Marco Buzzi, ministro acusado de importunação sexual, ganhou R$ 750 mil brutos em 4 meses
O ministro Marco Buzzi, acusado de importunação sexual, recebeu mais de R$ 750 mil brutos em quatro meses de 2025, superando o teto do funcionalismo público devido a "penduricalhos" e verbas retroativas, enquanto o STJ e o CNJ investigam as denúncias e a legalidade de seus vencimentos.
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11/02 às 18:20
Pontos principais
- O ministro Marco Buzzi, sob investigação por importunação sexual, recebeu R$ 751 mil brutos no último quadrimestre de 2025, com valores líquidos acima do teto constitucional.
- Seus vencimentos foram inflacionados por "direitos eventuais", incluindo bônus natalinos, terço de férias, acúmulo de função e vultosos pagamentos retroativos.
- Dados do CNJ mostram que verbas retroativas foram o principal fator para os altos valores, especialmente em setembro, outubro, novembro e dezembro de 2025.
- O STJ está conduzindo uma sindicância interna sobre as denúncias de importunação sexual, e Buzzi permanece afastado e sob investigação criminal sigilosa no STF.
- A pena máxima em caso de condenação administrativa é a aposentadoria compulsória, com proventos proporcionais ao tempo de serviço, estimados em cerca de R$ 44 mil.
- Um grupo de entidades pediu ao ministro Flávio Dino para participar de uma ação que discute os "penduricalhos" no serviço público, após Dino determinar a suspensão de verbas não previstas em lei.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Marco Buzzi (ministro)Flávio Dino (ministro)
Organizações
Superior Tribunal de Justiça (STJ)Conselho Nacional de Justiça (CNJ)Supremo Tribunal Federal (STF)
