Relação Colômbia x EUA
Adicionado evento de 07/01/2026 e 09/01/2026 sobre a conversa telefônica entre Petro e Trump e os receios de Petro sobre extradição/captura pelos EUA; incluída nova seção sobre tensões diplomáticas e comparação com o caso venezuelano.
A relação entre a Colômbia e os Estados Unidos é uma das parcerias estratégicas mais significativas no Hemisfério Ocidental. Historicamente pautada pela cooperação em segurança, comércio e combate ao narcotráfico, a interação entre as duas nações envolve um diálogo constante sobre o fluxo de entorpecentes para o mercado norte-americano e a estabilidade política na região andina.
Historicamente, os Estados Unidos têm sido o principal parceiro comercial e aliado de segurança da Colômbia. No entanto, a relação enfrenta desafios cíclicos devido à produção de cocaína no território colombiano, que é um dos principais pontos de tensão na agenda bilateral. Com a ascensão de diferentes perfis ideológicos na presidência de ambos os países, o tom diplomático oscila entre a cooperação técnica e a pressão política.
Recentemente, a relação entrou em uma nova fase com a interação entre o presidente colombiano Gustavo Petro e o presidente norte-americano Donald Trump. O governo dos EUA tem enfatizado a necessidade crítica de impedir que a cocaína e outras drogas entrem em seu território, condicionando a harmonia da relação à eficácia das políticas antidrogas colombianas. Apesar das diferenças ideológicas, ambos os governos buscam manter canais de diálogo para tratar de interesses mútuos na América Latina.
Um ponto de atrito recente na diplomacia bilateral envolve o receio colombiano quanto à jurisdição e intervenção dos EUA. O presidente Gustavo Petro chegou a manifestar publicamente o temor de ser alvo de uma captura orquestrada pelos Estados Unidos, traçando um paralelo com a situação do líder venezuelano Nicolás Maduro. Essa preocupação reflete o clima de desconfiança em relação a possíveis ações judiciais ou intervenções americanas em solo sul-americano. Contudo, diálogos diretos de alto nível têm sido utilizados para dissipar esses temores e estabilizar a comunicação entre Bogotá e Washington.