A presença feminina nas baterias de escolas de samba era inicialmente restrita a instrumentos como chocalho ou agogô, com a participação em instrumentos de maior destaque, como bumbo, repique e tamborins, sendo uma conquista gradual. Helen Maria iniciou sua jornada no carnaval ainda criança, atuando como porta-bandeira mirim e componente, até chegar à bateria, começando pelo chocalho. Entre 2009 e 2010, ela fez história ao se tornar mestra de bateria da Unidos do Uraiti, na divisão de acesso, quebrando barreiras de gênero. Após um afastamento por problemas de saúde, Helen Maria continuou sua atuação no carnaval, tornando-se mestra no Bloco Carnavalesco Novo Horizonte e dirigindo o naipe de chocalhos da Siri de Ramos. Ela é uma defensora da maior diversidade nas baterias, celebrando o sucesso de novas gerações de mestras, como Laísa Lima, que se tornou a primeira mulher a cruzar a Sapucaí como mestra de bateria em 2026.