Eleições Brasileiras 2026
Adicionado evento de 01/02/2026 sobre a inclusão de Michel Temer em pesquisas do MDB para a Presidência e a saída de Simone Tebet do governo para disputar as eleições.
As Eleições Brasileiras de 2026 serão um pleito fundamental para a definição dos rumos políticos do Brasil. Nelas, serão eleitos o Presidente e Vice-Presidente da República, governadores e vice-governadores de todos os estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais/distritais. A corrida presidencial, em particular, já começa a ganhar contornos, com especulações e movimentações de possíveis candidatos e partidos, e pesquisas iniciais indicam um cenário competitivo. Articulações partidárias para a formação de chapas, incluindo a busca por nomes para vice-presidência e acenos ao centro político, já estão em andamento. Levantamentos recentes apontam o presidente Lula à frente de todos os potenciais adversários no primeiro e segundo turnos, incluindo Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em janeiro, reforça a liderança de Lula em todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas também aponta para a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro como segundo colocado e uma aproximação de Tarcísio de Freitas em um eventual segundo turno contra Lula. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, confirmou sua pré-candidatura à presidência, com planos de se desincompatibilizar do cargo em março de 2026 para intensificar sua campanha. Zema argumenta que a multiplicidade de candidatos de direita, com nomes mais jovens, fortalece o campo conservador e que mais candidaturas de direita no primeiro turno podem aumentar o volume de votos para a oposição, garantindo apoio total a qualquer candidato de direita que avance para o segundo turno contra Lula. A dinâmica entre figuras como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, com Flávio defendendo Tarcísio de pressões por apoio político e expressando confiança em sua lealdade, mesmo com a expectativa de aliados por um posicionamento mais incisivo de Tarcísio, demonstra a complexidade das alianças e expectativas dentro dos grupos políticos. Um ponto de atenção é a alta desaprovação do governo Lula entre os jovens de 16 a 34 anos, um eleitorado que, apesar da insatisfação, ainda não encontrou uma alternativa clara na oposição, abrindo espaço para candidatos fora da polarização. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 também revelou que 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro levará sua candidatura presidencial até o fim, enquanto 34% pensam que ele a usará para negociar. Além disso, 44% dos entrevistados consideram que o ex-presidente Jair Bolsonaro errou ao indicar o filho Flávio como candidato, contra 43% que acham que ele acertou. O governo Lula apresenta 49% de desaprovação e 47% de aprovação, conforme o mesmo levantamento. Em um cenário sem Tarcísio de Freitas, a pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 indica um crescimento de 5 pontos percentuais para Flávio Bolsonaro, o que aumenta a pressão sobre o presidente Lula no primeiro turno, sugerindo um possível teto para suas intenções de voto neste momento da corrida eleitoral. Após a divulgação da pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro contestou os resultados, afirmando que a vantagem de 13 pontos percentuais de Lula “ainda não reflete bem a realidade”. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026, realizada entre 8 e 11 de janeiro, reforça que Lula venceria em todos os cenários, com a menor diferença contra Tarcísio de Freitas no segundo turno (44% a 39%). Flávio Bolsonaro se consolida como segundo colocado em cenários de primeiro turno e mostra crescimento entre a direita não bolsonarista, alcançando quase 50% das intenções de voto nesse segmento em um cenário com todos os candidatos. A maioria dos eleitores (56%) acredita que Lula não merece um novo mandato, mas a polarização com a família Bolsonaro pode ser um fator favorável ao atual presidente. Em 15 de janeiro de 2026, Tarcísio de Freitas reiterou seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência, afirmando que seu projeto político está focado em São Paulo e negando qualquer intenção prévia de disputar a Presidência da República. O PSD, sob a liderança de Kassab, busca projetar nacionalmente o governador Ratinho Jr. para a disputa presidencial, mas essa ambição enfrenta obstáculos devido a alianças locais já consolidadas em seis estados, o que pode forçar o partido a apoiar a reeleição de Lula ou outro candidato ao Planalto. Em 19 de janeiro de 2026, Haddad declarou que a economia não será o fator decisivo para a vitória ou derrota nas eleições de 2026, argumentando que o cenário político se tornou mais imprevisível e citando o exemplo do ex-presidente Bolsonaro para ilustrar a complexidade atual. As recentes mudanças no secretariado do governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, visam liberar antecipadamente auxiliares que pretendem disputar as eleições de 2026, como Guilherme Derrite (Senado) e Valéria Bolsonaro (Assembleia Legislativa), e trazer novos nomes com foco exclusivo na gestão estadual. Gilberto Kassab, atualmente secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, é cotado para ser candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio, embora o governador tenha afirmado que aguarda os próximos passos do dirigente partidário. Em 23 de janeiro de 2026, o presidente Lula reafirmou sua intenção de viajar por todo o Brasil para promover seu governo e defender a democracia, destacando que a disputa eleitoral deve ser por projetos. No mesmo dia, o senador Rogério Marinho (PL-RN) assumiu a coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto, com o PL buscando uma estrutura mais profissional para a campanha de 2026, visando evitar erros de campanhas anteriores do bolsonarismo. A prioridade inicial é montar a engrenagem da pré-campanha, incluindo equipes de comunicação, jurídica e assessoria de imprensa. Um plano de governo está sendo elaborado há cerca de quatro meses e será submetido a Flávio Bolsonaro para validação. Marinho minimizou que Tarcísio de Freitas represente um entrave ao projeto de Flávio, afirmando a lealdade de Tarcísio ao ex-presidente Bolsonaro e a expectativa de que ele se integre à campanha no momento certo. Flávio Bolsonaro tem aumentado sua exposição pública em programas de TV, podcasts e lives, além de conversas com interlocutores do mercado, para se apresentar como uma alternativa nacional e reduzir resistências fora do núcleo bolsonarista.
Em 24 de janeiro de 2026, Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, defendeu a candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência, destacando sua competência e perfil mais ao centro. Ele afirmou que o apoio da direita a Flávio Bolsonaro para 2026 está dividido, mencionando Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR) como possíveis candidatos. Pereira criticou duramente Eduardo Bolsonaro por ter se referido a Tarcísio como “apenas um servidor”, classificando a fala como deselegante e arrogante. Tarcísio de Freitas, por sua vez, negou ter sofrido pressão de Flávio Bolsonaro e atribuiu sua ausência em uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro a uma “razão pessoal”, reafirmando que trabalhará pela candidatura de Flávio. O governador de São Paulo reiterou seu foco na reeleição, apesar das especulações sobre sua possível candidatura à Presidência. A candidatura de Flávio Bolsonaro também enfrenta resistência entre evangélicos, que o consideram sem densidade política suficiente para liderar o campo conservador. Líderes evangélicos, como Silas Malafaia e Samuel Ferreira, têm evitado endossar publicamente Flávio, preferindo uma chapa com Tarcísio e Michelle Bolsonaro, vista como eleitoralmente mais competitiva e capaz de mobilizar diferentes nichos.
Em 26 de janeiro de 2026, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi confirmado como o plano A do PT para disputar o governo de São Paulo, apesar de sua relutância em concorrer. O presidente Lula tem se empenhado em convencê-lo, vendo sua candidatura como crucial para o projeto nacional. Dirigentes do PT e o ministro da Educação, Camilo Santana, têm pressionado Haddad, argumentando que ele faz parte de um projeto maior e que a missão deve se sobrepor a decisões individuais. Santana afirmou que Haddad “não pode se dar ao luxo de querer tomar uma decisão individual” e que “precisamos cumprir missões que muitas vezes, pessoalmente, a gente não queira”. O cenário em São Paulo é visto como arriscado para o PT, dada a boa avaliação do governador Tarcísio de Freitas, que pode atrair votos para a chapa presidencial da oposição. Haddad, por sua vez, expressou o desejo de coordenar a campanha de reeleição de Lula e elaborar o programa de governo, mas não concorrer. A candidatura de Haddad em 2022 foi considerada essencial para o desempenho de Lula no estado, ajudando a diminuir a distância de votos para o então presidente Jair Bolsonaro. O PT busca manter um patamar de votação em São Paulo semelhante ao alcançado em 2022, quando Tarcísio venceu com 55,27% dos votos contra 44,73% de Haddad. Outros nomes como o vice-presidente Geraldo Alckmin, e as ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) são considerados para compor a chapa em São Paulo, caso Haddad não aceite a disputa. Tebet, inclusive, analisa um convite do PSB para mudar de partido, já que pelo MDB uma candidatura em São Paulo associada a Lula é improvável devido à proximidade do partido no estado com Tarcísio.
Em 27 de janeiro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou uma série de gestos políticos, diplomáticos e simbólicos em Israel, com o objetivo de reposicionar sua imagem para a pré-candidatura à Presidência em 2026. A viagem, articulada por seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), incluiu pedidos de apoio à candidatura, encontros com autoridades estrangeiras e rituais religiosos que visam dialogar com a base conservadora. Flávio desembarcou em Jerusalém em 19 de janeiro e discursou na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo. Durante o evento, Eduardo Bolsonaro pediu apoio direto à pré-candidatura do irmão, afirmando que “Nós vamos derrotar eles (a esquerda e Lula). Meu irmão, senador Flávio Bolsonaro, vai concorrer à Presidência em outubro e eu peço que o apoiem. Meu pai poderia concorrer, mas está preso por lawfare”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, citou Flávio nominalmente em um jantar de gala, saudando-o como interlocutor em temas de Estado. Paralelamente à agenda política, Flávio Bolsonaro foi batizado no Rio Jordão, em um gesto que, segundo aliados, reforça sua identidade pública e conexão com o eleitorado cristão. A agenda internacional de Flávio Bolsonaro se estende ao Bahrein (28 de janeiro a 2 de fevereiro) e aos Emirados Árabes Unidos (3 a 6 de fevereiro), com o intuito de ampliar o discurso de cooperação econômica e estratégica. Nos bastidores do PL, a viagem é vista como parte de um esforço de consolidação interna do nome de Flávio, embora ele ainda enfrente resistência de partidos do centrão e lideranças regionais que não o veem como um nome unificador do campo conservador. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha, expressou a expectativa de que esta seja a “última vez” que Flávio precise sair do país nessas circunstâncias, indicando que o partido busca estabilizar o cenário doméstico para concentrar o senador no tabuleiro nacional.
Em 27 de janeiro de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência está se consolidando rapidamente e que o candidato do bolsonarismo não deve mudar. Tarcísio reiterou seu foco na reeleição em São Paulo, sem intenção de disputar a presidência, e desmentiu notícias de atrito com o clã Bolsonaro, especialmente após o cancelamento de uma visita ao ex-presidente na Papuda, em Brasília. Ele planeja visitar Jair Bolsonaro na prisão em 29 de janeiro para demonstrar apoio e solidariedade. O governador também criticou o PT, afirmando que o país vive uma "falência moral" e que o projeto do partido está esgotado.
Em 28 de janeiro de 2026, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), confirmou que deixará a pasta em março para concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. A decisão atende a um pedido do presidente Lula, que busca fortalecer a chapa do partido para as eleições. Gleisi indicou Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável (Conselhão), como seu "sucessor natural" na SRI, ministério estratégico para a articulação política do governo com o Congresso. Ela defendeu que Noleto, que já foi secretário-executivo da SRI, tem o perfil para dar continuidade ao trabalho. A legislação eleitoral exige que ministros que desejam concorrer deixem seus cargos até seis meses antes das eleições, ou seja, até 4 de abril. No mesmo dia, Gleisi Hoffmann defendeu publicamente que Fernando Haddad e outros quadros do PT com força eleitoral devem ser candidatos nas eleições de 2026 para enfrentar a direita nos estados, argumentando que “todos têm que entrar em campo” para defender o projeto de país e a democracia. Ela evitou comentar a ida do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, mas ressaltou que o PSD é um partido que se movimenta por interesses regionais e que alas da sigla apoiam Lula, apesar de ter três ministérios e pré-candidatos à presidência.
Também em 28 de janeiro de 2026, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), um dos possíveis pré-candidatos à presidência da República, declarou que o PSD definirá seu candidato por diálogo, sem a realização de prévias. Leite afirmou que, no momento, o partido conta com múltiplos candidatos, incluindo ele mesmo, Ronaldo Caiado (governador de Goiás, que se filiou ao PSD em 27 de janeiro) e Ratinho Jr. (governador do Paraná). O PSD busca posicionar-se como uma alternativa de centro-direita para um cenário pós-bolsonarismo, com o objetivo de apresentar uma direita reformista, democrática e liberal. Leite demonstrou respeito pela trajetória de Tarcísio de Freitas, mas pontuou que o governador de São Paulo tem sinalizado o desejo de buscar a reeleição estadual. No mesmo dia, a decisão de Ronaldo Caiado de deixar o União Brasil e se filiar ao PSD foi antecedida por conversas com o núcleo político do bolsonarismo, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN). Nesses encontros, Caiado expôs seu incômodo com a situação no União Brasil e ouviu a defesa de uma estratégia nacional para 2026 baseada em mais de uma candidatura da direita no primeiro turno. A tese, defendida por Flávio Bolsonaro e Marinho, é que a existência de múltiplas candidaturas de direita na largada permitiria ocupar nichos distintos do eleitorado, testar lideranças e ampliar o espaço do campo conservador, com a promessa de convergência posterior contra o PT. Essa estratégia foi comparada ao arranjo político observado na disputa chilena que levou José Antonio Kast à presidência. Caiado avaliava que o União Brasil não dava garantias de sustentação a um projeto nacional e que sua saída era uma forma de preservar protagonismo. Interlocutores do PSD, contudo, afirmam que o governador não recebeu garantias da candidatura e que o partido ainda testará seus três nomes (Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite) para chegar a um acordo final.
Em 29 de janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará trocar cerca de dois terços dos ministros de seu governo nos próximos meses, com os titulares das pastas deixando os cargos para concorrer nas próximas eleições ou para reforçar os partidos na organização de campanhas. A legislação eleitoral determina que os candidatos das eleições de outubro que estiverem ocupando ministérios e outros cargos devem deixar as posições até 31 de março, prazo limite para a chamada desincompatibilização. A intenção do presidente é dar sequência ao que já está sendo feito pelos atuais ministros, com substituições por secretários executivos ou outras posições internas. O primeiro a sair do governo deve ser o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já anunciou sua partida para fevereiro. Seu substituto deve ser o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. Apesar da pressão do PT e do próprio Lula, Haddad diz que não quer ser candidato este ano, mas espera trabalhar na campanha à reeleição do presidente. Lula, no entanto, planeja ter Haddad, Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) como fortes nomes em São Paulo para as eleições, com a possibilidade de unir ainda o ministro do Empreendedorismo, Marcio França, e até mesmo o vice-presidente Geraldo Alckmin. Candidato ao governo paulista derrotado por Tarcísio de Freitas em 2022, Haddad não quer tentar novamente, mas aparece em primeiro lugar nas pesquisas para o Senado. Marina e Tebet também poderiam ser alternativas ao Senado. Na lista dos demais ministros que sairão do governo, ao menos sete serão candidatos ao Senado, incluindo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deve compor uma chapa petista na Bahia com o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, aceitou o pedido de Lula e enfrentará uma difícil eleição para o Senado no Paraná. A maior parte dos ministros, como Jader Filho (Cidades) e Anielle Franco (Igualdade Racial), serão candidatos a deputados. O ministro dos Transportes, Renan Filho, é o único que já definiu que será candidato a governador, em Alagoas. Dois ministros, Camilo Santana (Educação) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) irão deixar os cargos para reforçar a campanha eleitoral do PT. Sidônio será, mais uma vez, o marqueteiro de Lula. Já Camilo decidiu reforçar a campanha à reeleição do governador Elmano de Freitas, depois que o ex-aliado e hoje adversário Ciro Gomes decidiu ser candidato ao governo do Estado novamente.
Em 30 de janeiro de 2026, a ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) afirmou que deixará o governo até março para disputar as eleições. Cotada para o governo de São Paulo ou Senado, Tebet declarou ter colocado seu destino político nas mãos do presidente Lula para concorrer em qualquer posição.
Em 1º de fevereiro de 2026, o MDB anunciou que incluirá o ex-presidente Michel Temer, 85, em suas pesquisas internas para medir seu potencial como possível candidato à Presidência da República em 2026. A iniciativa ocorre apesar de o presidente do MDB, Baleia Rossi, ter indicado que o partido tende a adotar uma posição de neutralidade caso a disputa presidencial caminhe novamente para um cenário de polarização.
Em 30 de janeiro de 2026, a análise do programa "Mapa de Risco" do InfoMoney destacou que o calendário eleitoral de 2026 impõe um ritmo mais curto e intenso ao Congresso Nacional, concentrando as votações importantes no primeiro semestre. A partir de junho, deputados e senadores tendem a dedicar mais tempo às suas campanhas nos estados, o que aumenta a pressão para que projetos avancem rapidamente, muitas vezes guiados pelo impacto eleitoral em detrimento de avaliações estruturais. Segundo Paulo Gama, head de política da XP, o maior risco não é a paralisia, mas a tramitação acelerada de propostas com efeitos duradouros. Pautas populares, como medidas de redução do custo de vida, mudanças em benefícios sociais e propostas relacionadas à jornada de trabalho, são vistas como perigosas do ponto de vista macrofiscal em um ano eleitoral, pois encontram menos resistência política. A oposição, por sua vez, deve intensificar a pressão através de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e da retomada de temas sensíveis, especialmente ligados à segurança pública, buscando desgastar o governo. O governo Lula, nesse contexto, tenta equilibrar a aceleração de propostas que possam se tornar bandeiras eleitorais e a prevenção de decisões legislativas com impacto fiscal ou institucional negativo. O ritmo e o timing das decisões legislativas serão cruciais para a percepção de estabilidade política e econômica em 2026.
Em 28 de janeiro de 2026, uma pesquisa PoderData revelou que 40% dos brasileiros consideram o governo Lula melhor que o do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar da liderança, Lula está apenas 1% à frente de Bolsonaro, que obteve 39% de preferência. Esta é a primeira vez desde outubro de 2024 que o governo petista é mais bem avaliado, dentro da margem de erro, do que a gestão de Jair Bolsonaro, representando uma melhora de 9 pontos percentuais em relação à pesquisa realizada no mesmo período em 2025. Entre os grupos que mais avaliam positivamente o governo Lula em comparação com o anterior, destacam-se as mulheres (42%), os jovens de 16 a 24 anos (55%) e a região Nordeste (47%). O levantamento PoderData entrevistou 2.500 pessoas em 111 municípios, entre 24 e 26 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Em 29 de janeiro de 2026, a Paraná Pesquisas divulgou um levantamento indicando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno em todos os cenários, mas empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em um eventual segundo turno.
Cenários de 1º Turno:
1º Cenário:
2º Cenário:
Cenários de 2º Turno:
Um fenômeno observado na preparação para as eleições de 2026 é o retorno de 'figurões' da política nacional, que, após períodos de afastamento, derrotas ou atuação nos bastidores, voltam a articular suas candidaturas. Essa movimentação reacende disputas e redesenha alianças, em um contexto de polarização e reorganização partidária.
Entre os nomes que buscam retornar ao cenário eleitoral, destacam-se:
Em 28 de janeiro de 2026, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também deve deixar o cargo nos próximos meses para concorrer nas eleições, possivelmente ao governo de São Paulo. O presidente Lula tem insistido para que Haddad dispute a eleição, apesar do desejo inicial do ministro de colaborar com a campanha de reeleição de Lula e elaborar o programa de governo. Dario Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda, é o provável sucessor de Haddad. A ministra Gleisi Hoffmann defendeu a candidatura de Haddad, argumentando que todos os quadros progressistas devem "entrar em campo" para impedir o retorno da extrema direita ao poder, especialmente em um cenário de defesa da democracia. Ela ressaltou a importância de vencer disputas nos estados e de instalar os melhores quadros do partido.
Em 30 de janeiro de 2026, a ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) anunciou que deixará o governo até março para disputar as eleições. Tebet, cotada para o governo de São Paulo ou Senado, afirmou ter colocado seu destino político nas mãos do presidente Lula para concorrer em qualquer posição.