Serra Verde Mineradora
Adicionado: detalhes sobre a operação da mina em Minaçu, metas de produção, missão, visão e valores da empresa, informações sobre o uso dos recursos do financiamento da DFC, detalhes sobre os elementos de terras raras produzidos, o papel da Serra Verde como produtora dos quatro elementos magnéticos essenciais fora da Ásia, e a seleção da empresa pelo BNDES e Finep para a iniciativa de Minerais Estratégicos. Atualizada a linha do tempo com eventos de 2024 e 2025 e adicionado Thras Moraitis como CEO.
A Serra Verde Mineradora é a única empresa no Brasil a produzir terras raras, minerais estratégicos essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia e baixo carbono, como motores elétricos, turbinas eólicas, drones e armamentos. A empresa, com sede em Goiás, opera uma mina e uma planta de processamento integradas no município de Minaçu. A Serra Verde é um dos maiores depósitos de argila iônica fora da Ásia, com vantagens competitivas e ambientais devido à natureza do depósito, impactos ambientais relativamente baixos e sua localização em uma área de mineração estabelecida, próxima à infraestrutura de energia renovável. A produção comercial da Fase I do depósito de Pela Ema foi iniciada em 2024, e a empresa espera produzir pelo menos 5.000 toneladas por ano de óxido de terras raras uma vez que atinja a capacidade total. Em fevereiro de 2026, a Serra Verde assinou um empréstimo de US$ 565 milhões com a Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), agência de fomento americana, que inclui a opção de a DFC adquirir uma participação acionária minoritária na mineradora. Este acordo reforça a posição da Serra Verde no cenário global de terras raras, especialmente fora da Ásia, região que domina a cadeia produtiva desses elementos.
A missão da Serra Verde é desenvolver e sustentar uma fonte responsável e lucrativa de Terras Raras para apoiar a transição energética global. Sua visão é desempenhar um papel estratégico no desenvolvimento da cadeia de suprimentos global de Terras Raras e ser reconhecida como uma produtora responsável, confiável e competitiva no Hemisfério Ocidental. Os valores da empresa incluem a criação e compartilhamento de valor sustentável, otimismo e paixão, responsabilidade pessoal, coragem, empreendedorismo e agilidade, integridade, confiança e transparência, e valorização da excelência.
A importância geopolítica das terras raras cresceu significativamente, especialmente com a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, que domina a produção global. Em resposta a essa dependência, o governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, anunciou um pacote de US$ 12 bilhões, denominado Project Vault, para impulsionar a produção e o refino de minerais estratégicos. Nesse contexto, o Brasil emerge como um ator chave, possuindo a segunda maior reserva potencial de óxidos de terras raras (TREO) do mundo, atrás apenas da China, com 21 milhões de toneladas. A Serra Verde Mineradora, com sua mina no norte de Goiás, é pioneira na produção desses elementos no país. Em 2026, a empresa formalizou um empréstimo com a DFC, cujo valor foi ajustado para US$ 565 milhões, 22% acima do inicialmente aprovado. Este financiamento visa apoiar o desenvolvimento da produção de terras raras e posicionar a Serra Verde como uma fornecedora estratégica fora do continente asiático. A empresa é controlada por duas companhias de participações americanas (Denham Capital e EMG) e uma britânica (Vision Blue). Os recursos do financiamento da DFC serão destinados a melhorias e à ampliação da produção na mina Pela Ema, além de cobrir despesas operacionais, contas de reserva, custos de transação e o refinanciamento da dívida atual dos acionistas. A mina Pela Ema, com vida útil estimada em 25 anos, é considerada estratégica por reunir terras raras leves e pesadas, como neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, usados em ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares. A Serra Verde utiliza argila iônica e é a única produtora fora da Ásia capaz de entregar em escala comercial os quatro elementos magnéticos essenciais. Os óxidos são exportados para processamento no exterior, e o plano é elevar a produção anual para entre 4.800 e 6.500 toneladas métricas até o início de 2027. A empresa também está avaliando o potencial para uma expansão da Fase II, que poderia dobrar a produção antes de 2030.