Eleições Brasileiras 2026
Adicionado evento de 23/01/2026 sobre a confirmação da pré-candidatura de Romeu Zema à Presidência e sua estratégia para o pleito.
As Eleições Brasileiras de 2026 serão um pleito fundamental para a definição dos rumos políticos do Brasil. Nelas, serão eleitos o Presidente e Vice-Presidente da República, governadores e vice-governadores de todos os estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais/distritais. A corrida presidencial, em particular, já começa a ganhar contornos, com especulações e movimentações de possíveis candidatos e partidos, e pesquisas iniciais indicam um cenário competitivo. Articulações partidárias para a formação de chapas, incluindo a busca por nomes para vice-presidência e acenos ao centro político, já estão em andamento. Levantamentos recentes apontam o presidente Lula à frente de todos os potenciais adversários no primeiro e segundo turnos, incluindo Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em janeiro, reforça a liderança de Lula em todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas também aponta para a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro como segundo colocado e uma aproximação de Tarcísio de Freitas em um eventual segundo turno contra Lula. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, confirmou sua pré-candidatura à presidência, com planos de se desincompatibilizar do cargo em março de 2026 para intensificar sua campanha. Zema argumenta que a multiplicidade de candidatos de direita, com nomes mais jovens, fortalece o campo conservador e que mais candidaturas de direita no primeiro turno podem aumentar o volume de votos para a oposição, garantindo apoio total a qualquer candidato de direita que avance para o segundo turno contra Lula. A dinâmica entre figuras como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, com Flávio defendendo Tarcísio de pressões por apoio político e expressando confiança em sua lealdade, mesmo com a expectativa de aliados por um posicionamento mais incisivo de Tarcísio, demonstra a complexidade das alianças e expectativas dentro dos grupos políticos. O ministro Fernando Haddad também indicou que conversará com o presidente Lula sobre seu futuro político, sinalizando possíveis movimentações ministeriais relacionadas às eleições. Um ponto de atenção é a alta desaprovação do governo Lula entre os jovens de 16 a 34 anos, um eleitorado que, apesar da insatisfação, ainda não encontrou uma alternativa clara na oposição, abrindo espaço para candidatos fora da polarização. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 também revelou que 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro levará sua candidatura presidencial até o fim, enquanto 34% pensam que ele a usará para negociar. Além disso, 44% dos entrevistados consideram que o ex-presidente Jair Bolsonaro errou ao indicar o filho Flávio como candidato, contra 43% que acham que ele acertou. O governo Lula apresenta 49% de desaprovação e 47% de aprovação, conforme o mesmo levantamento. Em um cenário sem Tarcísio de Freitas, a pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 indica um crescimento de 5 pontos percentuais para Flávio Bolsonaro, o que aumenta a pressão sobre o presidente Lula no primeiro turno, sugerindo um possível teto para suas intenções de voto neste momento da corrida eleitoral. Após a divulgação da pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro contestou os resultados, afirmando que a vantagem de 13 pontos percentuais de Lula “ainda não reflete bem a realidade”. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026, realizada entre 8 e 11 de janeiro, reforça que Lula venceria em todos os cenários, com a menor diferença contra Tarcísio de Freitas no segundo turno (44% a 39%). Flávio Bolsonaro se consolida como segundo colocado em cenários de primeiro turno e mostra crescimento entre a direita não bolsonarista, alcançando quase 50% das intenções de voto nesse segmento em um cenário com todos os candidatos. A maioria dos eleitores (56%) acredita que Lula não merece um novo mandato, mas a polarização com a família Bolsonaro pode ser um fator favorável ao atual presidente. Em 15 de janeiro de 2026, Tarcísio de Freitas reiterou seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência, afirmando que seu projeto político está focado em São Paulo e negando qualquer intenção prévia de disputar a Presidência da República. O PSD, sob a liderança de Kassab, busca projetar nacionalmente o governador Ratinho Jr. para a disputa presidencial, mas essa ambição enfrenta obstáculos devido a alianças locais já consolidadas em seis estados, o que pode forçar o partido a apoiar a reeleição de Lula ou outro candidato ao Planalto. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad também indicou que conversará com o presidente Lula sobre seu futuro político, sinalizando possíveis movimentações ministeriais relacionadas às eleições. Em 19 de janeiro de 2026, Haddad declarou que a economia não será o fator decisivo para a vitória ou derrota nas eleições de 2026, argumentando que o cenário político se tornou mais imprevisível e citando o exemplo do ex-presidente Bolsonaro para ilustrar a complexidade atual. As recentes mudanças no secretariado do governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, visam liberar antecipadamente auxiliares que pretendem disputar as eleições de 2026, como Guilherme Derrite (Senado) e Valéria Bolsonaro (Assembleia Legislativa), e trazer novos nomes com foco exclusivo na gestão estadual. Gilberto Kassab, atualmente secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, é cotado para ser candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio, embora o governador tenha afirmado que aguarda os próximos passos do dirigente partidário. Em 23 de janeiro de 2026, o presidente Lula reafirmou sua intenção de viajar por todo o Brasil para promover seu governo e defender a democracia, destacando que a disputa eleitoral deve ser por projetos. No mesmo dia, o senador Rogério Marinho (PL-RN) assumiu a coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto, com o PL buscando uma estrutura mais profissional para a campanha de 2026, visando evitar erros de campanhas anteriores do bolsonarismo. A prioridade inicial é montar a engrenagem da pré-campanha, incluindo equipes de comunicação, jurídica e assessoria de imprensa. Um plano de governo está sendo elaborado há cerca de quatro meses e será submetido a Flávio Bolsonaro para validação. Marinho minimizou que Tarcísio de Freitas represente um entrave ao projeto de Flávio, afirmando a lealdade de Tarcísio ao ex-presidente Bolsonaro e a expectativa de que ele se integre à campanha no momento certo. Flávio Bolsonaro tem aumentado sua exposição pública em programas de TV, podcasts e lives, além de conversas com interlocutores do mercado, para se apresentar como uma alternativa nacional e reduzir resistências fora do núcleo bolsonarista.