Guilherme Mello, economista de 42 anos, integra o grupo dos economistas estruturalistas, uma corrente associada à esquerda que defende maior intervenção estatal e investimentos públicos para expandir a produção e corrigir desequilíbrios econômicos, em vez de depender exclusivamente da política monetária para controlar a liquidez. Ele assumiu o cargo de Secretário de Política Econômica com o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência em 2023. Antes disso, Mello atuou como assessor na campanha presidencial de Fernando Haddad em 2018 e participou da equipe responsável pela formulação do programa econômico de Lula para as eleições de 2022. Em janeiro de 2026, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a indicação de Guilherme Mello para uma das duas cadeiras vagas no Conselho Diretor do Banco Central, após o término dos mandatos dos ex-diretores Diogo Guillen e Renato Gomes no final de 2025. A indicação de Mello, um aliado de Haddad e defensor da redução da taxa de juros, ocorre em um contexto onde o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% por cinco reuniões consecutivas, sinalizando um possível início de ciclo de cortes em março.