou preocupação da ONG Iran Human Rights (IHRNGO) sobre o risco de execuções em massa.
14 de janeiro de 2026: O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, envia documento acusando Donald Trump de criar um "pretexto" para intervenção militar, após Trump incitar a população iraniana a protestar e ocupar instituições. O Irã avisa países vizinhos que bombardeará bases dos EUA em seus territórios caso seja atacado. Alguns integrantes da Base Aérea de Al Udeid, no Catar, são orientados a deixar o local. O governo iraniano também anuncia que acelerará o processamento dos presos nos protestos.
15 de janeiro de 2026: A imprensa americana e fontes europeias indicam que um ataque dos EUA é iminente. Os Estados Unidos começam a retirar parte dos funcionários de bases militares estratégicas no Oriente Médio. O governo dos EUA emite alerta para que cidadãos americanos deixem o Irã imediatamente; Canadá, França e Polônia adotam medidas semelhantes. O Reino Unido fecha temporariamente a embaixada em Teerã e pede que cidadãos britânicos evitem viajar para Israel. Uma aeronave não tripulada da Marinha dos EUA aparece nos radares sobrevoando a costa iraniana. O Irã fecha o espaço aéreo para voos internacionais, exceto para Teerã, após alerta de autoridades alemãs. A execução de Erfan Soltani, inicialmente agendada para 14 de janeiro, é adiada. O Irã reabre seu espaço aéreo após um fechamento de quase cinco horas, que forçou o desvio de voos. O Conselho de Segurança da ONU se reúne a pedido dos EUA para tratar da situação no Irã. Donald Trump afasta a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, citando que as mortes na repressão aos protestos estavam diminuindo.
16 de janeiro de 2026: Mídia estatal iraniana informa novas prisões. Presidente russo Vladimir Putin discute a situação no Irã com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, oferecendo mediação. Chefe da inteligência de Israel, David Barnea, visita os EUA para conversas sobre o Irã. Autoridade americana indica que os EUA devem enviar capacidades ofensivas e defensivas adicionais para a região. Moradores de Teerã e outras cidades relatam que a capital estava tranquila desde domingo, com forte presença militar e de segurança e drones sobrevoando a cidade. O grupo Hengaw afirma que não houve manifestações desde domingo, mas que o ambiente de segurança segue altamente restritivo. Relatos de agitação esporádica continuam, como o incêndio de um escritório de educação em Falavarjan e a morte de uma enfermeira em Karaj por disparos das forças governamentais, segundo o Hengaw. A emissora estatal Press TV cita o chefe da polícia do Irã afirmando que a calma foi restaurada em todo o país.
17 de janeiro de 2026: O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, acusa o presidente dos EUA, Donald Trump, de incitar os protestos mortais no país, chamando-o de "criminoso" pelas mortes, danos e calúnias infligidas à nação iraniana. Pela primeira vez, Ali Khamenei reconhece que houve "milhares" de mortos nos protestos no país.
18 de janeiro de 2026: Uma fonte do governo iraniano informa à agência Reuters que cerca de 5.000 pessoas já morreram em decorrência da violência durante a onda de protestos no Irã. A ONG Netblocks detecta uma pequena retomada da atividade na internet no Irã. O procurador de Teerã, Ali Salehi, declara à TV estatal que a resposta do governo foi "firme, dissuasiva e rápida". O judiciário iraniano sinaliza a possibilidade de execuções relacionadas aos protestos. O Irã adverte os EUA contra qualquer ataque em seu território.
22 de janeiro de 2026: Donald Trump confirma o envio de uma "grande força" ao Oriente Médio para monitorar o Irã, referindo-se ao deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta.
23 de janeiro de 2026: Uma autoridade iraniana declara que o Irã está se preparando para o "pior cenário", incluindo uma "guerra total", e que qualquer ataque dos EUA será considerado uma guerra total e terá a resposta mais dura possível.
28 de janeiro de 2026: O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declara que o governo do Irã está "mais fraco do que nunca" e sua economia em colapso. No mesmo dia, Donald Trump renova suas ameaças contra o Irã, afirmando que uma "enorme armada" está a caminho, liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln, e que o tempo para um acordo nuclear está se esgotando. Ele compara a situação com a ação na Venezuela e a "Operação Martelo da Meia-Noite", alertando que um novo ataque seria "muito pior". O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, nega que Teerã esteja buscando negociações sob ameaças militares e desmente contatos com os EUA.
29 de janeiro de 2026: A CNN reporta que Donald Trump está avaliando seriamente um ataque ao Irã após o fracasso de negociações preliminares sobre o programa nuclear e de mísseis. O chanceler iraniano Abbas Araghchi declara que as Forças Armadas do país estão "com o dedo no gatilho" para reagir a qualquer agressão. Um alto funcionário do Hezbollah libanês alerta os EUA de que um ataque ao Irã poderia "desencadear uma erupção vulcânica na região". Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo Ali Khamenei, afirma que qualquer ação militar dos EUA seria considerada o início de uma guerra e promete uma resposta "sem precedentes", mencionando Tel Aviv como possível alvo. Os preços do petróleo e do ouro sobem devido aos temores de conflito. Os EUA enviam o porta-aviões USS Abraham Lincoln e sistemas de defesa aérea como Patriot e THAAD para a região, além de iniciar exercícios aéreos. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos descartam o uso de seu espaço aéreo ou território para uma eventual operação americana contra o Irã. Fontes do governo dos EUA revelam à agência Reuters que Donald Trump está avaliando ordenar ataques direcionados às forças de segurança e líderes do Irã para inspirar novos protestos e buscar uma "mudança de regime". As opções incluem atingir comandantes e instituições iranianas responsáveis pela violência, ou um ataque mais amplo contra mísseis balísticos ou programas de enriquecimento nuclear.
30 de janeiro de 2026: Donald Trump afirma que o Irã deseja um acordo e que ele fixou um prazo para a resposta de Teerã, mantendo mistério sobre os detalhes. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declara que o Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra, mas responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, reitera que o Irã está preparado para negociações sobre o acordo nuclear, mas exige conversas justas e equitativas, sem abrir mão de suas capacidades de Defesa. A Guarda Revolucionária do Irã anuncia exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz. A União Europeia inclui a Guarda Revolucionária do Irã em sua lista de organizações terroristas, e o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani ameaça designar as Forças Armadas dos países da UE como "terroristas" em retaliação.
31 de janeiro de 2026: O conselheiro do líder supremo do Irã, Ali Shamkhani, afirma que o país está em "total prontidão para responder a qualquer ameaça" e que qualquer movimento hostil de inimigos receberá uma "resposta proporcional, eficaz e dissuasiva". Ele minimiza a presença militar estrangeira na região, reiterando que o Irã conhece a geografia local e considera a região sua "casa". O chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, destaca o poderio militar do Irã, especialmente em mísseis e defesa aérea, e afirma que o país confrontou a ciência e tecnologia inimigas em uma "guerra híbrida". Especialistas em estratégia militar desenham cenários de um possível ataque americano, incluindo alvos como instalações nucleares, centros de produção de mísseis e drones, líderes-chave e posições militares estratégicas. São discutidas opções militares dos EUA, como "diplomacia coercitiva" (modelo Venezuela), ataques aéreos e cibernéticos, e ataques simbólicos. O secretário de Estado Marco Rubio alerta que entre 30 mil e 40 mil soldados americanos estacionados no Oriente Médio estão em risco no caso de uma retaliação iraniana com mísseis ou drones.
Irã (Abbas Araqchi): Ministro das Relações Exteriores do Irã, que declarou que a situação no país estava "sob controle total" e acusou a ameaça de Trump de motivar "terroristas" a atacar manifestantes e forças de segurança. Em 28 de janeiro de 2026, negou que Teerã esteja buscando negociações com os Estados Unidos sob ameaças militares e desmentiu contatos com os EUA. Em 29 de janeiro de 2026, declarou que as Forças Armadas do país estão "com o dedo no gatilho" para reagir a qualquer agressão ao território, ao espaço aéreo ou às águas do Irã. Ele também afirmou que o Irã estava "se preparando para um confronto militar, ao mesmo tempo em que utilizava os canais diplomáticos", mas que Washington não demonstrava abertura para a diplomacia. Em 30 de janeiro de 2026, reiterou que o Irã está preparado para negociações sobre o acordo nuclear, mas exige conversas justas e equitativas, sem abrir mão de suas capacidades de Defesa.
Irã (Ahmad-Reza Radan): Chefe da polícia do Irã, que afirmou que as forças de segurança "escalaram o nível de confronto contra os manifestantes" e que a calma foi restaurada em todo o país.
Irã (Ali Salehi): Procurador de Teerã. Em 18 de janeiro de 2026, declarou à TV estatal que a resposta do governo foi "firme, dissuasiva e rápida".
Irã (Ali Shamkhani): Conselheiro do líder supremo Ali Khamenei. Em 29 de janeiro de 2026, afirmou na rede X que qualquer ação militar dos EUA seria considerada o início de uma guerra e prometeu uma resposta "sem precedentes", mencionando Tel Aviv como possível alvo. Em 31 de janeiro de 2026, afirmou que o país está em "total prontidão para responder a qualquer ameaça" e que qualquer movimento hostil de inimigos receberá uma "resposta proporcional, eficaz e dissuasiva". Ele também minimizou a presença militar estrangeira na região, reiterando que o Irã conhece a geografia local e considera a região sua "casa".
Irã (Amir Hatami): Chefe do Exército iraniano. Em 31 de janeiro de 2026, destacou o poderio militar do Irã, especialmente em mísseis e defesa aérea, afirmando que o país confrontou a ciência e tecnologia inimigas em uma "guerra híbrida".
Estados Unidos (Donald Trump): Adota uma postura de dissuasão através de ameaças de intervenção militar direta caso a repressão resulte em massacres, embora sua abordagem seja descrita como cautelosa. Declarou apoio aos manifestantes e se ofereceu para ajudar, afirmando em redes sociais que "a ajuda está a caminho". Afirmou que as Forças Armadas americanas estão considerando "opções muito fortes" (incluindo ataques militares, armas cibernéticas e sanções) e que conversaria com Elon Musk sobre a restauração do acesso à internet via Starlink. Anunciou a imposição de uma tarifa de 25% sobre transações comerciais com o Irã e está avaliando uma proposta para conter o programa nuclear iraniano. Também declarou que os EUA tomarão "medidas muito duras" se o Irã enforcar manifestantes e incentivou os manifestantes a "guardar os nomes dos assassinos", prometendo que "eles vão pagar um preço muito alto". Tem sinalizado a possibilidade de autorizar um ataque a qualquer momento, com o objetivo de derrubar o regime de Khamenei. Foi acusado pelo embaixador iraniano na ONU de criar um "pretexto" para intervenção militar ao incitar a população a protestar e ocupar instituições. **Em 15 de janeiro de 2026, afastou a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, citando que as mortes na repressão estavam diminuindo. A Casa Branca, em 16 de janeiro de 2026, afirmou que Trump e sua equipe alertaram Teerã sobre "graves consequências" se houvesse mais derramamento de sangue e que o presidente mantém "todas as opções sobre a mesa". Em 17 de janeiro de 2026, foi acusado pelo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de incitar os protestos mortais no país, sendo chamado de "criminoso" pelas mortes, danos e calúnias infligidas à nação iraniana. Adotou um tom conciliatório ao afirmar que o Irã cancelou execuções, sem esclarecer com quem falou para confirmar o cancelamento. Em 22 de janeiro de 2026, confirmou o envio de uma "grande força" ao Oriente Médio para monitorar o Irã "bem de perto", referindo-se ao deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta. Em 28 de janeiro de 2026, renovou suas ameaças contra o Irã, afirmando que uma "enorme armada" está a caminho, liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln, e que o tempo para um acordo nuclear está se esgotando. Ele comparou a situação com a ação na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, e a "Operação Martelo da Meia-Noite", alertando que um novo ataque seria "muito pior". Em 29 de janeiro de 2026, a CNN reportou que Trump está avaliando seriamente um ataque ao Irã após o fracasso de negociações preliminares sobre o programa nuclear e de mísseis. Ele exigiu que o Irã volte à mesa para negociar um acordo "justo e equitativo" e reiterou que o país não pode ter armas nucleares. Trump afirmou que um próximo ataque seria mais severo do que o realizado no verão passado. Entre as opções em análise pela Casa Branca estão ataques aéreos contra instalações nucleares iranianas, instituições do governo e autoridades de segurança ligadas à repressão de protestos recentes. Trump ainda não tomou uma decisão final, mas fontes indicam que ele considera ter mais opções militares após o deslocamento de um grupo de ataque de porta-aviões para a região. Em entrevista ao Politico, Trump afirmou que é "hora de buscar uma nova liderança no Irã". No mesmo dia, fontes do governo dos EUA revelaram à agência Reuters que Trump está avaliando ordenar ataques direcionados às forças de segurança e líderes do Irã para inspirar novos protestos e buscar uma "mudança de regime", ou um ataque mais amplo contra mísseis balísticos ou programas de enriquecimento nuclear. Em 30 de janeiro de 2026, afirmou que o Irã deseja um acordo e que ele fixou um prazo para a resposta de Teerã, mantendo mistério sobre os detalhes de seus planos militares. Em 31 de janeiro de 2026, mencionou novamente uma "grande armada" se dirigindo para o Irã, mas expressou esperança de um acordo.
Estados Unidos (J.D. Vance): Vice-presidente que defende uma solução diplomática para a crise com o Irã.
Estados Unidos (Steve Witkoff): Enviado especial da Casa Branca. Há relatos de contatos informais entre autoridades iranianas e ele, embora Teerã negue negociações formais.
Estados Unidos (Marco Rubio): Secretário de Estado dos EUA. Em 28 de janeiro de 2026, declarou que o governo do Irã está "mais fraco do que nunca" e sua economia em colapso, estimando que "certamente aos milhares" de pessoas foram mortas nos protestos. Em 31 de janeiro de 2026, alertou que entre 30 mil e 40 mil soldados americanos estacionados em bases no Oriente Médio estão em risco no caso de uma retaliação do Irã com mísseis ou drones.
Erfan Soltani: Manifestante de 26 anos, preso em Karaj, que teve sua execução marcada para 14 de janeiro de 2026, sem acesso a advogado ou julgamento justo, tornando-se um símbolo da repressão iraniana. Sua execução foi adiada após a fala do presidente Trump.
Israel: Acusado pelo regime iraniano de colaborar com os EUA no envio de mercenários para desestabilizar o país e ameaçado de retaliação em caso de ataque. Envolveu-se em guerra com o Irã em junho de 2024. Seu chefe de inteligência, David Barnea, esteve nos EUA em 16 de janeiro de 2026 para conversas sobre o Irã, e as forças israelenses estavam em "nível máximo de prontidão".
Manifestantes iranianos: População civil em 25 províncias que protesta contra a economia e o regime, enfrentando apagões de comunicação e repressão violenta, com um número de mortos que chega a pelo menos 5.000, segundo uma fonte do governo iraniano à Reuters em 18 de janeiro de 2026. Outras estimativas incluem 3.428 mortos pela ONG Iran Human Rights (IHR), e 12.000 mortos segundo o canal de oposição Iran International. Mais de 19.000 detidos, segundo o HRANA (3.000 segundo a agência Tasnim). **A repressão parece ter contido os protestos, com relatos de ambiente calmo e forte presença militar em 16 de janeiro de 2026, embora relatos de agitação esporádica e violência continuem a surgir. Foram descritos por Ali Khamenei como "soldados rasos" dos Estados Unidos que destruíram mesquitas e centros educacionais. Em 28 de janeiro de 2026, ativistas reportaram que a repressão sangrenta do Irã contra os protestos em todo o país matou pelo menos 6.159 pessoas. Em 29 de janeiro de 2026, um grupo de direitos humanos afirmou ter verificado ao menos 6.000 mortes durante protestos recentes e a repressão do regime, além de investigar outras 17.000 mortes. A repressão esmagou o movimento de protesto nacional no início do mês, matando milhares de pessoas, e ataques americanos poderiam enfraquecer ainda mais o movimento, segundo autoridades árabes e diplomatas ocidentais.
ONU (Organização das Nações Unidas): Atua como o palco mediador onde as denúncias de interferência externa são apresentadas e restabeleceu sanções ligadas ao programa nuclear do Irã. O Irã solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que condene as declarações de Trump. Em 15 de janeiro de 2026, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu a pedido dos EUA para tratar da situação no Irã.
Volker Türk: Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, que se disse "horrorizado" com a repressão das forças de segurança iranianas aos protestos pacíficos.
HRANA (Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos): Organização sediada nos EUA que monitora e reporta o número de mortos e detidos nos protestos iranianos, tendo reportado 538 mortes e mais de 10.670 prisões até 11 de janeiro de 2026. Atualmente, relata mais de 19.000 prisões.
Hengaw: Organização humanitária curdo-iraniana que divulgou a informação sobre a execução agendada de Erfan Soltani. Em 16 de janeiro de 2026, afirmou que não houve manifestações desde domingo, mas que o ambiente de segurança segue altamente restritivo, e relatou o incêndio de um escritório de educação em Falavarjan e a morte de uma enfermeira em Karaj por disparos das forças governamentais.
Iran Human Rights (IHRNGO): ONG que expressou extrema preocupação com a situação no Irã e alertou para o risco de execuções em massa de manifestantes. Sediada na Noruega, reportou 3.428 manifestantes mortos pelas forças de segurança.
Brasil: País que pode ser impactado pela nova tarifa americana sobre transações com o Irã, tendo importado US$ 84,5 milhões e exportado US$ 2,9 bilhões para o Irã em 2025.
Alemanha (Friedrich Merz): Chanceler que declarou que o regime dos aiatolás no Irã está em seus "últimos dias e semanas" e que a Alemanha está em contato com os EUA e governos europeus sobre a situação. Ele também destacou que as exportações alemãs para o Irã caíram 25% nos primeiros 11 meses, representando menos de 0,1% do total das exportações alemãs.
Arábia Saudita: Rival do Irã no Oriente Médio, tem pressionado os EUA para não atacarem o país e garantiu que não participará de um conflito nem permitirá o uso de seu espaço aéreo para ataques. Foi avisada pelo Irã de que suas bases dos EUA seriam atacadas em caso de bombardeio. Em 16 de janeiro de 2026, conduziu intensa diplomacia com Washington para evitar um ataque americano. Em 29 de janeiro de 2026, descartou o uso de seu espaço aéreo ou território para uma eventual operação americana contra o Irã.
Omã: Rival do Irã no Oriente Médio, tem pressionado os EUA para não atacarem o Irã. Serviu como canal para conversas indiretas entre EUA e Irã, que não avançaram.
Catar: Rival do Irã no Oriente Médio, tem pressionado os EUA para não atacarem o Irã. A Base Aérea de Al Udeid, a maior dos EUA no Oriente Médio, teve parte de seu pessoal orientado a deixar o local devido às ameaças iranianas. Em 16 de janeiro de 2026, conduziu intensa diplomacia com Washington para evitar um ataque americano.
Rússia: Condenou a "interferência" dos EUA no Irã e alertou para "consequências desastrosas" de novos ataques. Em 16 de janeiro de 2026, o presidente Vladimir Putin discutiu a situação no Irã com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, oferecendo a mediação de Moscou.
Canadá: País que emitiu alerta para seus cidadãos deixarem o Irã.
França: País que emitiu alerta para seus cidadãos deixarem o Irã.
Polônia: País que emitiu alerta para seus cidadãos deixarem o Irã.
Reino Unido: País que fechou temporariamente a embaixada em Teerã e pediu que cidadãos britânicos evitassem viajar para Israel.
Benjamin Netanyahu: Primeiro-ministro de Israel. Em 16 de janeiro de 2026, discutiu a situação no Irã com o presidente russo Vladimir Putin.
David Barnea: Chefe da inteligência de Israel. Em 16 de janeiro de 2026, esteve nos Estados Unidos para conversas sobre o Irã.
Netblocks: ONG de monitoramento da segurança cibernética. Em 18 de janeiro de 2026, anunciou que detectou uma pequena retomada da atividade na internet no Irã, após mais de 200 horas de corte.
Iran International: Canal de oposição com sede no exterior. Anunciou que 12.000 pessoas morreram nas manifestações, citando autoridades do governo e fontes da segurança.
Abraham Lincoln / USS Abraham Lincoln: Porta-aviões da Marinha dos EUA, deslocado para o Oriente Médio em 22 de janeiro de 2026, juntamente com navios de escolta, para monitorar o Irã. Em 28 de janeiro de 2026, foi citado por Donald Trump como líder de uma "enorme armada" a caminho do Irã. Em 29 de janeiro de 2026, entrou no Oceano Índico e se aproxima do Irã, com capacidade de apoiar eventuais operações e proteger aliados regionais.
Nicolás Maduro: Ditador deposto da Venezuela, cuja captura foi citada por Donald Trump em 28 de janeiro de 2026 como exemplo de ação bem-sucedida dos EUA.
Hezbollah: Grupo libanês. Em 29 de janeiro de 2026, um alto funcionário alertou os EUA de que um ataque ao Irã poderia "desencadear uma erupção vulcânica na região".
Emirados Árabes Unidos: Aliado dos EUA na região. Em 29 de janeiro de 2026, descartou o uso de seu espaço aéreo ou território para uma eventual operação americana contra o Irã.
Alex Vatanka: Diretor do Programa Irã do Instituto do Oriente Médio. Em 29 de janeiro de 2026, afirmou que, sem deserções militares em larga escala, os protestos iranianos continuam sendo "heroicos, mas em desvantagem numérica e de armamento".
União Europeia: Em 30 de janeiro de 2026, incluiu a Guarda Revolucionária do Irã em sua lista de organizações terroristas.
Michael Eisenstadt: Diretor do Programa de Estudos Militares e de Segurança do Washington Institute. Em 31 de janeiro de 2026, detalhou cenários de ataque americano e suas consequências, incluindo "diplomacia coercitiva", ataques aéreos e cibernéticos, e ataques simbólicos. Também analisou as possíveis retaliações iranianas.
Richard Nephew: Pesquisador adjunto do The Washington. Em 31 de janeiro de 2026, analisou a eficácia das sanções econômicas e sugeriu novas medidas, como fiscalização intensificada contra instituições financeiras chinesas e sanções direcionadas.
Simon Gass: Especialista do britânico Royal United Services Institute. Em 31 de janeiro de 2026, discutiu a possibilidade de uma solução não-bélica para a crise, envolvendo o surgimento de líderes políticos capazes de conduzir o Irã a um caminho democrático.
Drones também têm sido usados para rastrear manifestantes em Teerã. O drone suicida Shahed, de fabricação iraniana, provou ser uma ferramenta destrutiva na guerra da Rússia na Ucrânia.
Ibovespa Futuro: Índice que representa o desempenho futuro das ações mais negociadas na bolsa brasileira, que operou em alta após o alívio das tensões geopolíticas.
Conselho de Segurança da ONU: Órgão da Organização das Nações Unidas que se reuniu em 15 de janeiro de 2026, a pedido dos EUA, para discutir a situação no Irã diante do aumento das tensões.
Basij: Braço das forças de segurança iraniana frequentemente usado para reprimir protestos. Acusado de matar uma menina de 15 anos em Teerã e de ter uma base vandalizada em Kerman.
Diplomacia Intensa: Esforços de aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Catar, para evitar um ataque americano ao Irã, alertando para repercussões regionais.
Mediação: Oferta da Rússia, através do presidente Vladimir Putin, para mediar a situação na região entre Irã e Israel.
Nível Máximo de Prontidão: Status das forças militares de Israel em 16 de janeiro de 2026, em meio às tensões com o Irã.
Criminoso: Termo usado pelo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, para se referir a Donald Trump, acusando-o de incitar protestos mortais e ser responsável por mortes, danos e calúnias infligidas à nação iraniana.
Insurgentes: Termo usado pelo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, para se referir aos manifestantes, ordenando que as autoridades "quebrem suas costas".
Regime Teocrático: Sistema de governo do Irã, vigente desde a revolução de 1979, que os protestos passaram a pedir o fim.
Grande Bazar de Teerã: Local onde os protestos no Irã se iniciaram no final de 2025, devido a queixas econômicas.
Guerra Total: Termo usado por uma autoridade iraniana em 23 de janeiro de 2026 para descrever a resposta do Irã a qualquer ataque dos EUA, indicando a gravidade da escalada.
Porta-aviões Abraham Lincoln: Embarcação da Marinha dos EUA enviada para o Oriente Médio em 22 de janeiro de 2026, como parte de uma "grande força" para monitorar o Irã. Em 28 de janeiro de 2026, foi citado por Donald Trump como líder de uma "enorme armada" a caminho do Irã. Em 29 de janeiro de 2026, entrou no Oceano Índico e se aproxima do Irã, com capacidade de apoiar eventuais operações e proteger aliados regionais.
Operação Martelo da Meia-Noite: Nome dado por Donald Trump à operação de bombardeio a três instalações nucleares iranianas em junho de 2024, citada em 28 de janeiro de 2026 como um aviso de que um novo ataque seria "muito pior".
Enorme Armada: Termo usado por Donald Trump em 28 de janeiro de 2026 para descrever a frota militar dos EUA, liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln, a caminho do Irã, como parte de sua estratégia de pressão. Em 31 de janeiro de 2026, Trump mencionou novamente uma "grande armada" se dirigindo para o Irã.
Tempo está se esgotando: Expressão usada por Donald Trump em 28 de janeiro de 2026 para pressionar o Irã a fechar um acordo nuclear, indicando urgência para uma resolução diplomática ou uma possível ação militar.
Acordo Nuclear: Objeto de negociação entre EUA e Irã, com Trump pressionando por um novo acordo "justo e equitativo – sem armas nucleares". O fracasso de contatos preliminares sobre limites ao programa nuclear e de mísseis levou à escalada das tensões em 29 de janeiro de 2026. As exigências americanas incluem o fim permanente do enriquecimento de urânio e novas restrições ao programa de mísseis balísticos, rejeitadas por Teerã. Em 30 de janeiro de 2026, Donald Trump afirmou que o Irã deseja um acordo e que ele fixou um prazo para a resposta de Teerã.
Erupção Vulcânica na Região: Expressão usada por um alto funcionário do Hezbollah em 29 de janeiro de 2026 para alertar sobre as consequências de um ataque dos EUA ao Irã.
Preços do Petróleo e do Ouro: Indicadores econômicos que subiram significativamente em 29 de janeiro de 2026 devido aos temores de um conflito no Oriente Médio.
Sistemas de Defesa Aérea Patriot e THAAD: Sistemas militares enviados pelos EUA para a região em 29 de janeiro de 2026 como parte de seu reforço militar.
Exercícios Aéreos: Iniciados pela Força Aérea dos EUA no Oriente Médio em 29 de janeiro de 2026 em meio à escalada de tensões.
Conversas Indiretas: Discussões entre EUA e Irã que ocorreram por meio de diplomatas de Omã, mas que fracassaram em 29 de janeiro de 2026.
Tel Aviv: Capital de Israel, mencionada por Ali Shamkhani em 29 de janeiro de 2026 como possível alvo de retaliação iraniana em caso de ataque dos EUA.
Mudança de Regime: Objetivo que Donald Trump estaria buscando no Irã, avaliando ataques direcionados para inspirar novos protestos e derrubar o governo atual, segundo fontes do governo dos EUA em 29 de janeiro de 2026.
Guarda Revolucionária do Irã: Em 30 de janeiro de 2026, foi incluída pela União Europeia em sua lista de organizações terroristas, e anunciou exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz.
Total Prontidão para Responder a Qualquer Ameaça: Declaração de Ali Shamkhani em 31 de janeiro de 2026, indicando a postura defensiva e de retaliação do Irã.
Resposta Proporcional, Eficaz e Dissuasiva: Tipo de resposta que o Irã dará a qualquer movimento hostil, segundo Ali Shamkhani em 31 de janeiro de 2026.
Esta Região é Nossa Casa: Frase de Ali Shamkhani em 31 de janeiro de 2026, minimizando a presença militar estrangeira e enfatizando o conhecimento do Irã sobre a geografia local.
Guerra Híbrida: Termo usado pelo chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, em 31 de janeiro de 2026, para descrever a natureza do confronto do Irã com a ciência e tecnologia inimigas.
Diplomacia Coercitiva: Estratégia dos EUA, exemplificada na Venezuela, que visa gerenciar um regime em vez de promover uma mudança radical, através de pressão para depor líderes e negociar acordos sobre programas nucleares e direitos humanos.
Ataques Aéreos e Operações Cibernéticas: Opções militares dos EUA para colapsar o regime iraniano, visando perturbar a máquina de repressão, bombardear sedes de segurança e interromper sistemas de vigilância.
Ataques Simbólicos e Performáticos: Ações militares dos EUA destinadas a demonstrar determinação sem alterar fundamentalmente as condições no terreno, correndo o risco de não mudar o comportamento do regime.
Fiscalização Intensificada: Medida sugerida para sanções econômicas, focando em instituições financeiras chinesas que facilitam a venda de petróleo iraniano.
Sanções Direcionadas Adicionais: Novas sanções propostas contra indivíduos envolvidos na repressão e proibições de viagem ampliadas, incluindo familiares de figuras do regime.
Embargo de Sanções Secundárias: Ampla medida que abrangeria a maior parte das atividades econômicas fora dos canais humanitários.
Solução Não-Bélica: Abordagem para a crise que envolve o surgimento de líderes políticos capazes de conduzir o Irã a um caminho democrático, ou uma disputa de poder dentro das forças de segurança.
Mísseis de Cruzeiro Tomahawk: Mísseis de longo alcance carregados pelos navios de guerra americanos na região, oferecendo opções de ataque aos comandantes.
Mísseis Balísticos: Arsenal iraniano, incluindo mais de 20 tipos de sistemas de curto, médio e longo alcance capazes de ameaçar alvos até o sul da Europa.
Drone Suicida Shahed: Drone de fabricação iraniana, que provou ser uma ferramenta destrutiva na guerra da Rússia na Ucrânia.
Pentágono: Departamento de Defesa dos EUA, que estaria priorizando alvos como instalações nucleares, centros de produção de mísseis e drones, e líderes iranianos em caso de ataque.
Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC): Força militar iraniana cuja lealdade ao sistema é um obstáculo para a "diplomacia coercitiva" dos EUA.
Instalações Nucleares do Irã: Alvos potenciais de bombardeio pelos EUA, já atacadas no ano passado.
Centros de Produção de Mísseis Balísticos e Drones: Alvos potenciais de bombardeio pelos EUA.
Líderes-chave e Comandantes das Forças Armadas do Irã: Alvos potenciais de ataques direcionados pelos EUA.
Pode haver um caminho para um Irã melhor: Perspectiva de Simon Gass sobre a possibilidade de uma solução política interna no Irã.
Guerra da Rússia na Ucrânia: Conflito onde o drone suicida Shahed, de fabricação iraniana, provou ser uma ferramenta destrutiva.
Força Aérea e Unidades de Mísseis do Irã: Colocadas em alerta máximo em resposta às ameaças de ataque dos EUA.
Controle Inteligente: Política iraniana de desvio de petroleiros em resposta às ações de seus adversários, em vez de bloquear o Estreito de Ormuz.