A perseguição de opositores pela Rússia envolve o uso de mecanismos internacionais, como as listas de procurados da Interpol, para alvejar críticos, empresários e jornalistas no exterior sob acusações criminais. Documentos vazados revelam que a Rússia é o país com o maior número de queixas por abuso do sistema da Interpol, com muitos casos cancelados por serem politicamente motivados. Apesar de medidas adicionais de controle implementadas pela Interpol após a invasão da Ucrânia, a eficácia dessas ações é questionada, com indícios de que a Rússia continua a abusar do sistema e que algumas restrições foram removidas.
A perseguição de opositores pela Rússia refere-se ao uso de mecanismos internacionais, como as listas de procurados da Interpol, para alvejar críticos do governo russo, empresários e jornalistas no exterior, sob acusações criminais. Documentos vazados revelaram que a Rússia tem sido o país com o maior número de queixas por abuso do sistema da Interpol, superando significativamente outras nações. Apesar de medidas adicionais de controle implementadas pela Interpol após a invasão da Ucrânia, a eficácia dessas ações tem sido questionada, com indícios de que a Rússia continua a abusar do sistema e que algumas restrições foram silenciosamente removidas.
Desde a invasão da Ucrânia em 2022, a Interpol implementou verificações adicionais sobre as atividades da Rússia para evitar o uso indevido de seus canais. No entanto, documentos vazados por um denunciante da Interpol indicam que esses mecanismos não foram totalmente eficazes. A análise de dados revelou que a unidade independente de reclamações da Interpol recebeu mais queixas relacionadas à Rússia do que a qualquer outro país na última década. Além disso, a Rússia teve mais casos cancelados pela Interpol do que qualquer outra nação, sugerindo que muitos de seus pedidos tinham motivações políticas ou eram infundados. Em 2024 e 2025, relatórios internos da Interpol expressaram preocupação com o “abuso consciente” dos sistemas pela Rússia, incluindo tentativas de emitir difusões vermelhas para juízes e um procurador do Tribunal Penal Internacional. Apesar disso, houve discussões sobre a retirada de restrições à atividade russa, e algumas medidas adicionais foram removidas em 2025.