O papel de mestre de bateria foi historicamente dominado por homens no carnaval. A presença feminina no comando de baterias começou a ser rompida a partir da década de 1960, mas o avanço foi lento. Helen Maria da Silva Simão foi uma das pioneiras, comandando ritmistas na divisão de acesso entre 2009 e 2010. Laísa Lima, com 26 anos em 2026, seguiu os passos de sua família no carnaval; sua mãe, Elaine Lima, foi destaque na Beija-Flor, e seu pai, Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, conhecido como Laíla, foi um renomado diretor de carnaval da mesma escola até seu falecimento em 2021. Laísa atua há dez anos como responsável pelos tamborins da Beija-Flor e há quatro anos como mestra de bateria em escolas do grupo de acesso. Em 2026, ela fez história ao liderar a bateria da Arranco do Engenho de Dentro na Sapucaí, prestando homenagem à Maria Eliza Alves dos Reis, a primeira palhaça mulher negra brasileira, e representando Maria Bonita. Sua bateria, apelidada de Sensação, simbolizou o xote de Luiz Gonzaga, usado por Maria Eliza em seus shows. O feito de Laísa é visto como um impulso para a diversidade e a inclusão de novas identidades no carnaval.