Relações Brasil-Rússia
Adicionado evento de 05/02/2026 sobre o Fórum Empresarial Brasil-Rússia, detalhando novas áreas de cooperação e posições políticas conjuntas.
As relações entre Brasil e Rússia são caracterizadas por uma parceria que, embora expressiva, é considerada modesta em comparação com o potencial de ambas as economias. Ambos os países são nações de grande escala com amplas bases produtivas, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes. A cooperação bilateral abrange áreas como comércio, indústria, tecnologia e investimentos, buscando a ampliação e diversificação do intercâmbio econômico e comercial. Há um interesse mútuo em expandir a presença de empresas brasileiras na Rússia em setores como alimentos processados, máquinas, equipamentos, dispositivos médicos, tecnologia agrícola e soluções industriais. Da mesma forma, o Brasil busca atrair investimentos russos em áreas como química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura.
A parceria entre Brasil e Rússia é vista como sólida, baseada em interesses estruturais mútuos que transcendem conjunturas globais. Em 2025, o comércio bilateral atingiu aproximadamente US$ 11 bilhões, um valor considerado significativo, mas ainda aquém das capacidades produtivas, tecnológicas e logísticas de ambos os países. O Brasil tem buscado uma política de neoindustrialização, com foco em uma indústria mais verde, digital e integrada às cadeias de valor internacionais, o que cria novas oportunidades para a cooperação econômica e comercial com a Rússia. Apesar do fluxo comercial de US$ 11 bilhões em 2025, a relação é marcada por baixa diversificação e concentração em produtos primários. Ambos os países expressaram interesse em diversificar o comércio para produtos de maior valor agregado e em projetos de longo prazo em áreas como química, energia, farmácia e tecnologia, incluindo a transferência de tecnologias.
A cooperação bilateral tem se expandido para além do agronegócio, incluindo:
Brasil e Rússia defendem o multilateralismo e criticam o uso de “medidas coercitivas unilaterais”, que são consideradas ilícitas, ilegítimas e incompatíveis com o direito internacional e com a Carta das Nações Unidas. Essas medidas são vistas como prejudiciais ao desenvolvimento sustentável e uma afronta à independência e soberania dos Estados.