A divisão da Coreia após a Segunda Guerra Mundial, com o estabelecimento de regimes distintos no Norte (comunista, apoiado pela União Soviética e China) e no Sul (capitalista, apoiado pelos Estados Unidos), levou à Guerra da Coreia (1950-1953). Desde então, as relações têm sido caracterizadas por períodos de alta tensão e esporádicas tentativas de diálogo. A Coreia do Norte critica a presença militar dos EUA na Coreia do Sul e os exercícios conjuntos, vendo-os como preparativos para uma invasão. Em contrapartida, a Coreia do Sul e os EUA afirmam que essas forças são defensivas e essenciais para a segurança regional.
Recentemente, o Pentágono indicou uma possível mudança na estratégia de dissuasão da Coreia do Norte, prevendo um papel “mais limitado” para os EUA, com a Coreia do Sul assumindo a responsabilidade primária. Essa mudança pode levar a uma redução das forças americanas na Península Coreana e reflete o interesse dos EUA em atualizar sua postura de força na região, possivelmente para maior flexibilidade em outras ameaças, como a crescente influência militar da China e a defesa de Taiwan. A Coreia do Sul, que hospeda cerca de 28.500 soldados americanos e aumentou seu orçamento de defesa, tem trabalhado para aumentar suas capacidades militares e assumir o comando em tempo de guerra das forças combinadas.