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Rodrigo Bacellar
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Rodrigo Bacellar é um político brasileiro filiado ao União Brasil, eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Afastado do cargo em dezembro de 2025, tornou-se figura central em investigações da Polícia Federal (PF) por suspeitas de obstrução de justiça, ligações com crime organizado e compra de votos. Sua prisão temporária e mensagens trocadas com o desembargador Macário Júdice Neto atraíram atenção pública, revelando relações pessoais e políticas próximas.
Bacellar assumiu interinamente o governo do Rio de Janeiro em julho de 2025, durante viagem do governador Cláudio Castro, demitindo o secretário de Transportes, Washington Reis, o que rompeu a aliança entre ambos. Desde então, não se comunicam. Acusado de montar esquema de R$ 1 bilhão para pagamento de cabos eleitorais em 2024, beneficiando 18 mil pessoas via folha secreta da CEPERJ, incluindo vulneráveis e falecidos, responde ação no Tribunal Superior Eleitoral.
Em 3 de dezembro de 2025, foi preso na Superintendência da PF no Rio, com R$ 90 mil apreendidos em seu carro. A Alerj votou pela soltura em 8 de dezembro (42 a 21). No dia 9, ministro Alexandre de Moraes (STF) revogou a prisão, impondo medidas cautelares: afastamento da presidência da Alerj, tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e fins de semana, proibição de comunicação com investigados, entrega de passaportes e suspensão de porte de arma. Em 10 de dezembro, licenciou-se por 10 dias.
Na Operação Unha e Carne (2ª etapa, 16/12), PF apreendeu três celulares de Rui Bulhões, chefe de gabinete de Bacellar, e prendeu Macário Júdice Neto (TRF-2), suspeito de vazar operação contra TH Joias. Mensagens de Bacellar e Macário revelam afeto ('Te amo', 'Sou teu fã') e favores, como ingressos para jogo do Flamengo. PF acessou celulares de ambos e de Bulhões em 17/12, investigando obstrução e ramificações do Comando Vermelho na Alerj.