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Governo Lula
Adicionado evento de 29/01/2026 sobre a saída de ministros para as eleições de 2026 e a estratégia eleitoral do governo.
O Governo Lula refere-se à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente em seu terceiro mandato (2023-2026), o governo tem enfrentado desafios na articulação política com o Congresso Nacional, especialmente com a Câmara dos Deputados. A relação entre o Poder Executivo e o Legislativo é marcada por momentos de tensão e diálogo, com o objetivo de garantir a governabilidade e a aprovação de pautas de interesse nacional. Recentemente, a dinâmica entre os poderes foi testada por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a atuação da Mesa Diretora da Câmara na cassação de mandatos, buscando evitar "estresse institucional" e conflitos diretos entre o Legislativo e o Judiciário. Além disso, o presidente Lula foi parte de um importante desfecho judicial com o ex-procurador Deltan Dallagnol, que efetuou o pagamento de uma indenização por danos morais referente à apresentação do "PowerPoint" de 2016. O governo também lida com o escrutínio de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), em relação a ações de reguladores financeiros, como o Banco Central, em casos de liquidação de instituições bancárias, demonstrando a complexidade da governança e a necessidade de transparência e justificativa nas decisões que afetam o sistema financeiro. Em uma ação legislativa recente, o presidente Lula sancionou uma lei que reduz isenções fiscais e passa a tributar as apostas esportivas (bets), ao mesmo tempo em que vetou uma proposta relacionada à reciclagem de verbas do orçamento secreto. O governo também demonstrou compromisso com a educação ao sancionar a lei do programa 'Mais Professores', que visa incentivar a formação de novos docentes através de bolsas de estudo para estudantes de licenciatura com alto desempenho no ensino médio. A um ano das eleições de 2026, pesquisas eleitorais indicam que o presidente Lula se mantém competitivo, mas sem uma vantagem clara sobre seus potenciais rivais, expondo um teto eleitoral e mantendo a oposição em aberto, enquanto o mercado financeiro observa de perto a sucessão bolsonarista. Em janeiro de 2026, o presidente Lula oficializou a nomeação de um ministro interino para a pasta da Justiça, sinalizando que a escolha do sucessor definitivo de Ricardo Lewandowski não seria imediata. Neste contexto, o Partido dos Trabalhadores (PT) intensifica a disputa por cargos estratégicos na área de Segurança, e há discussões internas no governo sobre a possibilidade de desmembrar a pasta da Justiça e Segurança, com a interinidade buscando estabilizar a administração enquanto as negociações políticas avançam. Uma pesquisa Meio/Ideia divulgada em janeiro de 2026 mostrou que a desaprovação ao governo Lula atingiu 50%, enquanto a aprovação ficou em 47%, evidenciando uma divisão na percepção pública sobre a gestão. Na avaliação por áreas, 48,7% dos entrevistados consideram a atuação do governo na segurança pública como ruim ou péssima. Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou sua intenção de deixar o cargo ainda em janeiro de 2026, defendendo que seu sucessor assuma a pasta o mais rápido possível, em uma decisão que será finalizada em conversa com o presidente Lula. Em 15 de janeiro de 2026, Wellington César Lima e Silva foi oficialmente nomeado o novo ministro da Justiça, sucedendo Ricardo Lewandowski. Em seu primeiro pronunciamento, Lima e Silva destacou que o combate ao crime organizado será elevado a uma "ação de Estado", envolvendo o Ministério Público e o Judiciário, além do Executivo. Ele enfatizou que a Polícia Federal e a Receita Federal, sozinhas, não conseguem resultados concretos sem a colaboração de outros poderes. O ministro também participou de uma reunião de alto nível com o presidente Lula, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República Paulo Gonet, onde o foco foi a descapitalização do crime organizado e a atuação conjunta contra fraudes, como o caso do Banco Master. Em 28 de janeiro de 2026, o ministro Wellington Lima e Silva promoveu alterações na chefia de três secretarias da pasta da Justiça, nomeando Paulo Modesto para a Secretaria de Assuntos Legislativos, Ricardo Morishita Wada para a Secretaria Nacional do Consumidor e Daniel Hirata como assessor especial. As mudanças visam aprofundar a capacidade técnica para o combate ao crime organizado. No mesmo dia, o ministro iniciou uma agenda de visitas de cortesia ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, buscando fortalecer o diálogo institucional e a cooperação entre os Poderes. Para fevereiro, o ministro planeja estreitar relações com conselhos de polícias e secretários de segurança pública. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também se prepara para deixar o cargo até abril de 2026, visando uma candidatura ao Senado por São Paulo. A sucessão na pasta e a candidatura de Marina ainda não foram tratadas diretamente com o presidente Lula, mas o secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, é visto como seu herdeiro natural. Aliados da ministra indicam que as conversas com Lula sobre a sucessão devem ocorrer após a definição do papel de Fernando Haddad nas eleições de São Paulo, já que Haddad é o único plano do PT para disputar o governo paulista, embora afirme publicamente não desejar ser candidato.
Com as eleições de outubro de 2026 se aproximando, uma grande reforma ministerial é esperada, com cerca de dois terços dos ministros de Lula se desincompatibilizando de seus cargos até 31 de março de 2026 para concorrer nas eleições ou para atuar nas campanhas partidárias. O presidente Lula tem se mostrado tranquilo em relação a essas saídas, buscando garantir a continuidade das ações governamentais através dos secretários-executivos e outras posições dentro dos ministérios. A intenção é não realizar nomeações políticas em um ano eleitoral, mas sim dar sequência ao trabalho já em andamento. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, será um dos primeiros a deixar o governo em fevereiro, com Dario Durigan, secretário-executivo da pasta, cotado para substituí-lo. Lula planeja uma estratégia eleitoral robusta para São Paulo, buscando unir Haddad, Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) em uma chapa forte, que poderá incluir também Marcio França (Empreendedorismo) e o vice-presidente Geraldo Alckmin, embora o desenho final dependa da disposição dos envolvidos. Diversos ministros, como Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), são esperados para disputar o Senado. Outros, como Jader Filho (Cidades) e Anielle Franco (Igualdade Racial), devem ser candidatos a deputados. Renan Filho (Transportes) já definiu sua candidatura ao governo de Alagoas. Além disso, Camilo Santana (Educação) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) deixarão seus cargos para reforçar as campanhas eleitorais do PT, com Sidônio atuando como marqueteiro de Lula e Camilo apoiando a reeleição de Elmano de Freitas no Ceará.
Desde o início do terceiro mandato de Lula em 2023, a relação com o Congresso tem sido um ponto central da dinâmica política brasileira. A necessidade de construir maiorias para aprovar projetos e reformas tem levado a negociações constantes e, por vezes, a atritos entre os Poderes. A composição do Congresso, com diversas bancadas e partidos, exige uma articulação política robusta por parte do governo. A atuação da Mesa Diretora da Câmara, em conjunto com lideranças partidárias, tem sido crucial na gestão de crises e na tomada de decisões sensíveis, como a cassação de mandatos de deputados condenados pelo STF, visando preservar a estabilidade institucional e evitar confrontos diretos com o Judiciário. Paralelamente, o governo e o próprio presidente Lula estiveram envolvidos em desdobramentos judiciais de longa data. Um exemplo notável é o "Caso PowerPoint", que culminou com o pagamento de uma indenização por danos morais a Lula pelo ex-procurador Deltan Dallagnol. A ação, iniciada em 2016, alegava abuso e ilegalidade na apresentação de Dallagnol que associava Lula a um esquema de corrupção. Após decisões desfavoráveis em instâncias iniciais, o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal reverteram o entendimento, culminando na condenação de Dallagnol e no pagamento da indenização atualizada. Mais recentemente, a atuação de órgãos de controle tem se voltado para a supervisão do sistema financeiro, com o Tribunal de Contas da União (TCU) questionando a conduta do Banco Central em processos de liquidação de bancos, como o Banco Master. Essa fiscalização ressalta a importância da governança e da justificativa para decisões que impactam a economia e a confiança no setor bancário, com o STF também acompanhando de perto esses desdobramentos. No âmbito legislativo, o governo tem avançado em pautas econômicas, como a sanção de uma lei que visa reduzir isenções fiscais e tributar as apostas esportivas, buscando aumentar a arrecadação. Contudo, o presidente também exerceu seu poder de veto, rejeitando uma proposta que facilitaria a reciclagem de verbas do orçamento secreto, demonstrando a complexidade das negociações e prioridades governamentais. Em um esforço para fortalecer a educação e a formação de professores, o governo sancionou a lei do programa 'Mais Professores', que prevê a oferta anual de bolsas de estudo para estudantes de licenciatura com alto desempenho no ensino médio, focando em cursos presenciais. Com a proximidade das eleições de 2026, o cenário político começa a se desenhar, e pesquisas como a da Paraná Pesquisas indicam que, embora o presidente Lula seja competitivo, ele não possui uma vantagem decisiva sobre outros candidatos, o que sugere um teto para seu apoio eleitoral. Essa situação mantém a disputa presidencial em aberto e atrai a atenção do mercado financeiro, que monitora os movimentos da oposição, incluindo a sucessão bolsonarista. Especialistas preveem que, dado o ano legislativo curto de 2026, temas com apelo popular, como a discussão sobre a escala de trabalho 6x1, terão mais destaque nas campanhas do que propostas mais complexas como as PECs. O governo, por sua vez, deve focar em apresentar a queda da taxa Selic e o sucesso de projetos sociais como suas principais bandeiras. Em janeiro de 2026, a nomeação de um ministro interino para a pasta da Justiça abriu um período de negociações políticas intensas. Em 15 de janeiro de 2026, Wellington César Lima e Silva foi nomeado ministro da Justiça, com a promessa de elevar o combate ao crime organizado a uma "ação de Estado", envolvendo diversos poderes e órgãos. Em 28 de janeiro de 2026, o ministro Wellington Lima e Silva realizou mudanças na equipe de sua pasta e iniciou uma série de encontros com membros do Judiciário e do Congresso Nacional, visando fortalecer o diálogo institucional e a cooperação entre os Poderes. O PT tem demonstrado interesse em ocupar posições estratégicas na área de Segurança, e a discussão sobre o desmembramento da pasta da Justiça e Segurança Pública está em pauta, refletindo a busca por estabilidade administrativa e alinhamento político. Uma pesquisa Meio/Ideia divulgada em 13 de janeiro de 2026 revelou uma divisão na percepção pública sobre o governo, com 50% de desaprovação e 47% de aprovação, e destacou a segurança pública como uma área de preocupação, com 48,7% considerando a atuação do governo como ruim ou péssima. A possível saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda em janeiro de 2026, conforme relatos, adiciona um novo elemento de mudança na composição ministerial, com implicações para a política econômica do governo. No âmbito das eleições de 2026, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, planeja deixar o cargo até abril para concorrer ao Senado por São Paulo. O PT busca filiar Marina para fortalecer a chapa contra o bolsonarismo paulista, replicando uma estratégia de sucesso no Paraná. Marina, que recebeu convites de filiação de diversos partidos de esquerda, deve deixar a Rede Sustentabilidade devido a tensões internas e mudanças estatutárias, com aliados falando em perseguição. A definição da sucessão na pasta do Meio Ambiente e a candidatura de Marina dependem da articulação política do presidente Lula, que ainda não tratou diretamente do assunto com a ministra ou com João Paulo Capobianco, seu provável sucessor. A expectativa é que essas conversas ocorram após a definição do futuro político de Fernando Haddad em São Paulo. Em 29 de janeiro de 2026, foi noticiado que cerca de dois terços dos ministros do governo Lula deverão deixar seus cargos nos próximos meses para concorrer nas eleições ou reforçar as campanhas partidárias, com a data limite para desincompatibilização sendo 31 de março de 2026. Essa movimentação ministerial, embora significativa, é vista pelo presidente como uma oportunidade de dar continuidade às ações governamentais, com foco na atuação dos secretários-executivos. Fernando Haddad será o primeiro a sair em fevereiro, com Dario Durigan como provável substituto. A estratégia eleitoral de Lula para São Paulo envolve a possível união de Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, além de Marcio França e Geraldo Alckmin, para formar uma chapa competitiva. Ministros como Rui Costa e Gleisi Hoffmann são esperados para disputar o Senado, enquanto outros, como Jader Filho e Anielle Franco, devem concorrer a deputados. Camilo Santana e Sidônio Palmeira deixarão o governo para atuar nas campanhas do PT.
Com a aproximação das eleições de 2026, o cenário político começa a se desenhar com a identificação de temas que podem protagonizar as campanhas. Especialistas apontam que, devido ao ano legislativo de 2026 ser mais curto, temas de fácil apelo popular e compreensão tendem a ganhar destaque em detrimento de propostas mais complexas, como as Propostas de Emenda à Constituição (PECs). A discussão sobre a escala de trabalho 6x1, por exemplo, é vista como uma bandeira política promissora, capaz de mobilizar o eleitorado. Por parte do governo Lula, a estratégia para a reta final do mandato e para a campanha eleitoral deve focar na valorização de conquistas econômicas, como a queda da taxa Selic, e no avanço de projetos sociais, buscando consolidar o apoio popular e apresentar um balanço positivo de sua gestão. Além disso, a sanção de leis que impactam a tributação, como a que reduz isenções e tributa apostas esportivas, e os vetos a propostas controversas, como a do orçamento secreto, também podem ser utilizados para demarcar a posição do governo e influenciar o debate eleitoral. A sanção do programa 'Mais Professores', que incentiva a formação de docentes, também se alinha com a estratégia de destacar projetos sociais e educacionais. A nomeação de um ministro interino para a pasta da Justiça em janeiro de 2026 e as discussões sobre o futuro da Segurança Pública, com o PT buscando maior influência, também podem se tornar pautas relevantes no debate eleitoral, especialmente se houver um desmembramento da pasta. A percepção pública sobre o governo, com 50% de desaprovação e 47% de aprovação, conforme pesquisa Meio/Ideia de janeiro de 2026, e a insatisfação com a atuação na segurança pública (48,7% consideram ruim ou péssima), indicam que esses pontos podem ser explorados tanto pela oposição quanto pelo próprio governo para ajustar suas estratégias de comunicação e campanha. A possível saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda em janeiro de 2026, e a defesa de uma rápida sucessão, também podem pautar discussões sobre a estabilidade e os rumos da política econômica na corrida eleitoral. A nomeação de Wellington César Lima e Silva como ministro da Justiça em 15 de janeiro de 2026 e sua prioridade em combater o crime organizado como uma "ação de Estado" também se configura como um tema de campanha relevante, demonstrando o compromisso do governo com a segurança pública e a coordenação entre os poderes para enfrentar desafios como a descapitalização de organizações criminosas e fraudes financeiras, como o caso do Banco Master. Suas primeiras ações em 28 de janeiro de 2026, como as mudanças na equipe e a busca por diálogo institucional com o Judiciário e o Legislativo, reforçam essa prioridade e podem ser apresentadas como um avanço na governança da segurança pública. Outro ponto estratégico para as eleições de 2026 envolve a movimentação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que planeja deixar o cargo até abril para concorrer ao Senado por São Paulo. O Partido dos Trabalhadores (PT) vê a filiação de Marina como crucial para fortalecer a chapa petista e combater o "bolsonarismo paulista", replicando uma estratégia bem-sucedida no Paraná. A indefinição sobre a sucessão na pasta do Meio Ambiente e a candidatura de Marina, que ainda não foram diretamente discutidas com o presidente Lula, estão interligadas à definição do papel de Fernando Haddad nas eleições de São Paulo. Marina, que deve deixar a Rede Sustentabilidade devido a tensões internas, recebeu convites de filiação de diversos partidos de esquerda, mas há uma forte expectativa nos bastidores do PT sobre sua adesão, com interlocutores descrevendo a situação como "quase um casamento".
Em 29 de janeiro de 2026, a iminente saída de cerca de dois terços dos ministros do governo Lula para disputar as eleições ou atuar em campanhas partidárias adiciona um novo elemento ao cenário eleitoral. A necessidade de desincompatibilização até 31 de março de 2026 forçará uma reforma ministerial significativa. A estratégia do presidente Lula de manter a continuidade das ações governamentais através dos secretários-executivos, em vez de fazer nomeações políticas, será um ponto de atenção. A formação de uma chapa forte em São Paulo, com nomes como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, demonstra a intenção do governo de ter uma presença eleitoral marcante no estado. As candidaturas de diversos ministros ao Senado e à Câmara dos Deputados, bem como a atuação de Camilo Santana e Sidônio Palmeira nas campanhas do PT, evidenciam a mobilização governamental para as eleições de 2026.