Orçamento Brasil 2026
Adicionado evento de 24/01/2026 sobre a sanção do Orçamento com vetos, e informações detalhadas sobre os desafios e restrições orçamentárias para 2026, incluindo o impacto do arcabouço fiscal e a análise de especialistas.
O Orçamento Brasil 2026 refere-se à Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício financeiro de 2026 no Brasil. Trata-se do instrumento legal que estima as receitas públicas e fixa as despesas do Poder Executivo federal, aprovado pelo Congresso Nacional. Após sua aprovação, a execução orçamentária pode ser objeto de controvérsias, como vetos presidenciais e bloqueios de recursos. O Orçamento da União para 2026 totaliza R$ 6,5 trilhões, com um limite de despesas de R$ 2,3 trilhões para os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Desse montante, R$ 1,8 trilhão é destinado ao refinanciamento da dívida pública. No entanto, o ano de 2026 é marcado por restrições significativas para investimentos e gastos livres dos ministérios, especialmente por ser um ano eleitoral. O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, limita o aumento real das despesas a 2,5% ao ano, enquanto gastos obrigatórios, como benefícios e salários de servidores, crescem em ritmo superior, comprimindo o espaço para despesas discricionárias e investimentos. Analistas apontam que a projeção de despesas pode estar subestimada e a arrecadação superestimada, o que pode levar a bloqueios de gastos ao longo do ano.
A elaboração do orçamento segue a Constituição Federal de 1988 (artigo 165), com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo presidente da República ao Congresso até 31 de agosto do ano anterior. Para 2026, o PLOA deve ser submetido em 2025, após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O arcabouço fiscal estabelece um limite para as despesas totais, impactando diretamente a capacidade de investimento do governo.
O Orçamento de 2026 enfrenta desafios consideráveis devido ao crescimento dos gastos obrigatórios e às limitações impostas pelo arcabouço fiscal. Especialistas preveem um ano difícil para a execução orçamentária, com o espaço para investimentos e gastos livres dos ministérios se tornando cada vez menor. Áreas como infraestrutura, defesa agropecuária, bolsas de estudo (CNPq e Capes), emissão de passaportes, fiscalização ambiental e do trabalho escravo, Farmácia Popular, despesas administrativas, e recursos para universidades federais e agências reguladoras estão entre as mais afetadas. Após o abatimento de emendas parlamentares (estimadas em R$ 50 bilhões), gastos com pisos de saúde (R$ 38,7 bilhões) e educação (R$ 22,8 bilhões), o limite para investimentos e gastos dos ministérios, incluindo universidades federais e agências reguladoras, cai para cerca de R$ 65 bilhões, valor considerado baixo por analistas. O governo também precisará usar grande parte da margem de R$ 129,2 bilhões para cobrir gastos administrativos essenciais, como água, energia, telefone e serviços de limpeza. A subestimação de despesas obrigatórias, como as previdenciárias, e a possível superestimação de receitas podem agravar as dificuldades, levando a bloqueios de gastos para tentar atingir a meta fiscal. A necessidade de uma nova reforma das regras das contas públicas em 2027 já é discutida por analistas.