Visão geral
María Corina Machado é uma proeminente figura da oposição venezuelana ao regime chavista, inicialmente liderado por Nicolás Maduro, cuja captura pelos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, em operação ordenada pelo presidente Donald Trump sob alegação de crimes de narcotráfico, levou à assunção de Delcy Rodríguez à presidência. Reconhecida por sua atuação política, ela foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. Recentemente, ganhou destaque internacional por sua "fuga cinematográfica" da Venezuela, batizada de "Operação Dinamite Dourada" e realizada pela Fundação Grey Bull Rescue, para receber o prêmio em Oslo, Noruega. Esta operação complexa envolveu planejamento meticuloso, disfarces e uma perigosa travessia marítima, resultando em ferimentos físicos. O contexto de repressão ao dissenso incluiu prisões de opositores como Rocío San Miguel, com libertações recentes sinalizando possível desescalada. Após a captura de Maduro, Machado sugeriu publicamente a possibilidade de entregar seu Prêmio Nobel da Paz de 2025 ao presidente Donald Trump, como um gesto de gratidão do povo venezuelano. Contudo, o Instituto Nobel da Noruega esclareceu que o prêmio é intransferível, inalterável e não pode ser revogado ou compartilhado, afirmando que a decisão de conceder um Prêmio Nobel é definitiva e permanente, sem previsão de recursos. Em 15 de janeiro de 2026, Machado se encontrou com Donald Trump na Casa Branca, afirmando ter "entregado" a ele a medalha do Nobel da Paz. Trump afirmou ter recebido a medalha como um "presente" e elogiou Machado como uma "mulher extraordinária". Em 16 de janeiro de 2026, Machado declarou que se tornará presidente da Venezuela "quando o momento chegar", expressando sua crença de que será eleita no tempo certo. Trump, por sua vez, tem colaborado com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, a quem descreveu como uma "pessoa incrível". Um vídeo do resgate de Machado, realizado em 9 de dezembro de 2025, foi publicado pela Fundação Grey Bull Rescue.
Contexto e histórico
María Corina Machado tem sido uma voz ativa na oposição venezuelana, desafiando o governo de Nicolás Maduro. Sua atuação política a levou a viver na clandestinidade a partir de agosto de 2024, após desafiar o regime nas eleições presidenciais. A tensão política na Venezuela tem sido marcada por repressão e perseguição a figuras da oposição, incluindo detenções arbitrárias como a de Rocío San Miguel em fevereiro de 2024, acusada de plano para assassinar Maduro e mantida no Helicoide, prisão classificada como centro de tortura. A captura de Maduro pelos EUA em janeiro de 2026, ordenada pelo presidente Donald Trump sob alegação de crimes de narcotráfico, e as subsequentes libertações unilaterais de prisioneiros anunciadas por Jorge Rodríguez representam mudanças no cenário político, vistas como gesto de paz pela oposição. Líderes regionais, como os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Gustavo Petro (Colômbia), expressaram grande preocupação com os eventos recentes na Venezuela. Em meio a esses desenvolvimentos, Machado, agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, sugeriu em janeiro de 2026 a possibilidade de entregar seu prêmio a Donald Trump, gerando um debate sobre a transferibilidade do reconhecimento, com o Instituto Nobel da Noruega afirmando que o prêmio é definitivo e intransferível, inalterável e não pode ser revogado ou compartilhado. Machado foi impedida de concorrer às eleições venezuelanas de 2024 e apoiou um candidato substituto, cujos resultados oficiais foram contestados por auditorias independentes. Em 15 de janeiro de 2026, Machado se encontrou pessoalmente com Donald Trump na Casa Branca, um evento que ela classificou como "histórico" para os venezuelanos, e declarou ter "entregado" a ele a medalha do Nobel da Paz. Trump, por sua vez, afirmou ter recebido a medalha como um "presente" e elogiou Machado. Em 16 de janeiro de 2026, Machado expressou sua convicção de que será eleita presidente da Venezuela "quando o momento chegar", durante entrevista à Fox News. A fuga de Machado da Venezuela, batizada de "Operação Dinamite Dourada", foi realizada pela Fundação Grey Bull Rescue em 9 de dezembro de 2025, facilitando sua chegada a Oslo para a cerimônia do Nobel. Um vídeo documentando este resgate foi posteriormente publicado pela fundação. O gesto de Machado de entregar a medalha a Trump provocou uma forte reação na Noruega, com acadêmicos e políticos criticando a ação como "constrangedora" e "patética", e afirmando que ela desrespeita a honra e a integridade do Prêmio Nobel. Apesar de ter ordenado a captura de Maduro, Trump afirmou que não entregaria o governo venezuelano a Machado, alegando que ela não é respeitada no país, e tem colaborado com a presidente interina Delcy Rodríguez, a quem descreveu como uma "pessoa incrível".
Linha do tempo
- Agosto de 2024: María Corina Machado passa a viver escondida na Venezuela por desafiar o regime de Maduro nas eleições presidenciais.
- 9 de dezembro de 2025: Resgate de María Corina Machado da Venezuela pela Fundação Grey Bull Rescue, em uma operação batizada de "Operação Dinamite Dourada", facilitando sua ida a Oslo para receber o Nobel.
- Dezembro de 2025 (semana anterior a 15/12): María Corina Machado realiza uma fuga da Venezuela, em uma operação que durou cerca de três dias, com etapas terrestre, marítima e aérea.
- Noite de quinta-feira (anterior a 15/12/2025): Chegada de María Corina Machado a Oslo, Noruega, onde recebe atendimento médico no Hospital Universitário Ullevål.
- 15 de dezembro de 2025: Jornais como "Aftenposten", "The Wall Street Journal" (WSJ) e "CBS News" divulgam detalhes da fuga e os ferimentos sofridos por Machado, incluindo uma vértebra fraturada.
- 3 de janeiro de 2026: Nicolás Maduro é capturado pelos Estados Unidos em uma operação ordenada pelo presidente Donald Trump, sob alegação de envolvimento em crimes de narcotráfico, levando Delcy Rodríguez a assumir a presidência.
- 5 de janeiro de 2026: Em entrevista à Fox News, Machado diz que entregar o prêmio a Trump seria um ato de gratidão do povo venezuelano pela remoção de Nicolás Maduro.
- 8 de janeiro de 2026: Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, anuncia a libertação unilateral de um número significativo de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros, incluindo a ativista oposicionista Rocío San Miguel, detida desde fevereiro de 2024, e o ex-candidato presidencial Enrique Márquez.
- 8 de janeiro de 2026: Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Gustavo Petro (Colômbia) conversam sobre a situação na Venezuela, expressando "grande preocupação" com os eventos recentes.
- Semana de 5 a 11 de janeiro de 2026: María Corina Machado sugere em entrevista à Fox News a possibilidade de entregar seu Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump. Trump expressa que ficaria honrado em aceitar o prêmio durante uma reunião planejada para a semana seguinte em Washington.
- 10 de janeiro de 2026: O Instituto Nobel da Noruega afirma que o Prêmio Nobel da Paz é intransferível, inalterável e não pode ser revogado ou compartilhado, em resposta às declarações de María Corina Machado, e que a decisão de conceder um Prêmio Nobel é definitiva e permanente, sem previsão de recursos.
- 15 de janeiro de 2026: María Corina Machado se encontra com Donald Trump na Casa Branca, em seu primeiro encontro presencial, e declara ter "entregado" a ele a medalha do Nobel da Paz. Trump afirma ter recebido a medalha como um "presente" e elogia Machado como uma "mulher extraordinária".
Principais atores
- María Corina Machado: Líder da oposição venezuelana, agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. Sugeriu a possibilidade de entregar seu prêmio a Donald Trump e posteriormente afirmou ter "entregado" a medalha a ele em um encontro na Casa Branca. Seu gesto gerou críticas na Noruega. Em 16 de janeiro de 2026, declarou que será presidente da Venezuela "quando o momento chegar".
- Nicolás Maduro: Ex-presidente da Venezuela, cujo regime foi confrontado por Machado e capturado pelos EUA em janeiro de 2026 sob alegação de crimes de narcotráfico.
- Claudia Macero: Coordenadora de comunicação da equipe de María Corina Machado.
- Bryan Stern: Veterano das Forças Especiais dos EUA e fundador da Fundação Grey Bull Rescue, uma organização americana de resgate sem fins lucrativos, que liderou a "Operação Dinamite Dourada" de fuga de Machado.
- Governo dos EUA: Embora não tenha financiado a operação de fuga de Machado, autoridades americanas acompanharam a fuga em tempo real e o Exército dos EUA foi acionado para auxiliar na localização da embarcação de Machado e evitar bombardeios; responsável pela captura de Maduro.
- Donald Trump: Presidente dos Estados Unidos, ordenou a operação de captura de Nicolás Maduro. Expressou que ficaria honrado em aceitar o Prêmio Nobel da Paz de Machado, caso ela o ofereça, e posteriormente se encontrou com ela na Casa Branca, onde Machado declarou ter "entregado" a ele a medalha. Trump afirmou ter recebido a medalha como um "presente" e elogiou Machado. Tem colaborado com a presidente interina Delcy Rodríguez, a quem descreveu como uma "pessoa incrível".
- Fundação Grey Bull Rescue: Organização americana de resgate sem fins lucrativos responsável pelo planejamento e execução da "Operação Dinamite Dourada", o resgate de Machado em 9 de dezembro de 2025, e pela publicação de um vídeo documentando o evento.
- Hospital Universitário Ullevål (Oslo, Noruega): Local onde María Corina Machado recebeu atendimento médico após sua chegada.
- Rocío San Miguel: Ativista venezuelana com nacionalidade espanhola, especialista em temas militares e diretora da ONG Control Ciudadano, presa em fevereiro de 2024 no aeroporto de Caracas e libertada em 8 de janeiro de 2026 após detenção no Helicoide.
- Jorge Rodríguez: Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e irmão de Delcy Rodríguez, anunciou as libertações unilaterais de prisioneiros em janeiro de 2026.
- Delcy Rodríguez: Assumiu a presidência da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. Trump tem colaborado com ela e a descreveu como uma "pessoa incrível".
- Enrique Márquez: Ex-candidato à Presidência da Venezuela, detido desde o início de 2025 e libertado em janeiro de 2026.
Termos importantes
- Regime Maduro: Refere-se ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela, frequentemente criticado por práticas autoritárias e repressivas, sucedido por Delcy Rodríguez após sua captura.
- Prêmio Nobel da Paz: Reconhecimento internacional concedido a indivíduos ou organizações que tenham realizado o maior ou o melhor trabalho pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução de exércitos permanentes e pela formação e promoção de congressos de paz. O Instituto Nobel da Noruega esclareceu que o prêmio é intransferível, inalterável e não pode ser revogado ou compartilhado, e que a decisão de conceder um Prêmio Nobel é definitiva e permanente, sem previsão de recursos. O gesto de Machado de entregar a medalha a Trump foi considerado "constrangedor" e "patético" por acadêmicos e políticos noruegueses, que afirmaram que desrespeita a honra do prêmio.
- Operação Dinamite Dourada: Nome dado à operação de resgate de María Corina Machado, realizada pela Fundação Grey Bull Rescue em 9 de dezembro de 2025.
- Operação de extração: Termo utilizado para descrever a retirada de uma pessoa de um local perigoso ou de difícil acesso, muitas vezes de forma sigilosa e planejada.
- Helicoide: Prisão notória do serviço de inteligência venezuelano (SEBIN), classificada por organizações de direitos humanos como centro de tortura.