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Tensão Irã x EUA
Adicionado evento de 09/01/2026 sobre a ameaça de pena de morte contra manifestantes e o endurecimento da repressão estatal no Irã.
A relação entre o Irã e os Estados Unidos é marcada por décadas de antagonismo geopolítico, caracterizada por sanções econômicas, disputas sobre o programa nuclear iraniano e acusações mútuas de interferência interna. Recentemente, a tensão escalou para um novo patamar de confronto direto e retórico. Enquanto o Irã acusa formalmente os EUA de desestabilizar o país através do apoio a manifestações violentas, o governo americano ameaça com intervenção militar caso a repressão estatal resulte em mortes de civis. O cenário interno iraniano é de grave instabilidade, com protestos em larga escala motivados por uma crise econômica severa, resultando em mais de 60 mortes e um endurecimento das punições judiciais contra os opositores.
As relações diplomáticas entre Teerã e Washington têm sido hostis desde a Revolução Islâmica de 1979. Nos últimos anos, o cenário de confronto se intensificou em fóruns globais e nas ruas. Em janeiro de 2026, o governo iraniano elevou o tom das críticas ao enviar uma comunicação oficial à Organização das Nações Unidas (ONU), argumentando que os Estados Unidos estão diretamente envolvidos na incitação de protestos violentos.
Paralelamente, o presidente americano Donald Trump declarou que os EUA estão prontos para agir e atingir o Irã "onde mais dói" se o regime começar a matar manifestantes. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, rebateu as ameaças chamando os manifestantes de "vândalos" e "sabotadores" que agem para agradar Washington, reafirmando que seu governo não recuará diante das pressões externas ou internas.
O estopim para a atual onda de instabilidade foi uma crise econômica profunda que atingiu o Irã no final de 2025. A moeda nacional, o rial, perdeu metade de seu valor frente ao dólar no último ano, e a inflação ultrapassou a marca de 40% em dezembro. O que começou como protestos contra o custo de vida evoluiu para demandas políticas pela renúncia de Khamenei, tornando-se a maior demonstração de oposição ao regime desde 2009. Em resposta ao desafio direto à autoridade do Estado, o governo iraniano intensificou a repressão policial e passou a ameaçar manifestantes com a aplicação da pena de morte, classificando os atos como vandalismo orquestrado por potências estrangeiras.