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Eletronuclear
Adicionado: Informações sobre a potência das usinas Angra 1 e 2, o pedido de suspensão de pagamentos de empréstimos até dezembro de 2026, a resistência do BNDES, o estudo do BNDES sobre a viabilidade de Angra 3, o adiamento da decisão do governo Lula sobre Angra 3, a fixação da receita de Angra 1 e 2 pela ANEEL para 2026, e a inclusão da ANEEL e da Caixa Econômica Federal como atores e do termo "stand still".
A Eletronuclear é uma empresa estatal brasileira responsável pela operação e construção de usinas nucleares no país. Atualmente, enfrenta uma grave crise financeira, com recursos em caixa previstos para durar apenas até meados de março de 2026. A situação é agravada pelo impasse em torno da usina nuclear de Angra 3, cujas obras estão paralisadas há cerca de dez anos e geram custos significativos para a empresa. A empresa opera as usinas Angra 1, com potência instalada de 640 megawatts (MW), e Angra 2, de 1.350 MW.
A Eletronuclear tem lidado com a indefinição sobre o futuro de Angra 3 por anos. Em 2025, o então ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, havia prometido uma decisão sobre o tema até o final do ano, o que não se concretizou. A empresa busca que bancos públicos suspendam temporariamente a cobrança de quase R$ 7 bilhões em dívidas relacionadas ao empreendimento de Angra 3, até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) defina o futuro da usina. Essa suspensão é considerada essencial para garantir a sustentabilidade financeira da estatal. Em 2024, a empresa já havia obtido uma suspensão de pagamentos por seis meses. Sem uma solução estrutural para Angra 3, a Eletronuclear corre o risco de entrar em default com fornecedores e bancos, podendo necessitar de um aporte do Tesouro Nacional para mitigar os efeitos de um colapso financeiro. Em maio de 2025, a Eletronuclear solicitou uma nova suspensão do pagamento de R$ 800 milhões por ano em empréstimos de Angra 3 à Caixa e ao BNDES até dezembro de 2026. O presidente interino da Eletronuclear, Alexandre Caporal, afirmou em dezembro de 2025 que a empresa tem caixa para apenas dois a três meses e negocia com bancos públicos um "stand still" (suspensão temporária de pagamentos) para evitar um aporte imediato do Tesouro Nacional. O plano envolve a liberação de recursos do Fundo de Descomissionamento no primeiro trimestre de 2026, dependendo de uma decisão do CNPE sobre Angra 3. O BNDES, no entanto, resiste à interrupção dos pagamentos enquanto a indefinição sobre Angra 3 persiste. Em novembro de 2025, um estudo do BNDES apontou que concluir Angra 3 seria mais vantajoso do que abandonar o projeto.