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Governo Lula
Adicionado evento de 28/01/2026 sobre as primeiras ações do novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, incluindo mudanças na equipe e o início de visitas de cortesia a outros Poderes para fortalecer o diálogo institucional.
O Governo Lula refere-se à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente em seu terceiro mandato (2023-2026), o governo tem enfrentado desafios na articulação política com o Congresso Nacional, especialmente com a Câmara dos Deputados. A relação entre o Poder Executivo e o Legislativo é marcada por momentos de tensão e diálogo, com o objetivo de garantir a governabilidade e a aprovação de pautas de interesse nacional. Recentemente, a dinâmica entre os poderes foi testada por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a atuação da Mesa Diretora da Câmara na cassação de mandatos, buscando evitar "estresse institucional" e conflitos diretos entre o Legislativo e o Judiciário. Além disso, o presidente Lula foi parte de um importante desfecho judicial com o ex-procurador Deltan Dallagnol, que efetuou o pagamento de uma indenização por danos morais referente à apresentação do "PowerPoint" de 2016. O governo também lida com o escrutínio de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), em relação a ações de reguladores financeiros, como o Banco Central, em casos de liquidação de instituições bancárias, demonstrando a complexidade da governança e a necessidade de transparência e justificativa nas decisões que afetam o sistema financeiro. Em uma ação legislativa recente, o presidente Lula sancionou uma lei que reduz isenções fiscais e passa a tributar as apostas esportivas (bets), ao mesmo tempo em que vetou uma proposta relacionada à reciclagem de verbas do orçamento secreto. O governo também demonstrou compromisso com a educação ao sancionar a lei do programa 'Mais Professores', que visa incentivar a formação de novos docentes através de bolsas de estudo para estudantes de licenciatura com alto desempenho no ensino médio. A um ano das eleições de 2026, pesquisas eleitorais indicam que o presidente Lula se mantém competitivo, mas sem uma vantagem clara sobre seus potenciais rivais, expondo um teto eleitoral e mantendo a oposição em aberto, enquanto o mercado financeiro observa de perto a sucessão bolsonarista. Em janeiro de 2026, o presidente Lula oficializou a nomeação de um ministro interino para a pasta da Justiça, sinalizando que a escolha do sucessor definitivo de Ricardo Lewandowski não seria imediata. Neste contexto, o Partido dos Trabalhadores (PT) intensifica a disputa por cargos estratégicos na área de Segurança, e há discussões internas no governo sobre a possibilidade de desmembrar a pasta da Justiça e Segurança, com a interinidade buscando estabilizar a administração enquanto as negociações políticas avançam. Uma pesquisa Meio/Ideia divulgada em janeiro de 2026 mostrou que a desaprovação ao governo Lula atingiu 50%, enquanto a aprovação ficou em 47%, evidenciando uma divisão na percepção pública sobre a gestão. Na avaliação por áreas, 48,7% dos entrevistados consideram a atuação do governo na segurança pública como ruim ou péssima. Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou sua intenção de deixar o cargo ainda em janeiro de 2026, defendendo que seu sucessor assuma a pasta o mais rápido possível, em uma decisão que será finalizada em conversa com o presidente Lula. Em 15 de janeiro de 2026, Wellington César Lima e Silva foi oficialmente nomeado o novo ministro da Justiça, sucedendo Ricardo Lewandowski. Em seu primeiro pronunciamento, Lima e Silva destacou que o combate ao crime organizado será elevado a uma "ação de Estado", envolvendo o Ministério Público e o Judiciário, além do Executivo. Ele enfatizou que a Polícia Federal e a Receita Federal, sozinhas, não conseguem resultados concretos sem a colaboração de outros poderes. O ministro também participou de uma reunião de alto nível com o presidente Lula, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República Paulo Gonet, onde o foco foi a descapitalização do crime organizado e a atuação conjunta contra fraudes, como o caso do Banco Master. Em 28 de janeiro de 2026, o ministro Wellington Lima e Silva promoveu alterações na chefia de três secretarias da pasta da Justiça, nomeando Paulo Modesto para a Secretaria de Assuntos Legislativos, Ricardo Morishita Wada para a Secretaria Nacional do Consumidor e Daniel Hirata como assessor especial. As mudanças visam aprofundar a capacidade técnica para o combate ao crime organizado. No mesmo dia, o ministro iniciou uma agenda de visitas de cortesia ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, buscando fortalecer o diálogo institucional e a cooperação entre os Poderes. Para fevereiro, o ministro planeja estreitar relações com conselhos de polícias e secretários de segurança pública. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também se prepara para deixar o cargo até abril de 2026, visando uma candidatura ao Senado por São Paulo. A sucessão na pasta e a candidatura de Marina ainda não foram tratadas diretamente com o presidente Lula, mas o secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, é visto como seu herdeiro natural. Aliados da ministra indicam que as conversas com Lula sobre a sucessão devem ocorrer após a definição do papel de Fernando Haddad nas eleições de São Paulo, já que Haddad é o único plano do PT para disputar o governo paulista, embora afirme publicamente não desejar ser candidato.
Desde o início do terceiro mandato de Lula em 2023, a relação com o Congresso tem sido um ponto central da dinâmica política brasileira. A necessidade de construir maiorias para aprovar projetos e reformas tem levado a negociações constantes e, por vezes, a atritos entre os Poderes. A composição do Congresso, com diversas bancadas e partidos, exige uma articulação política robusta por parte do governo. A atuação da Mesa Diretora da Câmara, em conjunto com lideranças partidárias, tem sido crucial na gestão de crises e na tomada de decisões sensíveis, como a cassação de mandatos de deputados condenados pelo STF, visando preservar a estabilidade institucional e evitar confrontos diretos com o Judiciário. Paralelamente, o governo e o próprio presidente Lula estiveram envolvidos em desdobramentos judiciais de longa data. Um exemplo notável é o "Caso PowerPoint", que culminou com o pagamento de uma indenização por danos morais a Lula pelo ex-procurador Deltan Dallagnol. A ação, iniciada em 2016, alegava abuso e ilegalidade na apresentação de Dallagnol que associava Lula a um esquema de corrupção. Após decisões desfavoráveis em instâncias iniciais, o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal reverteram o entendimento, culminando na condenação de Dallagnol e no pagamento da indenização atualizada. Mais recentemente, a atuação de órgãos de controle tem se voltado para a supervisão do sistema financeiro, com o Tribunal de Contas da União (TCU) questionando a conduta do Banco Central em processos de liquidação de bancos, como o Banco Master. Essa fiscalização ressalta a importância da governança e da justificativa para decisões que impactam a economia e a confiança no setor bancário, com o STF também acompanhando de perto esses desdobramentos. No âmbito legislativo, o governo tem avançado em pautas econômicas, como a sanção de uma lei que visa reduzir isenções fiscais e tributar as apostas esportivas, buscando aumentar a arrecadação. Contudo, o presidente também exerceu seu poder de veto, rejeitando uma proposta que facilitaria a reciclagem de verbas do orçamento secreto, demonstrando a complexidade das negociações e prioridades governamentais. Em um esforço para fortalecer a educação e a formação de professores, o governo sancionou a lei do programa 'Mais Professores', que prevê a oferta anual de bolsas de estudo para estudantes de licenciatura com alto desempenho no ensino médio, focando em cursos presenciais. Com a proximidade das eleições de 2026, o cenário político começa a se desenhar, e pesquisas como a da Paraná Pesquisas indicam que, embora o presidente Lula seja competitivo, ele não possui uma vantagem decisiva sobre outros candidatos, o que sugere um teto para seu apoio eleitoral. Essa situação mantém a disputa presidencial em aberto e atrai a atenção do mercado financeiro, que monitora os movimentos da oposição, incluindo a sucessão bolsonarista. Especialistas preveem que, dado o ano legislativo curto de 2026, temas com apelo popular, como a discussão sobre a escala de trabalho 6x1, terão mais destaque nas campanhas do que propostas mais complexas como as PECs. O governo, por sua vez, deve focar em apresentar a queda da taxa Selic e o sucesso de projetos sociais como suas principais bandeiras. Em janeiro de 2026, a nomeação de um ministro interino para a pasta da Justiça abriu um período de negociações políticas intensas. Em 15 de janeiro de 2026, Wellington César Lima e Silva foi nomeado ministro da Justiça, com a promessa de elevar o combate ao crime organizado a uma "ação de Estado", envolvendo diversos poderes e órgãos. Em 28 de janeiro de 2026, o ministro Wellington Lima e Silva realizou mudanças na equipe de sua pasta e iniciou uma série de encontros com membros do Judiciário e do Congresso Nacional, visando fortalecer o diálogo institucional e a cooperação entre os Poderes. O PT tem demonstrado interesse em ocupar posições estratégicas na área de Segurança, e a discussão sobre o desmembramento da pasta da Justiça e Segurança Pública está em pauta, refletindo a busca por estabilidade administrativa e alinhamento político. Uma pesquisa Meio/Ideia divulgada em 13 de janeiro de 2026 revelou uma divisão na percepção pública sobre o governo, com 50% de desaprovação e 47% de aprovação, e destacou a segurança pública como uma área de preocupação, com 48,7% considerando a atuação do governo como ruim ou péssima. A possível saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda em janeiro de 2026, conforme relatos, adiciona um novo elemento de mudança na composição ministerial, com implicações para a política econômica do governo. No âmbito das eleições de 2026, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, planeja deixar o cargo até abril para concorrer ao Senado por São Paulo. O PT busca filiar Marina para fortalecer a chapa contra o bolsonarismo paulista, replicando uma estratégia de sucesso no Paraná. Marina, que recebeu convites de filiação de diversos partidos de esquerda, deve deixar a Rede Sustentabilidade devido a tensões internas e mudanças estatutárias, com aliados falando em perseguição. A definição da sucessão na pasta do Meio Ambiente e a candidatura de Marina dependem da articulação política do presidente Lula, que ainda não tratou diretamente do assunto com a ministra ou com João Paulo Capobianco, seu provável sucessor. A expectativa é que essas conversas ocorram após a definição do futuro político de Fernando Haddad em São Paulo.
Com a aproximação das eleições de 2026, o cenário político começa a se desenhar com a identificação de temas que podem protagonizar as campanhas. Especialistas apontam que, devido ao ano legislativo de 2026 ser mais curto, temas de fácil apelo popular e compreensão tendem a ganhar destaque em detrimento de propostas mais complexas, como as Propostas de Emenda à Constituição (PECs). A discussão sobre a escala de trabalho 6x1, por exemplo, é vista como uma bandeira política promissora, capaz de mobilizar o eleitorado. Por parte do governo Lula, a estratégia para a reta final do mandato e para a campanha eleitoral deve focar na valorização de conquistas econômicas, como a queda da taxa Selic, e no avanço de projetos sociais, buscando consolidar o apoio popular e apresentar um balanço positivo de sua gestão. Além disso, a sanção de leis que impactam a tributação, como a que reduz isenções e tributa apostas esportivas, e os vetos a propostas controversas, como a do orçamento secreto, também podem ser utilizados para demarcar a posição do governo e influenciar o debate eleitoral. A sanção do programa 'Mais Professores', que incentiva a formação de docentes, também se alinha com a estratégia de destacar projetos sociais e educacionais. A nomeação de um ministro interino para a pasta da Justiça em janeiro de 2026 e as discussões sobre o futuro da Segurança Pública, com o PT buscando maior influência, também podem se tornar pautas relevantes no debate eleitoral, especialmente se houver um desmembramento da pasta. A percepção pública sobre o governo, com 50% de desaprovação e 47% de aprovação, conforme pesquisa Meio/Ideia de janeiro de 2026, e a insatisfação com a atuação na segurança pública (48,7% consideram ruim ou péssima), indicam que esses pontos podem ser explorados tanto pela oposição quanto pelo próprio governo para ajustar suas estratégias de comunicação e campanha. A possível saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda em janeiro de 2026, e a defesa de uma rápida sucessão, também podem pautar discussões sobre a estabilidade e os rumos da política econômica na corrida eleitoral. A nomeação de Wellington César Lima e Silva como ministro da Justiça em 15 de janeiro de 2026 e sua prioridade em combater o crime organizado como uma "ação de Estado" também se configura como um tema de campanha relevante, demonstrando o compromisso do governo com a segurança pública e a coordenação entre os poderes para enfrentar desafios como a descapitalização de organizações criminosas e fraudes financeiras, como o caso do Banco Master. Suas primeiras ações em 28 de janeiro de 2026, como as mudanças na equipe e a busca por diálogo institucional com o Judiciário e o Legislativo, reforçam essa prioridade e podem ser apresentadas como um avanço na governança da segurança pública. Outro ponto estratégico para as eleições de 2026 envolve a movimentação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que planeja deixar o cargo até abril para concorrer ao Senado por São Paulo. O Partido dos Trabalhadores (PT) vê a filiação de Marina como crucial para fortalecer a chapa petista e combater o "bolsonarismo paulista", replicando uma estratégia bem-sucedida no Paraná. A indefinição sobre a sucessão na pasta do Meio Ambiente e a candidatura de Marina, que ainda não foram diretamente discutidas com o presidente Lula, estão interligadas à definição do papel de Fernando Haddad nas eleições de São Paulo. Marina, que deve deixar a Rede Sustentabilidade devido a tensões internas, recebeu convites de filiação de diversos partidos de esquerda, mas há uma forte expectativa nos bastidores do PT sobre sua adesão, com interlocutores descrevendo a situação como "quase um casamento".