Processo Musk OpenAI
Adicionado: detalhes sobre as acusações de Musk contra a OpenAI, incluindo a alteração dos estatutos em 2025 e a mudança de modelos 'open source' para fechados. Incluída a participação da SoftBank como investidora e a relação com a demissão e reintegração de Sam Altman. Adicionada a decisão da juíza Yvonne Gonzalez Rogers de enviar o caso para julgamento com júri, rejeitando os pedidos de arquivamento. A linha do tempo foi atualizada com datas importantes sobre o andamento do processo e a previsão do julgamento, além de incluir o acordo da Disney com a OpenAI. Os principais atores foram expandidos para incluir Greg Brockman, Sam Altman, Yvonne Gonzalez Rogers e SoftBank, e os termos importantes foram atualizados com 'open source' e 'public benefit corporation'.
O Processo Musk OpenAI refere-se à ação legal movida por Elon Musk contra a OpenAI e a Microsoft, buscando uma indenização bilionária por supostos "ganhos indevidos". A OpenAI classificou o processo como "sem fundamento" e parte de uma campanha de "assédio" por parte de Musk. Musk acusa a direção da OpenAI de ter desviado a startup de inteligência artificial de sua missão inicial de entidade sem fins lucrativos, através da alteração de seus estatutos em 2025. Ele alega que as doações feitas nos primeiros anos tinham como condição a manutenção do status de entidade sem fins lucrativos e o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial de forma aberta. A juíza federal da Califórnia, Yvonne Gonzalez Rogers, rejeitou os pedidos das empresas para encerrar o processo, mantendo vivas as acusações de desvio de missão e fraude, e enviando o caso para julgamento com júri.
Elon Musk, um dos cofundadores da OpenAI, entrou com um processo contra a organização e a Microsoft. A ação judicial busca uma indenização que pode chegar a R$ 719 bilhões, alegando que ambas as empresas obtiveram ganhos indevidos. A OpenAI, por sua vez, refutou as acusações, descrevendo o processo como infundado e parte de uma estratégia de assédio por parte de Musk. Musk co-fundou a OpenAI em 2015, afastando-se em 2018 da co-presidência, mas mantendo contato e oferecendo milhões de dólares à estrutura nos meses seguintes. Ele afirma ter tido a ideia do nome OpenAI, simbolizando a filosofia de uma empresa imaginada como um "contrapeso" ao seu laboratório, DeepMind, que trabalharia para uma IA "benéfica para a humanidade, não para os acionistas ou uma sociedade com fins lucrativos". Os co-fundadores concordaram que os modelos de IA deveriam ser publicados em 'open source', o que ocorreu até a versão GPT-2, lançada em 2019. No entanto, o grupo mudou para modelos fechados, e em 2025, os estatutos foram alterados, transformando a empresa em uma 'public benefit corporation', uma empresa privada com objetivos não financeiros. Essa nova estrutura, mais próxima de uma empresa comercial clássica, facilitou a obtenção de fundos e reforçou o poder dos acionistas privados. Essa alteração de estatutos foi uma condição para um dos principais investidores da OpenAI, a SoftBank, aplicar 40 bilhões de dinheiro novo. O processo também pode esclarecer a gestão da OpenAI por Sam Altman, que foi demitido em novembro de 2023 pelo conselho de administração por falta de transparência, mas reintegrado dias depois após apoio de funcionários. A juíza entendeu que há elementos suficientes para que um júri avalie se as promessas foram descumpridas, apontando que os termos citados por Musk são compatíveis com o estatuto e a missão declarada da OpenAI em sua fundação. A Microsoft é acusada de ter colaborado para uma suposta violação de dever fiduciário, embora a juíza tenha descartado a acusação de que a Microsoft teria se beneficiado de forma injusta às custas de Musk, por não haver base jurídica suficiente para sustentar essa reivindicação direta contra a empresa.