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Fim da Escala 6x1
Adicionado evento de 13/02/2026 sobre o encaminhamento da PEC à CCJ. Detalhadas as implicações políticas e fiscais, incluindo o potencial eleitoral, as preocupações empresariais com compensações e a postura do governo, além de informações sobre o processo legislativo da PEC.
A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1 refere-se ao debate em torno da alteração ou extinção do modelo de jornada laboral que prevê seis dias de trabalho seguidos por um dia de folga. Essa pauta ganhou destaque no cenário político brasileiro, especialmente com a proximidade de 2026, e envolve diferentes setores da sociedade, incluindo trabalhadores, empregadores e legisladores. Especialistas apontam que, devido ao ano legislativo curto, a discussão sobre a escala 6x1 tem potencial para se tornar uma importante bandeira política em campanhas eleitorais, mais viável do que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema. O governo federal, por meio do ministro Guilherme Boulos, expressou a expectativa de que o fim da escala 6x1 seja aprovado ainda no primeiro semestre de 2026, demonstrando empenho na diminuição da carga de trabalho semanal e no aumento do tempo livre para os trabalhadores. A proposta de emenda à Constituição que extingue a escala 6x1 deixou o campo retórico e entrou oficialmente no calendário da Câmara, sendo encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com expectativa de votação ainda no primeiro semestre de 2026.
A escala 6x1 é um modelo de jornada de trabalho comum em diversos setores, especialmente aqueles que operam continuamente, como comércio e serviços. Nos últimos anos, tem havido um crescente debate sobre a adequação dessa escala às necessidades contemporâneas de bem-estar do trabalhador e produtividade. A discussão sobre sua possível extinção ou modificação, com foco em 2026, indica uma movimentação para reavaliar as leis trabalhistas existentes no Brasil. Em 2026, com um ano legislativo mais curto, a pauta da escala 6x1 é vista como um tema de fácil apelo popular, tornando-se um foco para campanhas políticas. Outros temas como a queda da taxa Selic e projetos sociais também devem ganhar protagonismo na reta final do mandato do governo Lula. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 8/2025, que visa o fim da escala 6x1, foi apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro de 2025, contando com a assinatura de 226 deputados, tendo a deputada Erika Hilton como autora e primeira signatária. O Palácio do Planalto já implementou o fim da escala 6x1 para trabalhadores terceirizados em suas dependências, como o pessoal de copa e limpeza, que agora operam no máximo na escala 5x2.
A discussão sobre o fim da escala 6x1 transcende o âmbito trabalhista e se tornou uma pauta com significativo potencial eleitoral para o governo e o PT, que buscam repetir o engajamento popular observado em debates anteriores, como a taxação de bilionários. Analistas como Paulo Gama apontam que o governo vê na proposta uma bandeira de mobilização para o calendário eleitoral. No entanto, a medida não é neutra do ponto de vista fiscal. Setores empresariais já manifestam preocupação com os custos adicionais e defendem medidas compensatórias, como a retomada da desoneração da folha de pagamento ou uma transição escalonada. O governo, embora reconheça a sensibilidade do tema, especialmente para pequenas empresas com até nove funcionários, não tem sinalizado disposição para acenar com compensações financeiras ou desonerações. O avanço da proposta na Câmara, que depende do ritmo imposto pelo presidente Hugo Motta e da vontade política, é observado não apenas como um tema trabalhista, mas também como uma variável relevante para o humor dos investidores, dada a pressão de prioridades eleitorais sobre a agenda econômica e o risco fiscal embutido em eventuais compensações ou renúncias.