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Orçamento Secreto
Adicionado evento de 26/01/2026 sobre a previsão de votação do "inquérito-mãe" pelo STF e o contexto das eleições de 2026, além de detalhes sobre investigações em curso e a insuficiência das regras de transparência.
O Orçamento Secreto, formalmente conhecido como Emendas de Relator (RP9), foi um mecanismo de distribuição de recursos orçamentários no Brasil que operou entre 2020 e 2022. Caracterizou-se pela falta de transparência na identificação dos parlamentares beneficiados e dos critérios de alocação das verbas, o que gerou controvérsias e questionamentos sobre sua constitucionalidade e sobre a equidade na distribuição de recursos públicos. O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou sua inconstitucionalidade em dezembro de 2022. Mesmo após a declaração de inconstitucionalidade, as preocupações com a transparência e a fiscalização dos recursos de emendas parlamentares persistem, com investigações em curso sobre desvios e a insuficiência das regras de controle.
As Emendas de Relator foram criadas em 2020, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, como uma forma de o Poder Executivo negociar apoio político no Congresso Nacional. Diferente de outros tipos de emendas parlamentares (individuais e de bancada), que possuem regras claras de identificação dos proponentes e de publicidade, as RP9 permitiam que o relator-geral do orçamento indicasse os beneficiários das verbas sem a necessidade de identificação pública. Essa opacidade levou à alcunha de "Orçamento Secreto". A prática foi amplamente criticada por especialistas em direito constitucional e por órgãos de controle, que apontavam a violação dos princípios da publicidade, impessoalidade e moralidade administrativa. Após a decisão do STF em 2022, o Congresso Nacional editou resoluções e regras internas com a promessa de ampliar a transparência das emendas; no entanto, ministros do Supremo e técnicos do tribunal avaliam que as mudanças não foram suficientes para eliminar falhas no controle e na fiscalização dos recursos.