Adicionado evento de 29/01/2026 sobre a operação da PF que investiga desvio de emendas Pix no Acre, envolvendo o deputado Eduardo Velloso e um hospital de seu pai, além de incluir o termo "emendas Pix" e o deputado Velloso na lista de atores.
Visão geral
A Operação Galho Fraco é uma investigação da Polícia Federal (PF) brasileira que apura desvio de recursos públicos provenientes de cotas e emendas parlamentares, incluindo as chamadas "emendas Pix". Deflagrada em dezembro de 2025, a operação visa combater crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com foco em supostas irregularidades no uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) por deputados federais e no desvio de recursos de emendas parlamentares. A investigação aponta para indícios de "despesas inexistentes" e uso de empresas de fachada para desviar verbas, com a utilização de métodos como o "smurfing" para despistar a fiscalização. A liquidação extrajudicial do Banco Master e a prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, estão intrinsecamente ligadas a esquemas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos investigados pela Operação Galho Fraco, especialmente no que tange ao uso de instituições financeiras para ocultar a origem ilícita de fundos. As investigações sobre o Banco Master, que se aprofundam com a Operação Compliance Zero e a Operação Barco de Papel, sugerem que as fraudes podem ser mais graves do que o inicialmente revelado, podendo envolver as maiores fraudes bancárias da história do país, conforme apontado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O caso do Banco Master chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de 2025, com o ministro Dias Toffoli decretando sigilo sobre todo o processo e determinando que a investigação tramitasse na Corte devido à citação de um deputado federal. As investigações da Operação Compliance Zero apuram especificamente suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa na venda de carteiras de crédito "insubsistentes" do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB), totalizando pouco mais de R$ 12 bilhões, com a possibilidade de as fraudes chegarem a R$ 17 bilhões. Mais recentemente, a operação também passou a investigar o desvio de emendas Pix, com um caso notório envolvendo o deputado federal Eduardo Velloso e o repasse de verbas para um hospital de seu pai, onde procedimentos eram cobrados muito acima dos valores do SUS.
Contexto e histórico
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), ou cota parlamentar, foi criada em 2009 para custear despesas ligadas ao mandato de deputados federais, como passagens, aluguel de escritórios e veículos. Seu valor varia por estado e pode ser acumulado dentro do mesmo ano. A prestação de contas é pública desde 2014, com notas fiscais disponíveis online. As "emendas Pix", criadas em 2019 por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), permitem que cada parlamentar indique valores para as contas de prefeituras e estados com um trâmite mais acelerado, e os valores podem ser usados sem a necessidade de o parlamentar ter o aval do governo para suas indicações. A Operação Galho Fraco é um desdobramento da Operação Rent a Car, de dezembro de 2024, que investigou assessores parlamentares, e utilizou informações colhidas, como mensagens de celular e quebras de sigilo, para avançar sobre os próprios parlamentares. A decisão judicial que autorizou a operação, do ministro Flávio Dino, aponta para um esquema envolvendo funcionários comissionados e empresas ligadas aos assessores dos parlamentares para desviar os recursos. A complexidade das fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, que incluem a venda de carteiras de crédito falsas para o BRB e o desvio de recursos através de fundos para laranjas, fornece um contexto mais amplo para as irregularidades financeiras que podem se cruzar com o escopo da Operação Galho Fraco. A capacidade da Polícia Federal de acessar dados de celulares, mesmo bloqueados ou desligados, por meio de uma técnica avançada e exclusiva, tem sido crucial para a obtenção de provas em grandes investigações criminais como a Operação Galho Fraco, garantindo o acesso completo ao sistema dos aparelhos apreendidos. O caso do Banco Master, que envolve suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões, é alvo de uma disputa institucional e chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim do ano passado por decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou sigilo sobre todo o processo e que a investigação tramitasse no STF após a apreensão de um contrato envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e um deputado federal, o que atraiu a prerrogativa de foro. As investigações também apuram pagamentos milionários a influenciadores com o objetivo de desacreditar a atuação do Banco Central. Mais recentemente, a Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro de 2026, revelou operações financeiras irregulares de quase R$ 1 bilhão entre o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) e o Banco Master, colocando em risco o patrimônio de 235 mil servidores públicos do Rio de Janeiro. Em outro front, a PF investiga o desvio de emendas Pix, como o caso de R$ 912 mil destinados a eventos culturais em Sena Madureira (AC), que teriam sido desviados e parte do valor repassado a um hospital pertencente ao pai do deputado federal Eduardo Velloso, com cobranças de procedimentos muito acima dos valores de referência do SUS.
Linha do tempo
Novembro de 2023 a Julho de 2024: Período em que o Rioprevidência teria aplicado R$ 970 milhões no Banco Master, em operações consideradas irregulares pela Polícia Federal.
Setembro de 2024: Evento promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira (AC), sob investigação por suposto desvio de R$ 912 mil de emendas Pix.
Dezembro de 2024: Deflagração da Operação Rent a Car, que mirou assessores parlamentares, coletando materiais que subsidiariam investigações futuras.
18 de novembro de 2025: Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Master. Daniel Vorcaro, dono do banco, é preso pela Polícia Federal em São Paulo. Bens da controladora e administradores do banco são bloqueados. Dias depois, Daniel Vorcaro é solto pela Justiça.
19 de dezembro de 2025: Deflagração da Operação Galho Fraco pela Polícia Federal, com mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Flávio Dino do STF, em Brasília e no Rio de Janeiro. Na mesma data, a PF apreende cerca de R$ 400 mil em espécie no flat de Sóstenes Cavalcante em Brasília. O sigilo da decisão do ministro Flávio Dino é retirado, revelando detalhes sobre o esquema investigado, incluindo o uso de "smurfing" e a participação de assessores.
26 de dezembro de 2025: Silvinei Vasques é preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador utilizando documentos falsos.
13 de janeiro de 2026: A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão no apartamento funcional do deputado Felix Mendonça em Brasília, em investigação sobre supostas irregularidades em emendas parlamentares.
14 de janeiro de 2026: Deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, focada no Banco Master, Daniel Vorcaro, seus parentes (incluindo pai e irmã), Nelson Tanure e João Carlos Mansur. A operação, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, investiga a venda de carteiras de crédito falsas para o BRB e desvio de recursos via fundos para laranjas. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e bloqueados R$ 5,7 bilhões em bens e valores. Uma empresária de Rosário do Sul (RS) é alvo de busca e apreensão, negando ligação com a fraude e suspeitando de clonagem de CPF.
16 de janeiro de 2026: É revelado que a Polícia Federal utiliza uma técnica avançada e exclusiva para acessar dados completos de celulares bloqueados ou desligados, crucial para a obtenção de provas em grandes investigações.
23 de janeiro de 2026: Deflagração da Operação Barco de Papel pela Polícia Federal, que investiga o presidente e diretores do Rioprevidência por operações financeiras irregulares de quase R$ 1 bilhão com o Banco Master. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, incluindo na casa do presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e dos ex-diretores Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal.
Principais atores
Polícia Federal (PF): Órgão responsável pela investigação e deflagração da operação. Possui técnicas avançadas para extração de dados de celulares, mesmo bloqueados ou desligados. Deflagrou a Operação Barco de Papel, que investiga o Rioprevidência e suas relações com o Banco Master, e mais recentemente uma operação para investigar desvio de emendas Pix no Acre e no Distrito Federal. Continua a conduzir os depoimentos na Operação Compliance Zero.
Ministro Flávio Dino (STF): Responsável por expedir os mandados de busca e apreensão e pela decisão que autorizou a Operação Galho Fraco, cujo sigilo foi retirado.
Ministro Dias Toffoli (STF): Autorizou a segunda fase da Operação Compliance Zero, afastando especulações sobre a paralisação das investigações, e decretou sigilo sobre o processo do Banco Master no STF, determinando que a investigação tramitasse na Corte devido à citação de um deputado federal. Supervisiona o inquérito da Operação Compliance Zero. Também determinou os mandados de busca e apreensão na operação que investiga o desvio de emendas Pix no Acre e no Distrito Federal.
Fernando Haddad (Ministro da Fazenda): Sugeriu que o caso Master pode envolver as maiores fraudes bancárias da história do Brasil.
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ): Deputado federal, líder do PL na Câmara, alvo de mandados de busca e apreensão. Suspeito de desvio de verbas e lavagem de dinheiro, teve cerca de R$ 400 mil em espécie apreendidos em seu flat em Brasília. Ele alegou que o dinheiro é lícito, proveniente da venda de um imóvel em Minas Gerais, e que não o depositou por "lapso" devido à correria de trabalho. Cavalcante também afirmou ser vítima de perseguição judicial e negou as acusações.
Carlos Jordy (PL-RJ): Deputado federal, alvo de mandados de busca e apreensão. Suspeito de desvio de verbas e lavagem de dinheiro. Jordy publicou nota e vídeo nas redes sociais, alegando ser vítima de perseguição e defendendo a legalidade do uso da empresa citada desde o início de seu mandato.
Felix Mendonça: Deputado federal, alvo de mandado de busca e apreensão em seu apartamento funcional em Brasília, em investigação sobre supostas irregularidades em emendas parlamentares.
Eduardo Velloso (União-AC): Deputado federal, alvo de mandados de busca e apreensão em operação que investiga suposto desvio de emendas Pix no Acre e no Distrito Federal. Sua emenda parlamentar, destinada a eventos culturais em Sena Madureira (AC), teria sido desviada e parte do valor repassado a um hospital oftalmológico pertencente ao seu pai, onde procedimentos eram cobrados muito acima dos valores do SUS. Velloso nega ingerência, afirmando que a responsabilidade pela execução e fiscalização da verba é da prefeitura.
Daniel Vorcaro (Dono do Banco Master): Preso pela Polícia Federal em São Paulo em 18 de novembro de 2025, no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master. Foi solto dias depois. Sua prisão e as investigações subsequentes, como a Operação Compliance Zero e a Operação Barco de Papel, estão ligadas às investigações de desvio de recursos e lavagem de dinheiro da Operação Galho Fraco. É alvo de investigações sobre desvio de recursos por meio de fundos para laranjas e venda de carteiras de crédito falsas, e seus parentes também foram alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero. Um contrato envolvendo Vorcaro e um deputado federal foi o motivo da remessa do inquérito ao STF.
Termos importantes
Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP): Também conhecida como cota parlamentar, é um valor mensal pago a deputados federais para cobrir despesas relacionadas ao exercício do mandato, como passagens, hospedagens, aluguel de veículos e manutenção de escritórios.
Emendas Pix: Tipo de emenda parlamentar individual, criada em 2019, que permite a parlamentares indicar valores diretamente para contas de prefeituras e estados com trâmite acelerado e sem a necessidade de aval do governo. Os recursos podem ser utilizados conforme a decisão do gestor municipal ou estadual.
Peculato: Crime praticado por funcionário público contra a administração em geral, que consiste em apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
Lavagem de dinheiro: Conjunto de operações comerciais ou financeiras que buscam a incorporação na economia de cada país, de modo transitório ou permanente, de recursos, bens e valores de origem ilícita.
Organização criminosa: Associação de quatro ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais.
Smurfing (ou Estruturação): Técnica de lavagem de dinheiro que consiste em fracionar grandes quantias de dinheiro em várias pequenas operações (saques ou depósitos) para evitar os sistemas de controle das autoridades financeiras e despistar a fiscalização da aplicação dos recursos.
Ativos podres: Termo usado para descrever ativos financeiros de baixa qualidade ou com alto risco de inadimplência, muitas vezes resultantes de empréstimos que não foram pagos ou de investimentos que perderam valor. No contexto do Banco Master, refere-se a carteiras de crédito falsas ou de difícil recuperação.
Gestão fraudulenta: Crime que consiste em gerir instituição financeira de forma fraudulenta, causando prejuízos a terceiros ou à própria instituição.
Gestão temerária: Crime que consiste em gerir instituição financeira de forma imprudente ou negligente, expondo-a a riscos excessivos e causando prejuízos.
Indução de repartição pública ao erro: Ato de levar um órgão público a cometer um engano, geralmente para obter alguma vantagem indevida.
Fraude à fiscalização ou ao investidor: Conduta que visa enganar órgãos de fiscalização ou investidores, omitindo informações ou apresentando dados falsos para obter benefícios ilícitos.
27 de janeiro de 2026: A Polícia Federal adia os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira (BRB), Angelo Antonio Ribeiro da Silva (Banco Master) e Augusto Ferreira Lima (ex-sócio do Master) na Operação Compliance Zero. Angelo e Augusto optaram por permanecer em silêncio, alegando falta de acesso integral aos autos. Luiz Antonio Bull, diretor do Banco Master, presta depoimento no STF, respondendo às perguntas das autoridades. Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master, também exerceu o direito ao silêncio em depoimento anterior.
29 de janeiro de 2026: A Polícia Federal deflagra operação para investigar suposto desvio de emendas Pix no Acre e no Distrito Federal. O deputado federal Eduardo Velloso (União-AC) é um dos alvos da operação, que cumpre 14 mandados de busca e apreensão. A investigação apura desvio de R$ 912 mil de recursos destinados a eventos culturais em Sena Madureira (AC), com indícios de que uma emenda enviada por Velloso foi parar em um hospital de seu pai, onde procedimentos eram cobrados muito acima dos valores do SUS.
Nelson Tanure: Empresário, alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
João Carlos Mansur: Investidor e ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
Silvinei Vasques: Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), preso no Paraguai em 26 de dezembro de 2025, ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos. Sua prisão está sendo investigada no contexto da Operação Galho Fraco.
Adailton Oliveira dos Santos: Assessor parlamentar, apontado pela decisão judicial como participante do esquema de desvio de cotas parlamentares, em conluio com Itamar de Souza Santana.
Itamar de Souza Santana: Assessor parlamentar, apontado pela decisão judicial como participante do esquema de desvio de cotas parlamentares, em conluio com Adailton Oliveira dos Santos. Suspeito de ser o proprietário de fato da empresa Harue Locação de Veículos LTDA ME, gerenciada por seus familiares para receber verbas da Câmara dos Deputados.
Empresária não identificada (Rosário do Sul/RS): Alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero, nega ligação com a fraude do Banco Master e suspeita de ter tido o CPF clonado.
Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro): Fundo de previdência dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, investigado pela Operação Barco de Papel por supostas aplicações irregulares de R$ 970 milhões no Banco Master entre novembro de 2023 e julho de 2024. A instituição nega irregularidades.
Deivis Marcon Antunes: Presidente do Rioprevidência, alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Barco de Papel. Teve um veículo de luxo, dinheiro e documentos apreendidos em sua residência.
Eucherio Lerner Rodrigues: Ex-diretor de Investimentos do Rioprevidência, alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Barco de Papel. Teve dinheiro, veículo de luxo, celular, notebooks, pen drive, HDs e documentos apreendidos.
Pedro Pinheiro Guerra Leal: Ex-diretor interino de Investimentos do Rioprevidência, alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Barco de Papel.
Robério Cesar Bonfim Mangueira: Ex-superintendente de Operações Financeiras do BRB, teve seu depoimento adiado na Operação Compliance Zero devido à falta de acesso aos autos.
Angelo Antonio Ribeiro da Silva: Sócio do Banco Master, teve seu depoimento adiado na Operação Compliance Zero após optar por permanecer em silêncio e alegar falta de acesso aos autos. É um dos investigados na Operação Compliance Zero.
Augusto Ferreira Lima: Ex-sócio do Banco Master, teve seu depoimento adiado na Operação Compliance Zero após optar por permanecer em silêncio e alegar falta de acesso aos autos. É um dos investigados na Operação Compliance Zero.
Luiz Antonio Bull: Diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos e Tecnologia do Banco Master, prestou depoimento no STF na Operação Compliance Zero, colaborando com as investigações. É um dos investigados na Operação Compliance Zero.
Alberto Felix de Oliveira Neto: Superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master, exerceu o direito ao silêncio durante depoimento à PF na Operação Compliance Zero. É um dos investigados na Operação Compliance Zero.
Empresas de fachada: Suspeitas de serem utilizadas para desviar verba pública, incluindo uma locadora de veículos. A Harue Locação de Veículos LTDA ME e a Amazon Serviços e Construções LTDA foram citadas na decisão judicial como empresas possivelmente envolvidas no esquema. As investigações sobre o Banco Master também apontam para a utilização de empresas com capital social baixo para obter empréstimos milionários e direcionar recursos a laranjas. Mais recentemente, a investigação sobre desvio de emendas Pix no Acre aponta para o Instituto Brasil-Amazônia de Serviços Especializados e Saúde (Inbases) e o Hospital Oftalmológico do Acre, este último pertencente ao pai do deputado Eduardo Velloso, como envolvidos no esquema de desvio de verbas e cobrança superfaturada de procedimentos.