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Tensão Cuba x EUA
Adicionado evento de 27/01/2026 sobre a 'Marcha das Tochas' em Havana e atualizados os principais atores e termos importantes.
A tensão entre Cuba e os Estados Unidos é um tema recorrente nas relações internacionais, marcada por um histórico de desconfiança e sanções. Recentemente, essa tensão foi reacendida por declarações do então presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu a existência de negociações e aumentou a pressão sobre a ilha, enquanto o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, negou a ocorrência de diálogos substanciais, exceto contatos técnicos sobre migração. Milhares de cubanos também foram às ruas em Havana para protestar contra as ameaças dos EUA, em um evento que reforçou o sentimento anti-imperialista na ilha.
As relações entre Cuba e Estados Unidos são historicamente complexas e frequentemente hostis. Após a Revolução Cubana de 1959, os EUA impuseram um embargo econômico que perdura até hoje. Ao longo das décadas, houve períodos de maior ou menor distensão, mas a normalização completa nunca foi alcançada. Em janeiro de 2026, a tensão foi intensificada após a captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, por forças militares americanas. Donald Trump, então presidente dos EUA, utilizou suas redes sociais para pressionar Cuba, afirmando que "não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba: Zero!" e sugerindo que a ilha deveria "alcançar um acordo, antes que seja tarde demais". Trump também mencionou estar "conversando com Cuba", sem fornecer detalhes sobre a natureza dessas conversas. Em resposta, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, refutou as alegações de negociações em andamento, exceto por "contatos técnicos no âmbito migratório", que são acordos bilaterais em vigor. Díaz-Canel enfatizou que as relações entre os dois países, para avançarem, devem se basear no direito internacional, e não na hostilidade, ameaça e coerção econômica. A intensificação das críticas de Trump e as sanções impostas pelos EUA desde a década de 1960, somadas ao rompimento dos laços econômicos entre Cuba e Venezuela no final de 2025 após a captura de Maduro, levaram a uma mobilização popular em Havana. Em 27 de janeiro de 2026, milhares de cubanos, incluindo o presidente Díaz-Canel, participaram da tradicional "Marcha das Tochas" com um forte tom anti-imperialista, protestando contra as ameaças dos EUA.