Eleições Brasileiras 2026
Adicionado evento de 15/01/2026 sobre a reação de Flávio Bolsonaro à pesquisa Quaest e sua declaração sobre a vantagem de Lula.
As Eleições Brasileiras de 2026 serão um pleito fundamental para a definição dos rumos políticos do Brasil. Nelas, serão eleitos o Presidente e Vice-Presidente da República, governadores e vice-governadores de todos os estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais/distritais. A corrida presidencial, em particular, já começa a ganhar contornos, com especulações e movimentações de possíveis candidatos e partidos, e pesquisas iniciais indicam um cenário competitivo. Articulações partidárias para a formação de chapas, incluindo a busca por nomes para vice-presidência e acenos ao centro político, já estão em andamento. Levantamentos recentes apontam o presidente Lula à frente de todos os potenciais adversários no primeiro e segundo turnos, incluindo Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em janeiro, reforça a liderança de Lula em todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas também aponta para a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro como segundo colocado e uma aproximação de Tarcísio de Freitas em um eventual segundo turno contra Lula. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, também emerge como um possível candidato à presidência, com planos de se desincompatibilizar do cargo em março de 2026 para intensificar sua campanha. A dinâmica entre figuras como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, com Flávio defendendo Tarcísio de pressões por apoio político e expressando confiança em sua lealdade, mesmo com a expectativa de aliados por um posicionamento mais incisivo de Tarcísio, demonstra a complexidade das alianças e expectativas dentro dos grupos políticos. O ministro Fernando Haddad também indicou que conversará com o presidente Lula sobre seu futuro político, sinalizando possíveis movimentações ministeriais relacionadas às eleições. Um ponto de atenção é a alta desaprovação do governo Lula entre os jovens de 16 a 34 anos, um eleitorado que, apesar da insatisfação, ainda não encontrou uma alternativa clara na oposição, abrindo espaço para candidatos fora da polarização. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 também revelou que 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro levará sua candidatura presidencial até o fim, enquanto 34% pensam que ele a usará para negociar. Além disso, 44% dos entrevistados consideram que o ex-presidente Jair Bolsonaro errou ao indicar o filho Flávio como candidato, contra 43% que acham que ele acertou. O governo Lula apresenta 49% de desaprovação e 47% de aprovação, conforme o mesmo levantamento. Em um cenário sem Tarcísio de Freitas, a pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 indica um crescimento de 5 pontos percentuais para Flávio Bolsonaro, o que aumenta a pressão sobre o presidente Lula no primeiro turno, sugerindo um possível teto para suas intenções de voto neste momento da corrida eleitoral. Após a divulgação da pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro contestou os resultados, afirmando que a vantagem de 13 pontos percentuais de Lula “ainda não reflete bem a realidade”.
O Brasil possui um sistema eleitoral democrático com eleições regulares para cargos executivos e legislativos em níveis federal, estadual e municipal. As eleições de 2026 ocorrerão em um cenário pós-pandemia de COVID-19 e em meio a debates sobre a economia, políticas sociais e o futuro da democracia no país. O pleito anterior, em 2022, foi marcado por uma polarização política acentuada, e espera-se que essa dinâmica continue a influenciar a próxima disputa eleitoral. Pesquisas realizadas a pouco mais de um ano do pleito já apontam que, embora o atual presidente seja competitivo, ele enfrenta um "teto eleitoral", e a oposição ainda busca um nome consolidado. Recentemente, a pesquisa Meio/Ideia indicou o presidente Lula à frente de todos os potenciais adversários no primeiro turno e também liderando em simulações de segundo turno contra nomes como Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em janeiro, corrobora a liderança de Lula, mas também mostra um avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro, que se consolida como segundo colocado e atrai apoio da direita não bolsonarista. A mesma pesquisa indica que Tarcísio de Freitas reduziu a diferença para Lula em um cenário de segundo turno. O mercado financeiro permanece atento à sucessão bolsonarista. Especialistas indicam que, devido ao ano legislativo curto de 2026, temas de fácil apelo popular, como a escala de trabalho 6x1, devem ganhar destaque nas campanhas, em detrimento de Propostas de Emenda à Constituição (PEC). A queda da taxa Selic e a promoção de projetos sociais também são esperadas como bandeiras importantes na reta final do mandato do atual governo. A busca por um perfil que agregue diferentes espectros políticos, como a sugestão de nomes com experiência executiva para a vice-presidência, demonstra a intenção de alguns partidos em fazer "acenos ao centro" para as eleições de 2026. A movimentação de Romeu Zema para se desincompatibilizar do governo de Minas Gerais em março de 2026, visando uma candidatura presidencial, adiciona um novo elemento ao cenário político, indicando uma intensificação das articulações para a disputa. Dentro do campo bolsonarista, a lealdade e o posicionamento de figuras como Tarcísio de Freitas são pontos de atenção, com Flávio Bolsonaro defendendo o governador de pressões por um apoio mais explícito, apesar de Tarcísio já ter declarado seu suporte. Essa dinâmica reflete as tensões e expectativas internas sobre a consolidação das alianças para a eleição. A declaração do ministro Fernando Haddad sobre discutir seu futuro político com o presidente Lula reforça a expectativa de que membros do governo poderão se desincompatibilizar para disputar as eleições. Apesar da liderança de Lula nas pesquisas, a Quaest aponta que 56% dos brasileiros acreditam que ele não merece mais um mandato, e 49% desaprovam seu governo, indicando desafios para sua continuidade. Um aspecto relevante é a desaprovação do governo Lula entre os jovens de 16 a 34 anos, que, embora insatisfeitos, ainda não se inclinam para a oposição devido a uma rejeição difusa, o que pode abrir caminho para candidatos que se posicionem fora da polarização tradicional. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026 também mostrou uma mudança na percepção sobre a indicação de Flávio Bolsonaro por seu pai, com 44% considerando que Jair Bolsonaro errou, uma queda em relação aos 54% da pesquisa anterior. A aprovação do governo Lula foi de 47%, enquanto a desaprovação atingiu 49% no mesmo levantamento. A pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026, ao indicar um crescimento de 5 pontos para Flávio Bolsonaro em um cenário sem Tarcísio, sugere que o presidente Lula pode estar enfrentando um "teto" eleitoral neste momento, intensificando a pressão sobre sua candidatura no primeiro turno. A reação de Flávio Bolsonaro à pesquisa Quaest, na qual ele minimiza a vantagem de 13 pontos percentuais de Lula, demonstra a estratégia de alguns pré-candidatos em contestar resultados desfavoráveis e manter o otimismo em relação às suas chances eleitorais.
Uma pesquisa divulgada em 14 de janeiro de 2026 revelou que os jovens brasileiros, na faixa etária de 16 a 34 anos, demonstram uma alta desaprovação ao governo do presidente Lula. Apesar dessa insatisfação, a oposição tem encontrado dificuldades em capitalizar esses votos, pois há uma rejeição difusa aos nomes tradicionais. Esse cenário mantém a disputa eleitoral de 2026 "travada" em relação a esse segmento, abrindo uma oportunidade para candidatos que se posicionem fora da polarização atual e busquem alternativas políticas que atraiam esse eleitorado descontentes. A desaprovação juvenil pode se tornar um fator decisivo nas próximas eleições, caso seja bem explorada por novos nomes.