Inquérito das Fake News
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O Inquérito das Fake News é uma investigação instaurada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil para apurar a disseminação de informações falsas, ataques e ameaças contra a Corte e seus ministros. O inquérito tem sido objeto de controvérsia e críticas, especialmente em relação aos métodos de investigação e à abrangência de sua atuação, levantando debates sobre liberdade de expressão e abuso de autoridade.
O Inquérito das Fake News foi instaurado pelo STF para investigar a produção e disseminação de notícias falsas e ataques contra a instituição e seus membros. Em fevereiro de 2026, o ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, por suposto abuso de autoridade. A petição de Dallagnol questiona a intimação de Kléber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), para depor no inquérito. Cabral foi intimado após fazer críticas públicas à atuação do STF em uma operação que investigava auditores fiscais por suspeita de acesso e vazamento indevido de dados de ministros do STF e seus familiares. Dallagnol argumenta que a convocação de Cabral, sem indícios de sua participação nos fatos originais investigados, pode configurar uso indevido do aparato investigatório como forma de intimidação. O documento também faz referência a um episódio de 2019, quando auditores foram afastados no mesmo inquérito e posteriormente reintegrados.