Operação Sem Desconto
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A Operação Sem Desconto é uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) que apura um esquema nacional de fraudes em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações revelaram a cobrança de mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas sem a devida autorização, com desvios que podem alcançar R$ 6,3 bilhões. A operação teve diversas fases, resultando em prisões, afastamentos e mandados de busca e apreensão contra indivíduos e entidades envolvidas, incluindo políticos e servidores públicos.
A Operação Sem Desconto foi deflagrada inicialmente em abril de 2025, quando a Polícia Federal revelou um esquema criminoso que realizava descontos indevidos em benefícios do INSS entre 2019 e 2024. As fraudes consistiam em associar beneficiários a entidades sem o consentimento deles, cobrando mensalidades por serviços que muitas vezes não eram prestados ou para os quais as associações não tinham estrutura. Onze entidades foram alvo de medidas judiciais, e seus contratos com aposentados e pensionistas foram suspensos. Em julho de 2025, o governo anunciou a devolução dos valores descontados indevidamente, prorrogando o prazo para contestação até fevereiro de 2026.
Uma nova fase da operação, autorizada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreu em dezembro de 2025. Esta fase visou aprofundar as investigações sobre a estrutura da organização criminosa e seus supostos