Saúde de Bolsonaro
Adicionado evento de 15/01/2026 sobre a efetivação da transferência de Bolsonaro para a Papudinha e detalhes sobre as novas condições de detenção.
A saúde de Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, tem sido objeto de atenção pública, especialmente após o atentado a faca sofrido em 2018. Desde então, ele passou por diversas cirurgias e procedimentos médicos relacionados às sequelas desse evento, além de outras condições de saúde, como hérnias e soluços persistentes. Recentemente, sua condição de saúde tem sido um fator em discussões legais, com a defesa alegando que problemas médicos o impossibilitariam de cumprir pena em regime fechado. As discussões sobre sua saúde também se estendem a preparativos para uma eventual prisão, incluindo a indicação de assistência religiosa e a autorização para instalação de itens de segurança em sua cama. A transferência para a Papudinha, com novas condições de detenção, também faz parte do cenário atual.
Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca durante um comício em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018, enquanto era candidato à presidência. O ataque resultou em graves lesões abdominais, exigindo cirurgias de emergência e um longo período de recuperação. As intervenções cirúrgicas subsequentes foram, em grande parte, para tratar complicações decorrentes desse incidente, como aderências e hérnias. Sua saúde tem sido um tema recorrente na mídia e no debate público, ganhando nova relevância em dezembro de 2025, quando sua defesa utilizou o argumento de saúde debilitada para solicitar prisão domiciliar, após a recusa de um pedido pelo ministro Alexandre de Moraes. A alegação é que seu estado de saúde o impossibilitaria de cumprir uma pena de 27 anos e três meses em regime fechado, tornando-o impróprio para um presídio comum. Além das cirurgias para hérnia, Bolsonaro tem enfrentado crises de soluços persistentes. A equipe médica tentou inicialmente otimizar o tratamento com medicamentos, mas, diante da falta de resposta e do impacto debilitante dos soluços, que o impediam de dormir, optou-se por um procedimento de bloqueio do nervo frênico. Este procedimento foi realizado em etapas, primeiramente no lado direito do diafragma, com previsão de uma segunda intervenção no lado esquerdo. Caso o bloqueio do nervo frênico não seja suficiente, outras alternativas, como a aplicação de botox no nervo ou crioablação, estão sendo consideradas, embora sejam consideradas "off label". Em meio a essas discussões sobre sua saúde e possíveis cenários legais, Bolsonaro também indicou o bispo Robson Rodovalho para atuar na assistência prisional, e o ministro Alexandre de Moraes autorizou a instalação de uma grade de proteção e barra de apoio na cama do ex-presidente, em um despacho que também determinou sua transferência da Polícia Federal para a Papudinha. A transferência foi efetivada em 15 de janeiro de 2026, com Bolsonaro passando a cumprir pena no 19º BPM, em uma sala de 64,8 m², com mais refeições e ampliação do horário de visitas.