Home / Tópicos / Javier Milei / Revisões
Javier Milei
Adicionado evento de 06/12/2024 sobre a declaração de Milei de que o Mercosul é uma "prisão" e seu pedido por mais flexibilidade comercial.
Javier Milei é uma figura política argentina que assumiu a presidência do país em 2023. Sua gestão tem sido marcada por propostas e ações que buscam implementar reformas econômicas, como a aprovação do orçamento nacional, e por uma adaptação pragmática em sua política externa, notavelmente em relação à China e, mais recentemente, por tensões diplomáticas com o Brasil. Ele também se notabilizou por declarações contundentes contra seus adversários políticos, a quem se referiu como "perdedores que afundaram o país", e por abordar questões sensíveis como os planos para as Ilhas Malvinas. A postura de Milei e o ambiente internacional turbulento têm gerado preocupações no governo brasileiro sobre o impacto no acordo Mercosul-União Europeia. Em dezembro de 2024, Milei intensificou suas críticas ao Mercosul, descrevendo o bloco como uma "prisão" para os países membros e defendendo maior flexibilidade para negociações comerciais autônomas.
Javier Milei iniciou sua carreira política e ascendeu à presidência da Argentina em 2023. Desde que assumiu o cargo, seu governo tem enfrentado desafios e buscado a aprovação de suas pautas no Congresso. Um dos marcos de sua gestão foi a aprovação do orçamento nacional, a primeira desde sua posse, que ocorreu em meio a tensões políticas internas. Em sua política externa, Milei demonstrou uma guinada significativa em relação à China. Durante sua campanha, ele havia prometido não negociar com países considerados "comunistas", mas, uma vez na presidência, passou a elogiar a China como um parceiro comercial "muito interessante", adaptando sua postura de forma pragmática diante das necessidades econômicas e interesses comerciais da Argentina. Em maio de 2024, em uma entrevista à BBC, Milei criticou seus oponentes políticos, afirmando que os "perdedores que afundaram o país agora choram pelo meu reconhecimento internacional". A gestão de Milei também tem sido acompanhada por dados que indicam um aumento da pobreza na Argentina desde sua posse. As relações com o Brasil, sob a presidência de Lula, têm sido marcadas por tensões diplomáticas, evidenciadas por um "cumprimento gélido" entre os líderes na cúpula do G20 em novembro de 2024, conforme repercutido pela imprensa argentina. Além disso, a postura de Milei, mesmo com seu apoio às negociações, tem gerado apreensão no governo brasileiro sobre o futuro do acordo Mercosul-União Europeia, especialmente em um cenário internacional turbulento e com a possível vitória de Donald Trump nos EUA. Em dezembro de 2024, durante a cúpula do Mercosul em Montevidéu, Milei criticou abertamente o bloco, afirmando que ele é uma "prisão" para seus integrantes e clamando por reformas nas regras para permitir que os países membros possam negociar livremente com outros parceiros, buscando maior autonomia comercial.
A política externa de Javier Milei tem se caracterizado por uma abordagem pragmática. Inicialmente, durante sua campanha, Milei expressou uma postura de não negociar com países considerados "comunistas", incluindo a China. No entanto, após assumir a presidência, houve uma notável mudança de discurso, com Milei passando a descrever a China como um parceiro comercial "muito interessante". Essa adaptação reflete a prioridade dada aos interesses econômicos e comerciais da Argentina, culminando no agendamento de um encontro com o líder chinês para fortalecer as relações bilaterais. Milei também tem planos para as Ilhas Malvinas, um tema de longa data na política externa argentina, conforme abordado em entrevista de maio de 2024. As relações com o Brasil, por outro lado, têm sido marcadas por tensões diplomáticas. Um exemplo notável foi o "cumprimento gélido" entre Milei e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante a cúpula do G20 em novembro de 2024, um evento que a imprensa argentina interpretou como um reflexo das atuais tensões entre os dois países. Além disso, o governo brasileiro teme que a postura de Milei, apesar de seu apoio às negociações, possa impactar negativamente o acordo Mercosul-União Europeia, especialmente em um ambiente internacional turbulento e com a possível vitória de Donald Trump nos EUA, fatores que complicam o fechamento do pacto. Em 6 de dezembro de 2024, durante a cúpula do Mercosul em Montevidéu, Milei intensificou suas críticas ao bloco, descrevendo-o como uma "prisão" para os países membros. Ele defendeu a necessidade de reformas nas regras do Mercosul para permitir maior flexibilidade e autonomia para que os países possam negociar livremente com outros parceiros comerciais.