Os gastos de brasileiros no exterior atingiram US$ 21,7 bilhões em 2025, o maior valor em 11 anos, impulsionados pela valorização do real frente ao dólar e pelo crescimento econômico interno. Esse aumento ocorreu apesar da elevação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de câmbio. O Banco Central monitora esses gastos desde 1995, e o cenário atual reflete um poder de compra maior dos brasileiros para viagens e serviços internacionais.
Os gastos de brasileiros no exterior referem-se ao montante de recursos financeiros despendidos por cidadãos brasileiros em viagens, compras e serviços fora do território nacional. Em 2025, esses gastos atingiram o maior patamar em 11 anos, somando US$ 21,7 bilhões, impulsionados pela valorização do real frente ao dólar e pelo aumento da atividade econômica interna, apesar do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de câmbio.
Desde 1995, o Banco Central do Brasil monitora os gastos de brasileiros no exterior. Em 2025, esses gastos registraram um aumento significativo, passando de US$ 19,7 bilhões em 2024 para US$ 21,7 bilhões. Este crescimento foi influenciado por um cenário econômico favorável no Brasil, com alta do Produto Interno Bruto (PIB) e da renda. Paralelamente, houve uma desvalorização do dólar de 11,18% frente ao real, a maior queda em quase uma década, tornando as viagens e compras internacionais mais acessíveis. Contudo, o governo brasileiro implementou um aumento do IOF sobre câmbio em meados de maio de 2025, elevando a alíquota para compra de moeda estrangeira em espécie e remessas para contas no exterior de 1,1% para 3,5%, e a alíquota para cartão de crédito e pré-pagos de 3,38% para 3,5%. Apesar desse encarecimento, os gastos continuaram a crescer. No mesmo período, o Brasil também registrou um recorde nos gastos de estrangeiros no país, que totalizaram US$ 7,8 bilhões, impulsionados por um volume recorde de 9,29 milhões de turistas estrangeiros.