Presos Políticos Venezuela
Adicionado evento de 25/01/2026 sobre a libertação de 80 presos políticos confirmada pelo Foro Penal, a declaração de Delcy Rodríguez sobre 626 libertações e o plano de contato com a ONU para verificação.
O termo "presos políticos na Venezuela" refere-se a indivíduos detidos pelo governo venezuelano por motivos relacionados à sua oposição política ou ativismo. A questão dos presos políticos tem sido um ponto central de debate e preocupação internacional, com organizações não governamentais monitorando o número de detenções e libertações. A divergência nos números de libertações reportados pelo governo e por ONGs é uma questão recorrente, levantando dúvidas sobre a transparência oficial. A pressão internacional, notavelmente dos Estados Unidos, tem desempenhado um papel significativo no processo de excarcerações. A líder interina da Venezuela expressou a intenção de libertar mais presos políticos, uma medida vista como uma resposta às exigências de Washington e uma tentativa de aliviar as tensões com a comunidade internacional. Mais recentemente, em janeiro de 2026, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou a libertação de 626 prisioneiros, embora grupos de direitos humanos, como o Foro Penal, tenham confirmado um número significativamente menor de presos políticos libertados, destacando a persistente discrepância nos dados.
A situação dos presos políticos na Venezuela é um reflexo da polarização política e das tensões sociais que se intensificaram no país ao longo dos anos. Organizações de direitos humanos e ONGs têm documentado casos de detenções que consideram arbitrárias e motivadas politicamente. A libertação de presos políticos é frequentemente vista como um gesto em meio a negociações ou pressões internacionais. Em janeiro de 2026, o número de presos políticos liberados pela Venezuela subiu para 41, conforme relatado por uma ONG, indicando um movimento nesse cenário. No entanto, em 13 de janeiro de 2026, uma autoridade venezuelana declarou a libertação de mais de 400 presos, um número que foi contestado por grupos de direitos humanos, que estimam entre 60 e 70 libertações. Essa disparidade nos números ressalta a falta de transparência e a complexidade da situação.
Após a queda de Nicolás Maduro em um bombardeio em Caracas, que levou à ascensão do governo interino de Delcy Rodríguez, um processo de excarceração de presos políticos foi prometido. Este processo, que incluiu a libertação de cidadãos americanos sob pressão dos Estados Unidos, tem sido lento. As ONGs estimam que a Venezuela ainda mantém entre 800 e mil presos políticos. As autoridades venezuelanas têm evitado realizar libertações diretamente nos presídios, transferindo os detidos para outros locais antes da soltura, longe da atenção da imprensa. Casos notáveis incluem a libertação do ativista opositor Roland Carreño em um centro comercial e de outros dirigentes levados para suas casas em viaturas dos serviços de inteligência. Carreño, que já havia sido preso anteriormente sob acusação de terrorismo, foi libertado em meio a negociações entre Venezuela e Estados Unidos. O Tribunal Penal Internacional (TPI) também tem sido alvo de críticas por sua lentidão na investigação de crimes contra a humanidade no país, conforme expressado por familiares de vítimas dos protestos de 2017.
Em 25 de janeiro de 2026, o diretor do grupo de direitos humanos Foro Penal, Alfredo Romero, informou que pelo menos 80 presos políticos foram libertados de prisões em todo o país, com a possibilidade de mais libertações estarem em andamento. Essa informação veio após a presidente interina Delcy Rodríguez ter anunciado, em 23 de janeiro, a libertação de 626 prisioneiros, sem especificar o cronograma. Contudo, o Foro Penal confirmou a libertação de apenas 156 presos políticos desde 8 de janeiro até aquela data. Em resposta às preocupações sobre a verificação dos números, Rodríguez planeja uma ligação com o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, para solicitar que a ONU verifique as listas de pessoas libertadas.