Guerra Comercial EUA-China
Adicionado: Detalhes sobre a escalada das tarifas em abril de 2025, o acordo de redução temporária de tarifas em maio de 2025, a confirmação de um acordo comercial em junho de 2025, o adiamento de tarifas sobre chips chineses até 2027 em dezembro de 2025, e o discurso de Donald Trump no Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2026.
A Guerra Comercial EUA-China refere-se a um conflito econômico e político em curso entre as duas maiores economias do mundo, caracterizado pela imposição mútua de tarifas e outras barreiras comerciais. O objetivo dos Estados Unidos tem sido, em grande parte, abordar o déficit comercial, a proteção da propriedade intelectual e as práticas comerciais que consideram injustas por parte da China. A China, por sua vez, tem defendido suas políticas e retaliado contra as medidas americanas, acusando os EUA de protecionismo e de afetar a cadeia de suprimentos global. Em 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos para reiterar que os Estados Unidos não mais ofereceriam seus mercados e proteção militar a aliados europeus, prometendo avançar em sua guerra comercial e caracterizando as tarifas como o preço de admissão ao mercado americano. Ele afirmou que "Os Estados Unidos estão mantendo o mundo inteiro à tona" e que "Todos se aproveitaram dos Estados Unidos".
As tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China vêm se desenvolvendo há anos, com os EUA frequentemente expressando preocupações sobre o acesso ao mercado chinês, a transferência forçada de tecnologia e os subsídios estatais às empresas chinesas. A escalada significativa ocorreu a partir de 2018, quando o governo dos EUA começou a impor tarifas sobre produtos chineses, alegando práticas comerciais desleais e roubo de propriedade intelectual. A China respondeu com tarifas sobre produtos americanos, iniciando um ciclo de retaliação que impactou o comércio global e as cadeias de suprimentos. Uma investigação de um ano, lançada pelo governo de Joe Biden, apurou eventuais práticas comerciais desleais da China, especialmente em relação às exportações chinesas de chips de tecnologia legada ou mais antiga para os EUA. O Escritório do Representante Comercial dos EUA declarou que a busca da China por dominação no setor de semicondutores é "não razoável" e "sobrecarrega ou restringe o comércio dos EUA", tornando-a passível de ação. Em 9 de abril de 2025, a China elevou as tarifas de importação sobre produtos dos EUA de 34% para 84%, em resposta ao aumento das tarifas americanas para 104% sobre produtos chineses. O Ministério das Finanças chinês classificou a decisão dos EUA como "um erro atrás do outro", que infringe os direitos da China, prejudica o sistema de comércio multilateral e tem um impacto severo na estabilidade econômica global, sendo um exemplo de unilateralismo e protecionismo. Pequim pediu que os EUA corrigissem suas práticas e cancelassem as medidas tarifárias unilaterais. Em 12 de maio de 2025, os EUA e a China anunciaram um acordo para reduzir temporariamente as tarifas recíprocas. Como parte do acordo firmado em Genebra, os Estados Unidos reduziriam as tarifas adicionais sobre produtos chineses de 145% para 30% (10% de taxa básica, mais 20% relacionados ao tráfico de fentanil), enquanto a China diminuiria as taxas sobre importações americanas para 10% (eram 125%). A China também se comprometeu a suspender ou cancelar medidas não tarifárias contra os EUA. Em 12 de junho de 2025, a China confirmou um acordo comercial com os EUA, alcançado após uma conversa telefônica entre Trump e Xi Jinping, que trouxe uma trégua na guerra comercial. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que a China sempre manteve sua palavra e que ambos os lados deveriam cumprir o consenso. Este acordo seguiu conversas em Londres que deram peso a um acordo preliminar de Genebra para aliviar tarifas retaliatórias bilaterais, que havia falhado anteriormente devido a restrições chinesas às exportações de minerais. Trump expressou satisfação com o acordo, mencionando o fornecimento de terras raras pela China e a permissão para estudantes chineses em universidades americanas, além de tarifas de 55% para os EUA e 10% para a China. Em 23 de dezembro de 2025, o governo Trump anunciou que aplicaria tarifas sobre importações chinesas de semicondutores, mas adiaria a medida até junho de 2027. A Embaixada da China em Washington expressou oposição, afirmando que politizar questões comerciais e tecnológicas não beneficiaria ninguém e que a China tomaria as medidas necessárias para salvaguardar seus direitos. Em 22 de janeiro de 2026, Trump mudou de ideia sobre a Groenlândia, afirmando que não usaria mais tarifas para tentar obter controle do território dinamarquês, pelo menos enquanto as discussões entre seus assessores e os europeus continuassem.