Mauro Cid
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Mauro Cid é um tenente-coronel do Exército Brasileiro que ganhou notoriedade por sua participação como delator em investigações sobre uma suposta trama golpista. Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Cid foi condenado por crimes relacionados à tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, entre outros. Sua colaboração premiada foi considerada crucial para as investigações, implicando diretamente o ex-presidente em tratativas golpistas. Em janeiro de 2026, foi anunciada sua passagem para a reserva do Exército.
Mauro Cid serviu como ajudante de ordens de Jair Bolsonaro durante sua presidência. Ele se tornou uma figura central nas investigações sobre uma suposta trama golpista que visava manter o ex-presidente no poder após a derrota nas eleições de 2022. Em sua delação premiada, Cid apontou a participação direta de Bolsonaro em reuniões que discutiam essas tratativas. Sua colaboração foi vista como um elemento chave para o avanço das investigações, apesar de ter sido descrita por sua defesa como um processo traumático que resultou em isolamento e acusações de traição por parte de antigos colegas e figuras militares de alta patente, como Braga Netto.
Em janeiro de 2026, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, assinou a portaria que autoriza a passagem de Mauro Cid para a reserva, após um pedido feito pelo próprio militar em agosto do ano anterior. A medida, que representa uma aposentadoria antecipada, permite que Cid mantenha a patente de tenente-coronel e receba uma remuneração proporcional aos seus quase 35 anos de serviço militar, estimada em cerca de R$ 16 mil. Ele terá até 90 dias para desocupar a residência na vila militar em Brasília. Atualmente, Cid cumpre uma pena de dois anos de prisão em regime aberto, com restrições como recolhimento noturno, proibição de saída do país e uso de redes sociais.