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Filipe Martins
Adicionado evento de 24/01/2026 sobre a manifestação da PGR contra a soltura de Filipe Martins, sua prisão provisória em 02/01/2026, condenação a 21 anos de prisão, e detalhes sobre o descumprimento de medidas cautelares e o papel na "minuta golpista".
Filipe Martins é um ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele ganhou notoriedade pública em 2025 quando o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua prisão domiciliar, e novamente em 2026, após ser preso provisoriamente por descumprimento de medidas cautelares e pela manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra sua soltura. Martins foi condenado a 21 anos de prisão por participar da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Filipe Martins, natural de Sorocaba (SP), atuou como assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, especificamente como assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais. Em 27 de dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou sua prisão domiciliar. Além da prisão, foram impostas a Martins uma série de medidas cautelares, incluindo a proibição de uso de redes sociais, a proibição de contato com outros investigados, a obrigação de entregar seus passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de receber visitas.
Martins foi condenado a 21 anos de prisão por participar da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele foi preso provisoriamente em 2 de janeiro de 2026, enquanto cumpria regime domiciliar. A Polícia Federal (PF) apontou que ele teria utilizado a rede social LinkedIn, burlando as determinações judiciais que o proibiam de acessar redes sociais. Em 24 de janeiro de 2026, a Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do procurador-geral Paulo Gonet, manifestou-se contra a soltura de Martins, alegando que não havia "fatos novos" que alterassem o quadro e que o ex-assessor demonstrava "desdém pelas determinações judiciais".
Martins foi réu do chamado "núcleo 2" da trama golpista, acusado de oferecer apoio jurídico, operacional e de inteligência no plano de ruptura democrática, incluindo a elaboração da chamada "minuta golpista". A acusação afirma que ele teria elaborado uma das versões da minuta, o que é negado por sua defesa. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, aguarda o parecer da PGR para decidir sobre o pedido de soltura apresentado pela defesa de Martins. O advogado de Martins, Ricardo Scheiffer, contestou as acusações, afirmando que relatórios de acessos do ex-assessor no LinkedIn mostram que ele não utilizou a plataforma e que documentos oficiais foram desqualificados sem perícia.