Jorginho Mello, como governador de Santa Catarina, iniciou seu mandato com a necessidade de consolidar alianças políticas para sua governabilidade e futuras eleições. Em 2023, houve uma aproximação de sua gestão com o MDB, com a nomeação de membros do partido para secretarias estaduais, como Agricultura, Meio Ambiente, Infraestrutura e Esporte. Essa movimentação indicava a possibilidade de o MDB compor a chapa de reeleição de Mello, com o secretário de Agricultura, Carlos Chiodini, sendo cotado para a vaga de vice-governador. O próprio Jorginho Mello chegou a sinalizar que a composição com o MDB estava "tudo encaminhado" em outubro do ano anterior.
Contrariando as expectativas e as sinalizações anteriores, Jorginho Mello anunciou em janeiro de 2026 a escolha de Adriano Silva, então prefeito de Joinville pelo partido Novo, como seu candidato a vice-governador. A decisão foi justificada pela união de forças de direita em Santa Catarina e pelo desempenho eleitoral de Adriano Silva, que foi reeleito em Joinville com 78% dos votos. A escolha de Silva, que havia criticado publicamente a possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, gerou surpresa e descontentamento no MDB, que agora avalia sua permanência no governo.
Paralelamente, a formação da chapa de Jorginho Mello também foi influenciada por atritos relacionados à indicação de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) para o Senado por Santa Catarina. Essa indicação levou à saída da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) da chapa, que se articulou para se transferir para o Novo e concorrer ao Senado. A movimentação de Carlos Bolsonaro foi criticada por diversas figuras políticas catarinenses, incluindo o próprio Adriano Silva, que a considerou uma "agressão" ao estado.