Adicionado evento de 23/01/2026 sobre as mudanças no secretariado de Tarcísio de Freitas, a cotada candidatura de Gilberto Kassab como vice, e as candidaturas de Guilherme Derrite e Valéria Bolsonaro.
Visão geral
As Eleições Brasileiras de 2026 serão um pleito fundamental para a definição dos rumos políticos do Brasil. Nelas, serão eleitos o Presidente e Vice-Presidente da República, governadores e vice-governadores de todos os estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais/distritais. A corrida presidencial, em particular, já começa a ganhar contornos, com especulações e movimentações de possíveis candidatos e partidos, e pesquisas iniciais indicam um cenário competitivo. Articulações partidárias para a formação de chapas, incluindo a busca por nomes para vice-presidência e acenos ao centro político, já estão em andamento. Levantamentos recentes apontam o presidente Lula à frente de todos os potenciais adversários no primeiro e segundo turnos, incluindo Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em janeiro, reforça a liderança de Lula em todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas também aponta para a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro como segundo colocado e uma aproximação de Tarcísio de Freitas em um eventual segundo turno contra Lula. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, também emerge como um possível candidato à presidência, com planos de se desincompatibilizar do cargo em março de 2026 para intensificar sua campanha. A dinâmica entre figuras como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, com Flávio defendendo Tarcísio de pressões por apoio político e expressando confiança em sua lealdade, mesmo com a expectativa de aliados por um posicionamento mais incisivo de Tarcísio, demonstra a complexidade das alianças e expectativas dentro dos grupos políticos. O ministro Fernando Haddad também indicou que conversará com o presidente Lula sobre seu futuro político, sinalizando possíveis movimentações ministeriais relacionadas às eleições. Um ponto de atenção é a alta desaprovação do governo Lula entre os jovens de 16 a 34 anos, um eleitorado que, apesar da insatisfação, ainda não encontrou uma alternativa clara na oposição, abrindo espaço para candidatos fora da polarização. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 também revelou que 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro levará sua candidatura presidencial até o fim, enquanto 34% pensam que ele a usará para negociar. Além disso, 44% dos entrevistados consideram que o ex-presidente Jair Bolsonaro errou ao indicar o filho Flávio como candidato, contra 43% que acham que ele acertou. O governo Lula apresenta 49% de desaprovação e 47% de aprovação, conforme o mesmo levantamento. Em um cenário sem Tarcísio de Freitas, a pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 indica um crescimento de 5 pontos percentuais para Flávio Bolsonaro, o que aumenta a pressão sobre o presidente Lula no primeiro turno, sugerindo um possível teto para suas intenções de voto neste momento da corrida eleitoral. Após a divulgação da pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro contestou os resultados, afirmando que a vantagem de 13 pontos percentuais de Lula “ainda não reflete bem a realidade”. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026, realizada entre 8 e 11 de janeiro, reforça que Lula venceria em todos os cenários, com a menor diferença contra Tarcísio de Freitas no segundo turno (44% a 39%). Flávio Bolsonaro se consolida como segundo colocado em cenários de primeiro turno e mostra crescimento entre a direita não bolsonarista, alcançando quase 50% das intenções de voto nesse segmento em um cenário com todos os candidatos. A maioria dos eleitores (56%) acredita que Lula não merece um novo mandato, mas a polarização com a família Bolsonaro pode ser um fator favorável ao atual presidente. Em 15 de janeiro de 2026, Tarcísio de Freitas reiterou seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência, afirmando que seu projeto político está focado em São Paulo e negando qualquer intenção prévia de disputar a Presidência da República. O PSD, sob a liderança de Kassab, busca projetar nacionalmente o governador Ratinho Jr. para a disputa presidencial, mas essa ambição enfrenta obstáculos devido a alianças locais já consolidadas em seis estados, o que pode forçar o partido a apoiar a reeleição de Lula ou outro candidato ao Planalto. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad declarou em 19 de janeiro de 2026 que a economia não será o fator decisivo para a vitória ou derrota nas eleições de 2026, argumentando que o cenário político se tornou mais imprevisível e citando o exemplo do ex-presidente Bolsonaro para ilustrar a complexidade atual. As recentes mudanças no secretariado do governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, visam liberar antecipadamente auxiliares que pretendem disputar as eleições de 2026, como Guilherme Derrite (Senado) e Valéria Bolsonaro (Assembleia Legislativa), e trazer novos nomes com foco exclusivo na gestão estadual. Gilberto Kassab, atualmente secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, é cotado para ser candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio, embora o governador tenha afirmado que aguarda os próximos passos do dirigente partidário.
Contexto e histórico
O Brasil possui um sistema eleitoral democrático com eleições regulares para cargos executivos e legislativos em níveis federal, estadual e municipal. As eleições de 2026 ocorrerão em um cenário pós-pandemia de COVID-19 e em meio a debates sobre a economia, políticas sociais e o futuro da democracia no país. O pleito anterior, em 2022, foi marcado por uma polarização política acentuada, e espera-se que essa dinâmica continue a influenciar a próxima disputa eleitoral. Pesquisas realizadas a pouco mais de um ano do pleito já apontam que, embora o atual presidente seja competitivo, ele enfrenta um "teto eleitoral", e a oposição ainda busca um nome consolidado. Recentemente, a pesquisa Meio/Ideia indicou o presidente Lula à frente de todos os potenciais adversários no primeiro turno e também liderando em simulações de segundo turno contra nomes como Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em janeiro, corrobora a liderança de Lula, mas também mostra um avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro, que se consolida como segundo colocado e atrai apoio da direita não bolsonarista. A mesma pesquisa indica que Tarcísio de Freitas reduziu a diferença para Lula em um cenário de segundo turno. O mercado financeiro permanece atento à sucessão bolsonarista. Especialistas indicam que, devido ao ano legislativo curto de 2026, temas de fácil apelo popular, como a escala de trabalho 6x1, devem ganhar destaque nas campanhas, em detrimento de Propostas de Emenda à Constituição (PEC). A queda da taxa Selic e a promoção de projetos sociais também são esperadas como bandeiras importantes na reta final do mandato do atual governo. A busca por um perfil que agregue diferentes espectros políticos, como a sugestão de nomes com experiência executiva para a vice-presidência, demonstra a intenção de alguns partidos em fazer "acenos ao centro" para as eleições de 2026. A movimentação de Romeu Zema para se desincompatibilizar do governo de Minas Gerais em março de 2026, visando uma candidatura presidencial, adiciona um novo elemento ao cenário político, indicando uma intensificação das articulações para a disputa. Dentro do campo bolsonarista, a lealdade e o posicionamento de figuras como Tarcísio de Freitas são pontos de atenção, com Flávio Bolsonaro defendendo o governador de pressões por um apoio mais explícito, apesar de Tarcísio já ter declarado seu suporte. Essa dinâmica reflete as tensões e expectativas internas sobre a consolidação das alianças para a eleição. A declaração do ministro Fernando Haddad sobre discutir seu futuro político com o presidente Lula reforça a expectativa de que membros do governo poderão se desincompatibilizar para disputar as eleições. Apesar da liderança de Lula nas pesquisas, a Quaest aponta que 56% dos brasileiros acreditam que ele não merece mais um mandato, e 49% desaprovam seu governo, indicando desafios para sua continuidade. Um aspecto relevante é a desaprovação do governo Lula entre os jovens de 16 a 34 anos, que, embora insatisfeitos, ainda não se inclinam para a oposição devido a uma rejeição difusa, o que pode abrir caminho para candidatos que se posicionem fora da polarização tradicional. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 também mostrou uma mudança na percepção sobre a indicação de Flávio Bolsonaro por seu pai, com 44% considerando que Jair Bolsonaro errou, uma queda em relação aos 54% da pesquisa anterior. A aprovação do governo Lula foi de 47%, enquanto a desaprovação atingiu 49% no mesmo levantamento. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026, ao indicar um crescimento de 5 pontos para Flávio Bolsonaro em um cenário sem Tarcísio, sugere que o presidente Lula pode estar enfrentando um "teto" eleitoral neste momento, intensificando a pressão sobre sua candidatura no primeiro turno. A reação de Flávio Bolsonaro à pesquisa Quaest, na qual ele minimiza a vantagem de 13 pontos percentuais de Lula, demonstra a estratégia de alguns pré-candidatos em contestar resultados desfavoráveis e manter o otimismo em relação às suas chances eleitorais. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026, realizada entre 8 e 11 de janeiro, mostra um empate técnico na avaliação do governo Lula (49% desaprovam, 47% aprovam), com a desaprovação entre independentes atingindo 53%. Lula lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas 56% da população acredita que ele não merece um novo mandato. Flávio Bolsonaro se consolida como segundo colocado e ganha força entre a direita não bolsonarista. Tarcísio de Freitas é o candidato da oposição mais competitivo contra Lula no segundo turno, reduzindo a diferença para cinco pontos percentuais. A percepção geral é que a oposição teria mais chances contra Lula com um nome não bolsonarista. Em 15 de janeiro de 2026, Tarcísio de Freitas reiterou publicamente seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência, deixando claro que seu foco é o governo de São Paulo e que nunca teve a intenção de disputar a Presidência. A busca do PSD por uma projeção nacional para Ratinho Jr. como candidato à presidência é dificultada por alianças locais em seis estados, o que pode levar o partido a apoiar a reeleição de Lula ou outro nome, evidenciando a complexidade das articulações partidárias em nível nacional e regional. A declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em 19 de janeiro de 2026, de que a economia não será decisiva para o resultado eleitoral de 2026, sublinha a percepção de um cenário político cada vez mais imprevisível, onde outros fatores além do desempenho econômico podem determinar o sucesso ou fracasso de uma candidatura. As recentes mudanças no secretariado do governo de São Paulo, incluindo a saída do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, em dezembro de 2025, e da secretária Valéria Bolsonaro, são parte de uma estratégia de Tarcísio de Freitas para liberar auxiliares que pretendem disputar as eleições de 2026 e focar a gestão em novos nomes. Gilberto Kassab, secretário de Governo e Relações Institucionais, é apontado como um possível vice-governador na chapa de Tarcísio, reforçando a articulação política para a eleição.
Linha do tempo
25 de dezembro de 2025: Flávio Bolsonaro afirma que uma carta lida antes de uma cirurgia confirma a indicação de seu pai, Jair Bolsonaro, para a disputa presidencial.
26 de dezembro de 2025: Pesquisa Paraná Pesquisas é divulgada, revelando que o presidente Lula é competitivo, mas sem uma vantagem clara sobre os rivais, e que a oposição permanece aberta.
27 de dezembro de 2025: Especialistas apontam que a escala de trabalho 6x1 é mais viável como tema de campanha do que PEC em 2026, devido ao ano legislativo curto, e que a queda da Selic e projetos sociais ganharão protagonismo na reta final do mandato Lula.
09 de janeiro de 2026: O presidente do Partido Progressistas (PP) sugere Romeu Zema como vice-presidenciável de Flávio Bolsonaro, com o objetivo de usar a experiência do governador para contrabalançar críticas e fazer "acenos ao centro" político.
13 de janeiro de 2026: Pesquisa Meio/Ideia é divulgada, apontando Tarcísio de Freitas como o adversário mais competitivo do presidente Lula em um eventual segundo turno, com um cenário de empate técnico.
13 de janeiro de 2026: Nova pesquisa Meio/Ideia é divulgada, indicando que o presidente Lula aparece à frente de todos os potenciais adversários, incluindo Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
13 de janeiro de 2026: Flávio Bolsonaro defende Tarcísio de Freitas de pressões por apoio político, expressando confiança em sua lealdade, embora aliados de Tarcísio esperem um posicionamento mais incisivo.
13 de janeiro de 2026: O ministro Fernando Haddad declara que conversará com o presidente Lula sobre seu futuro político "quando ele quiser", sem comentar uma data para deixar o ministério em função das eleições.
14 de janeiro de 2026: É noticiado que Romeu Zema, governador de Minas Gerais, deve se desincompatibilizar do cargo em março para disputar a Presidência da República, planejando intensificar viagens pelo país em busca de apoio político e eleitoral.
14 de janeiro de 2026: A primeira pesquisa Quaest de 2026 é divulgada, mostrando Lula à frente em todos os cenários de 1º e 2º turno. A pesquisa também indica que a candidatura de Flávio Bolsonaro ganhou força, consolidando-se como segundo colocado, e que Tarcísio de Freitas reduziu a vantagem de Lula no 2º turno para cinco pontos percentuais.
14 de janeiro de 2026: Uma pesquisa revela alta desaprovação do governo Lula entre jovens de 16 a 34 anos, mas a oposição não consegue capitalizar esses votos devido à rejeição difusa, mantendo o cenário travado para 2026 e abrindo espaço para candidatos fora da polarização.
14 de janeiro de 2026: Pesquisa Quaest indica que 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro levará sua candidatura presidencial até o fim (aumento de 49% na pesquisa anterior), enquanto 34% pensam que ele usará a candidatura para negociar. O levantamento também aponta que 44% dos entrevistados consideram que Jair Bolsonaro errou ao indicar Flávio como candidato (queda de 54% na pesquisa anterior), contra 43% que acham que ele acertou. A pesquisa também mostra que o governo Lula tem 49% de desaprovação e 47% de aprovação.
Principais atores
Jair Bolsonaro: Ex-presidente da República, mencionado como possível candidato ou influenciador na escolha de um nome para a disputa presidencial. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 indica que 44% dos entrevistados acham que ele errou ao indicar Flávio como candidato à Presidência em 2026, enquanto 43% acham que acertou. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026 mostra que 43% dos brasileiros consideram acertada a decisão de Bolsonaro de indicar o filho como candidato, um aumento em relação a dezembro.
Flávio Bolsonaro: Senador da República, filho de Jair Bolsonaro, que se manifestou sobre a indicação de seu pai para as eleições de 2026 e é cogitado como possível candidato à presidência, com sugestões de nomes para sua chapa. Pesquisas recentes o colocam atrás de Lula. A pesquisa Quaest de janeiro de 2026 indica que sua candidatura ganhou força, consolidando-se como segundo colocado nos cenários de 1º turno e atraindo apoio da direita não bolsonarista. A crença de que ele levará sua candidatura até o fim aumentou para 54%, segundo a pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026, com 34% acreditando que ele usará a candidatura para negociar. Ele também defendeu Tarcísio de Freitas de pressões por apoio político, afirmando confiar na lealdade do governador. Em um cenário sem Tarcísio de Freitas, a pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 aponta um crescimento de 5 pontos percentuais para Flávio Bolsonaro, aumentando a pressão sobre Lula no primeiro turno. Em 15 de janeiro de 2026, ele contestou os resultados da pesquisa Quaest, que apontou uma vantagem de 13 pontos percentuais para Lula, afirmando que o resultado “ainda não reflete bem a realidade”. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026 o coloca em segundo lugar em seis dos sete cenários de 1º turno testados, com sua pontuação mais alta sendo 32% em um cenário sem Tarcísio, Ratinho e Caiado. Ele demonstra crescimento entre a direita não bolsonarista, alcançando quase 50% das intenções de voto nesse segmento em um cenário com todos os candidatos. Sua rejeição diminuiu de 60% para 55% no último mês, mas ainda é a maior entre os candidatos da oposição.
Luiz Inácio Lula da Silva: Atual Presidente da República, que, segundo pesquisas iniciais, mostra-se competitivo para 2026, e que, de acordo com a pesquisa Meio/Ideia de janeiro de 2026 e a pesquisa Quaest do mesmo mês, lidera as intenções de voto no primeiro e segundo turnos contra todos os potenciais adversários, com uma vantagem de 13 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro na pesquisa Quaest. Apesar da liderança, a Quaest aponta que 56% dos brasileiros acreditam que ele não merece mais um mandato e 49% desaprovam seu governo. Entre os jovens de 16 a 34 anos, a desaprovação ao seu governo é particularmente alta. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 também registrou 49% de desaprovação e 47% de aprovação para seu governo. O levantamento da Quaest de 14 de janeiro de 2026 sugere que Lula pode estar atingindo um teto de intenções de voto neste momento da corrida eleitoral, especialmente com o avanço de Flávio Bolsonaro em cenários sem Tarcísio. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026 indica que Lula vence em todos os cenários de 1º e 2º turno, com intenções de voto variando entre 35% e 40% no 1º turno. No 2º turno, a menor diferença é contra Tarcísio de Freitas (44% a 39%). A avaliação do seu governo está em empate técnico (49% desaprovam, 47% aprovam), e 56% da população acredita que ele não merece um novo mandato. A polarização contra a família Bolsonaro pode favorecê-lo, pois 46% temem o retorno da família Bolsonaro ao poder.
Eleitorado Jovem
Uma pesquisa divulgada em 14 de janeiro de 2026 revelou que os jovens brasileiros, na faixa etária de 16 a 34 anos, demonstram uma alta desaprovação ao governo do presidente Lula. Apesar dessa insatisfação, a oposição tem encontrado dificuldades em capitalizar esses votos, pois há uma rejeição difusa aos nomes tradicionais. Esse cenário mantém a disputa eleitoral de 2026 "travada" em relação a esse segmento, abrindo uma oportunidade para candidatos que se posicionem fora da polarização atual e busquem alternativas políticas que atraiam esse eleitorado descontentes. A desaprovação juvenil pode se tornar um fator decisivo nas próximas eleições, caso seja bem explorada por novos nomes.
Termos importantes
Plebiscito: Consulta popular sobre uma questão política ou legislativa.
Polarização política: Divisão acentuada das opiniões políticas em extremos opostos.
Disputa presidencial: A corrida eleitoral para o cargo de Presidente da República.
Teto eleitoral: Termo que se refere ao limite máximo de votos que um candidato ou partido pode alcançar em uma eleição, indicando que ele pode ter dificuldade em atrair eleitores além de sua base atual. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 sugere que o presidente Lula pode estar atingindo um teto eleitoral neste momento.
Escala 6x1: Modelo de jornada de trabalho em que o empregado trabalha seis dias e folga um.
PEC (Proposta de Emenda à Constituição): Proposta legislativa que visa modificar a Constituição Federal.
Acenos ao centro: Estratégia política de um candidato ou partido para atrair eleitores de posições políticas mais moderadas, buscando ampliar sua base de apoio.
Desincompatibilização: Ato de um servidor público de se afastar do cargo dentro do prazo legal para poder concorrer a um cargo eletivo.
Direita não bolsonarista: Segmento do eleitorado de direita que não se identifica diretamente com o bolsonarismo, mas pode ser atraído por candidatos dessa vertente política. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026 aponta que Flávio Bolsonaro tem ganhado força nesse segmento.
14 de janeiro de 2026: Pesquisa Quaest aponta crescimento de 5 pontos para Flávio Bolsonaro em um cenário sem Tarcísio de Freitas, pressionando o presidente Lula no primeiro turno e sugerindo um teto para suas intenções de voto.
15 de janeiro de 2026: Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, contesta os resultados da pesquisa Quaest, que aponta uma vantagem de 13 pontos percentuais para Lula, afirmando que o resultado “ainda não reflete bem a realidade”.
15 de janeiro de 2026: A pesquisa Quaest, realizada entre 8 e 11 de janeiro, é divulgada, mostrando que Lula venceria em todos os cenários de 1º e 2º turno, com a menor diferença contra Tarcísio de Freitas (44% a 39%). O levantamento também aponta que 49% desaprovam o governo Lula e 47% aprovam, e que 56% dos entrevistados acreditam que Lula não merece um novo mandato. Flávio Bolsonaro se consolida como segundo colocado em cenários de 1º turno e ganha força entre a direita não bolsonarista.
15 de janeiro de 2026: Tarcísio de Freitas reitera seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República, afirmando que seu projeto político está concentrado em São Paulo e negando qualquer intenção prévia de disputar a Presidência.
17 de janeiro de 2026: É noticiado que o PSD, sob a liderança de Kassab, busca projetar nacionalmente Ratinho Jr. para a disputa presidencial, mas essa estratégia esbarra em alianças locais já estabelecidas em seis estados, o que pode levar o partido a apoiar a reeleição de Lula ou outro candidato.
19 de janeiro de 2026: O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declara que a economia não será decisiva para a vitória ou derrota nas eleições de 2026, usando o exemplo de Bolsonaro para ilustrar a imprevisibilidade do cenário político.
23 de janeiro de 2026: O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirma que as recentes mudanças em seu secretariado, incluindo a saída de Guilherme Derrite (que disputará o Senado) e Valéria Bolsonaro (que deve concorrer à Assembleia Legislativa), visam liberar auxiliares que pretendem disputar as eleições de 2026 e trazer novos nomes com foco na gestão. Ele também elogia o trabalho de Gilberto Kassab e aguarda seus próximos passos, com Kassab sendo cotado para vice-governador em sua chapa. Arthur Lima, ex-chefe da Casa Civil, assume a Secretaria de Justiça, e Roberto Carneiro assume um papel mais político no Palácio dos Bandeirantes.
Michelle Bolsonaro: Ex-primeira-dama, citada como potencial adversária de Lula em pesquisas recentes.
Romeu Zema: Governador de Minas Gerais, sugerido pelo presidente do PP como possível vice-presidenciável na chapa de Flávio Bolsonaro, visando agregar experiência e atrair o centro político. Mais recentemente, foi noticiado que Zema planeja se desincompatibilizar do governo em março de 2026 para se lançar como candidato à Presidência da República, buscando apoio político e eleitoral em viagens pelo país. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026 o inclui em cenários de 1º turno, onde Lula o venceria no 2º turno por 46% a 31%.
Presidente do PP: Líder do Partido Progressistas, que atua na articulação de chapas e na busca por nomes que possam fortalecer a oposição, sugerindo Romeu Zema como vice de Flávio Bolsonaro.
Tarcísio de Freitas: Governador de São Paulo, apontado pela pesquisa Meio/Ideia de janeiro de 2026 como um dos potenciais adversários de Lula, mas que aparece atrás do atual presidente tanto no primeiro quanto no segundo turno. A pesquisa Quaest de janeiro de 2026 indica que ele reduziu a diferença para Lula em um cenário de 2º turno para cinco pontos percentuais, sendo o adversário com a menor diferença em um eventual segundo turno. Apesar de ter declarado apoio a Flávio Bolsonaro, ele tem sido alvo de pressões por um posicionamento mais incisivo, sendo defendido por Flávio Bolsonaro, que confia em sua lealdade. Seu desafio é conquistar eleitores independentes e bolsonaristas em caso de desistência de Flávio. A ausência de Tarcísio de Freitas na disputa, conforme simulado pela pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026, altera significativamente o cenário eleitoral, beneficiando Flávio Bolsonaro. A pesquisa Quaest de 15 de janeiro de 2026 o aponta como o candidato mais competitivo da oposição contra Lula no 2º turno, com a diferença caindo para cinco pontos (44% a 39%). Ele mostra crescimento entre eleitores independentes e na direita não bolsonarista. Seu trunfo é o apoio crescente da direita bolsonarista em um cenário contra Lula, e seu desafio é convencer eleitores independentes e bolsonaristas a aderirem ao seu projeto em caso de desistência de Flávio. Em 15 de janeiro de 2026, Tarcísio reiterou seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência, afirmando que seu projeto político atual está concentrado no estado de São Paulo e negando categoricamente ter tido a intenção de disputar a Presidência da República. Em 23 de janeiro de 2026, ele afirmou que as mudanças em seu secretariado visam liberar auxiliares para as eleições e trazer novos nomes para a gestão, e que conta com Gilberto Kassab na construção de projetos em São Paulo e nacionalmente.
Fernando Haddad: Ministro da Fazenda, que declarou que conversará com o presidente Lula sobre seu futuro político, indicando a possibilidade de se desincompatibilizar do ministério para as eleições. Em 19 de janeiro de 2026, ele afirmou que a economia não será o fator decisivo para o resultado eleitoral de 2026, destacando a imprevisibilidade do cenário político.
Ratinho Jr.: Governador do Paraná, que o PSD busca projetar nacionalmente como possível candidato à presidência, embora essa ambição enfrente desafios devido a alianças locais do partido em diversos estados.
Gilberto Kassab: Líder do PSD, que articula a projeção nacional de Ratinho Jr. para a presidência, mas enfrenta a complexidade das alianças locais do partido. Atualmente secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, é cotado para ser candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio de Freitas, que elogiou seu trabalho e aguarda seus próximos passos.
Felipe Nunes: Diretor da Quaest, responsável pela análise da pesquisa de janeiro de 2026, que oferece insights sobre os trunfos e desafios dos candidatos da oposição, a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro e a aproximação de Tarcísio de Freitas, além de analisar o impacto da ausência de Tarcísio no cenário. Ele destaca que a força de Flávio Bolsonaro não é apenas fruto do apoio bolsonarista, mas também da direita não bolsonarista, e que a oposição teria mais chances contra Lula com um nome não bolsonarista.
Guilherme Derrite: Ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, que deixou o cargo em dezembro de 2025 para disputar uma vaga no Senado em outubro de 2026.
Valéria Bolsonaro: Ex-secretária do governo de São Paulo, que deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026.
Arthur Lima: Ex-chefe da Casa Civil do governo de São Paulo, que assumiu a Secretaria de Justiça em 23 de janeiro de 2026.
Roberto Carneiro: Presidente estadual do Republicanos, que assumiu um papel de articulador político no Palácio dos Bandeirantes em 23 de janeiro de 2026.