Relações Internacionais
Integrados 5 artigos: Adicionadas informações sobre o retorno de Trump à Casa Branca e suas políticas externas, a eleição do novo Papa, a guerra comercial e sanções dos EUA, a escalada de tensões no Irã, ataques dos EUA à Venezuela, a condenação de Bolsonaro, o cessar-fogo em Gaza, a Operação Contenção no Rio de Janeiro, o roubo no Louvre, a pressão sobre a Ucrânia e os encontros de Zelensky com Trump, levantes da Geração Z, eventos climáticos e a COP30. Atualizada a linha do tempo com eventos de dezembro de 2025 e janeiro de 2026, e a seção de principais atores com novos nomes e detalhes.
As relações internacionais referem-se ao estudo e à prática das interações entre diferentes atores no cenário global, incluindo estados, organizações internacionais, empresas multinacionais e grupos não estatais. Este campo abrange uma vasta gama de temas, como política externa, segurança, economia, direito internacional e questões sociais e culturais que transcendem fronteiras nacionais. Eventos recentes destacam a complexidade e a dinâmica das relações internacionais, com mudanças nas estratégias de grandes potências, cooperação em investigações transnacionais e desafios na formação de acordos comerciais e na segurança regional. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tem enfatizado a importância do diálogo na política internacional, defendendo que "é mais barato conversar do que fazer guerra" e se colocando à disposição para mediar conflitos, como o da Venezuela. No entanto, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou uma linha dura contra o presidente venezuelano Maduro, afirmando que o conflito na Ucrânia "não é nossa guerra", indicando uma postura mais seletiva em intervenções. A Venezuela, por sua vez, enfrenta o que o presidente Nicolás Maduro descreve como uma "campanha de agressão", com apreensões de petroleiros por parte dos EUA, que ele compara a atos de "corsários". A Rússia também criticou as ações dos EUA contra a Venezuela, classificando-as como "pirataria e banditismo", e a China se manifestou, afirmando que as ações americanas violam o direito internacional.
A década de 2020 tem sido marcada por uma reconfiguração significativa nas relações internacionais. A administração Trump, em seu primeiro mandato, iniciou uma era de "competição entre grandes potências" com a China e a Rússia. No entanto, em seu segundo mandato, observou-se uma mudança para uma abordagem de cooperação, buscando acordos e uma menor contenção das ambições dessas potências. Essa nova estratégia, detalhada na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, sugere que os assuntos de outros países são preocupação apenas se ameaçarem diretamente os interesses americanos. Isso se manifestou na flexibilização de sanções e proibições comerciais com a China e na busca por uma "estabilidade estratégica" com a Rússia, que inclui a aceitação de conquistas territoriais e a proposta de um acordo de cooperação econômica pós-guerra na Ucrânia. O presidente russo, Vladimir Putin, por sua vez, afirmou que não haverá mais guerras se o Ocidente tratar a Rússia com respeito, classificando como "bobagem" as alegações de um ataque planejado à Europa. Apesar das tensões, negociações de paz para a Ucrânia, mediadas pelos EUA, estão em andamento e foram descritas como construtivas por um enviado do Kremlin. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem se reunido com o presidente Trump para discutir o fim da guerra, embora o esforço para acabar com o conflito siga incerto. A Hungria, por sua vez, expressou preocupação com um possível colapso da Ucrânia, que seria um desastre para o país, e defende a necessidade de ajudar a Ucrânia para "valorizar seu próprio pedaço de terra".
Paralelamente, a Europa enfrenta uma "transição de ordem mundial", com a Ucrânia alertando para a necessidade de o continente assumir a responsabilidade por sua própria segurança diante da ameaça russa. Países do leste europeu, como Suécia, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Bulgária, emitiram uma declaração conjunta pedindo a priorização urgente das defesas do flanco leste da União Europeia contra a Rússia, considerada a ameaça mais significativa à segurança regional. Essa preocupação é intensificada por "operações híbridas complexas" e atos de sabotagem atribuídos à Rússia. A situação de segurança na Europa é ainda mais complexa com a implantação do míssil hipersônico russo Oreshnik, com capacidade nuclear, em Belarus, um país vizinho de membros da OTAN como Polônia, Letônia e Lituânia. Esta implantação, que ocorreu em 18 de dezembro de 2025, segue a instalação de armas nucleares táticas russas em Belarus em 2023, aumentando as tensões regionais.
No âmbito comercial, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, negociado por 26 anos, enfrenta obstáculos, com o Brasil cobrando França e Itália por sua relutância em assinar o pacto. A França, em particular, expressa receios sobre a competitividade de seus produtos agrícolas frente aos do Mercosul. O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que o país não apoiará o acordo sem novas salvaguardas para os agricultores franceses, que veem o tratado como uma ameaça devido à concorrência de produtos latino-americanos mais baratos e produzidos sob padrões ambientais distintos. A aprovação de mecanismos de salvaguarda pelo Parlamento Europeu visa mitigar esses temores, mas as negociações continuam. A Itália, através de sua primeira-ministra Giorgia Meloni, indicou que pode apoiar o acordo desde que as preocupações dos agricultores italianos sejam atendidas, solicitando um prazo de uma semana a um mês para construir apoio político interno. O presidente Lula expressou frustração com a demora, afirmando que o Mercosul cedeu "tudo que era possível ceder" e que o acordo é mais favorável à UE. A expectativa de assinatura do tratado na cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu em 20 de dezembro de 2025 foi adiada devido à falta de consenso na UE, especialmente com a França e a Itália resistindo à aprovação. A Comissão Europeia, através de Ursula von der Leyen, confirmou o adiamento para janeiro de 2026, mas expressou confiança na conclusão do acordo. Alemanha e Espanha, por outro lado, apoiam o acordo, vendo-o como uma forma de compensar tarifas americanas, reduzir a dependência da China e acessar novos mercados e minerais. Em 2025, o retorno de Donald Trump à Casa Branca marcou uma nova política externa americana, com uma ofensiva protecionista e a imposição de tarifas sobre importações de diversos países, incluindo o Brasil. No entanto, em novembro, Trump retirou a sobretaxa de 200 itens brasileiros após elogiar o presidente Lula e citar "progresso" nas negociações. A Alemanha, sob o novo governo conservador de Friedrich Merz, também enfrenta um cenário de crise econômica e tensões geopolíticas.
Em outro cenário, a cooperação internacional é evidenciada na investigação de um atentado terrorista em Sydney, Austrália, onde Filipinas e Índia colaboram com as autoridades australianas para apurar os detalhes do incidente, que teve motivação extremista e resultou em múltiplas vítimas. Além disso, a Conferência Internacional sobre Paz e Confiança, realizada em Ashgabat, Turcomenistão, destacou como a noção de neutralidade pode ajudar na resolução de conflitos e crises, marcando os 30 anos de neutralidade permanente do país. No norte da África, a Argélia está em processo de criminalizar o domínio colonial francês, com um projeto de lei a ser votado no parlamento, o que pode impactar as relações entre os dois países.