Visão geral
As Eleições Brasileiras de 2026 serão um pleito fundamental para a definição dos rumos políticos do Brasil. Nelas, serão eleitos o Presidente e Vice-Presidente da República, governadores e vice-governadores de todos os estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais/distritais. A corrida presidencial, em particular, já começa a ganhar contornos, com especulações e movimentações de possíveis candidatos e partidos, e pesquisas iniciais indicam um cenário competitivo. Articulações partidárias para a formação de chapas, incluindo a busca por nomes para vice-presidência e acenos ao centro político, já estão em andamento. Levantamentos recentes apontam o presidente Lula à frente de todos os potenciais adversários no primeiro e segundo turnos, incluindo Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em janeiro, reforça a liderança de Lula em todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas também aponta para a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro como segundo colocado e uma aproximação de Tarcísio de Freitas em um eventual segundo turno contra Lula. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, também emerge como um possível candidato à presidência, com planos de se desincompatibilizar do cargo em março de 2026 para intensificar sua campanha. A dinâmica entre figuras como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, com Flávio defendendo Tarcísio de pressões por apoio político e expressando confiança em sua lealdade, mesmo com a expectativa de aliados por um posicionamento mais incisivo de Tarcísio, demonstra a complexidade das alianças e expectativas dentro dos grupos políticos. O ministro Fernando Haddad também indicou que conversará com o presidente Lula sobre seu futuro político, sinalizando possíveis movimentações ministeriais relacionadas às eleições. Um ponto de atenção é a alta desaprovação do governo Lula entre os jovens de 16 a 34 anos, um eleitorado que, apesar da insatisfação, ainda não encontrou uma alternativa clara na oposição, abrindo espaço para candidatos fora da polarização.
Contexto e histórico
O Brasil possui um sistema eleitoral democrático com eleições regulares para cargos executivos e legislativos em níveis federal, estadual e municipal. As eleições de 2026 ocorrerão em um cenário pós-pandemia de COVID-19 e em meio a debates sobre a economia, políticas sociais e o futuro da democracia no país. O pleito anterior, em 2022, foi marcado por uma polarização política acentuada, e espera-se que essa dinâmica continue a influenciar a próxima disputa eleitoral. Pesquisas realizadas a pouco mais de um ano do pleito já apontam que, embora o atual presidente seja competitivo, ele enfrenta um "teto eleitoral", e a oposição ainda busca um nome consolidado. Recentemente, a pesquisa Meio/Ideia indicou o presidente Lula à frente de todos os potenciais adversários no primeiro turno e também liderando em simulações de segundo turno contra nomes como Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em janeiro, corrobora a liderança de Lula, mas também mostra um avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro, que se consolida como segundo colocado e atrai apoio da direita não bolsonarista. A mesma pesquisa indica que Tarcísio de Freitas reduziu a diferença para Lula em um cenário de segundo turno. O mercado financeiro permanece atento à sucessão bolsonarista. Especialistas indicam que, devido ao ano legislativo curto de 2026, temas de fácil apelo popular, como a escala de trabalho 6x1, devem ganhar destaque nas campanhas, em detrimento de Propostas de Emenda à Constituição (PEC). A queda da taxa Selic e a promoção de projetos sociais também são esperadas como bandeiras importantes na reta final do mandato do atual governo. A busca por um perfil que agregue diferentes espectros políticos, como a sugestão de nomes com experiência executiva para a vice-presidência, demonstra a intenção de alguns partidos em fazer "acenos ao centro" para as eleições de 2026. A movimentação de Romeu Zema para se desincompatibilizar do governo de Minas Gerais em março de 2026, visando uma candidatura presidencial, adiciona um novo elemento ao cenário político, indicando uma intensificação das articulações para a disputa. Dentro do campo bolsonarista, a lealdade e o posicionamento de figuras como Tarcísio de Freitas são pontos de atenção, com Flávio Bolsonaro defendendo o governador de pressões por um apoio mais explícito, apesar de Tarcísio já ter declarado seu suporte. Essa dinâmica reflete as tensões e expectativas internas sobre a consolidação das alianças para a eleição. A declaração do ministro Fernando Haddad sobre discutir seu futuro político com o presidente Lula reforça a expectativa de que membros do governo poderão se desincompatibilizar para disputar as eleições. Apesar da liderança de Lula nas pesquisas, a Quaest aponta que 56% dos brasileiros acreditam que ele não merece mais um mandato, e 49% desaprovam seu governo, indicando desafios para sua continuidade. Um aspecto relevante é a desaprovação do governo Lula entre os jovens de 16 a 34 anos, que, embora insatisfeitos, ainda não se inclinam para a oposição devido a uma rejeição difusa, o que pode abrir caminho para candidatos que se posicionem fora da polarização tradicional.
Linha do tempo
- 25 de dezembro de 2025: Flávio Bolsonaro afirma que uma carta lida antes de uma cirurgia confirma a indicação de seu pai, Jair Bolsonaro, para a disputa presidencial.
- 26 de dezembro de 2025: Pesquisa Paraná Pesquisas é divulgada, revelando que o presidente Lula é competitivo, mas sem uma vantagem clara sobre os rivais, e que a oposição permanece aberta.
- 27 de dezembro de 2025: Especialistas apontam que a escala de trabalho 6x1 é mais viável como tema de campanha do que PEC em 2026, devido ao ano legislativo curto, e que a queda da Selic e projetos sociais ganharão protagonismo na reta final do mandato Lula.
- 09 de janeiro de 2026: O presidente do Partido Progressistas (PP) sugere Romeu Zema como vice-presidenciável de Flávio Bolsonaro, com o objetivo de usar a experiência do governador para contrabalançar críticas e fazer "acenos ao centro" político.
- 13 de janeiro de 2026: Pesquisa Meio/Ideia é divulgada, apontando Tarcísio de Freitas como o adversário mais competitivo do presidente Lula em um eventual segundo turno, com um cenário de empate técnico.
- 13 de janeiro de 2026: Nova pesquisa Meio/Ideia é divulgada, indicando que o presidente Lula aparece à frente de todos os potenciais adversários, incluindo Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
- 13 de janeiro de 2026: Flávio Bolsonaro defende Tarcísio de Freitas de pressões por apoio político, expressando confiança em sua lealdade, embora aliados de Tarcísio esperem um posicionamento mais incisivo.
- 13 de janeiro de 2026: O ministro Fernando Haddad declara que conversará com o presidente Lula sobre seu futuro político "quando ele quiser", sem comentar uma data para deixar o ministério em função das eleições.
- 14 de janeiro de 2026: É noticiado que Romeu Zema, governador de Minas Gerais, deve se desincompatibilizar do cargo em março para disputar a Presidência da República, planejando intensificar viagens pelo país em busca de apoio político e eleitoral.
- 14 de janeiro de 2026: A primeira pesquisa Quaest de 2026 é divulgada, mostrando Lula à frente em todos os cenários de 1º e 2º turno. A pesquisa também indica que a candidatura de Flávio Bolsonaro ganhou força, consolidando-se como segundo colocado, e que Tarcísio de Freitas reduziu a vantagem de Lula no 2º turno para cinco pontos percentuais. A Quaest também revela que 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro levará sua candidatura até o fim, e que 56% da população não acredita que Lula mereça mais um mandato.
- 14 de janeiro de 2026: Uma pesquisa revela alta desaprovação do governo Lula entre jovens de 16 a 34 anos, mas a oposição não consegue capitalizar esses votos devido à rejeição difusa, mantendo o cenário travado para 2026 e abrindo espaço para candidatos fora da polarização.
Principais atores
- Jair Bolsonaro: Ex-presidente da República, mencionado como possível candidato ou influenciador na escolha de um nome para a disputa presidencial.
- Flávio Bolsonaro: Senador da República, filho de Jair Bolsonaro, que se manifestou sobre a indicação de seu pai para as eleições de 2026 e é cogitado como possível candidato à presidência, com sugestões de nomes para sua chapa. Pesquisas recentes o colocam atrás de Lula. A pesquisa Quaest de janeiro de 2026 indica que sua candidatura ganhou força, consolidando-se como segundo colocado nos cenários de 1º turno e atraindo apoio da direita não bolsonarista. A crença de que ele levará sua candidatura até o fim aumentou para 54%. Ele também defendeu Tarcísio de Freitas de pressões por apoio político, afirmando confiar na lealdade do governador.
- Luiz Inácio Lula da Silva: Atual Presidente da República, que, segundo pesquisas iniciais, mostra-se competitivo para 2026, e que, de acordo com a pesquisa Meio/Ideia de janeiro de 2026 e a pesquisa Quaest do mesmo mês, lidera as intenções de voto no primeiro e segundo turnos contra todos os potenciais adversários. Apesar da liderança, a Quaest aponta que 56% dos brasileiros acreditam que ele não merece mais um mandato e 49% desaprovam seu governo. Entre os jovens de 16 a 34 anos, a desaprovação ao seu governo é particularmente alta.
- Michelle Bolsonaro: Ex-primeira-dama, citada como potencial adversária de Lula em pesquisas recentes.
- Romeu Zema: Governador de Minas Gerais, sugerido pelo presidente do PP como possível vice-presidenciável na chapa de Flávio Bolsonaro, visando agregar experiência e atrair o centro político. Mais recentemente, foi noticiado que Zema planeja se desincompatibilizar do governo em março de 2026 para se lançar como candidato à Presidência da República, buscando apoio político e eleitoral em viagens pelo país.
- Presidente do PP: Líder do Partido Progressistas, que atua na articulação de chapas e na busca por nomes que possam fortalecer a oposição, sugerindo Romeu Zema como vice de Flávio Bolsonaro.
- Tarcísio de Freitas: Governador de São Paulo, apontado pela pesquisa Meio/Ideia de janeiro de 2026 como um dos potenciais adversários de Lula, mas que aparece atrás do atual presidente tanto no primeiro quanto no segundo turno. A pesquisa Quaest de janeiro de 2026 indica que ele reduziu a diferença para Lula em um cenário de 2º turno para cinco pontos percentuais. Apesar de ter declarado apoio a Flávio Bolsonaro, ele tem sido alvo de pressões por um posicionamento mais incisivo, sendo defendido por Flávio Bolsonaro, que confia em sua lealdade. Seu desafio é conquistar eleitores independentes e bolsonaristas em caso de desistência de Flávio.
- Fernando Haddad: Ministro, que declarou que conversará com o presidente Lula sobre seu futuro político, indicando a possibilidade de se desincompatibilizar do ministério para as eleições.
Eleitorado Jovem
Uma pesquisa divulgada em 14 de janeiro de 2026 revelou que os jovens brasileiros, na faixa etária de 16 a 34 anos, demonstram uma alta desaprovação ao governo do presidente Lula. Apesar dessa insatisfação, a oposição tem encontrado dificuldades em capitalizar esses votos, pois há uma rejeição difusa aos nomes tradicionais. Esse cenário mantém a disputa eleitoral de 2026 "travada" em relação a esse segmento, abrindo uma oportunidade para candidatos que se posicionem fora da polarização atual e busquem alternativas políticas que atraiam esse eleitorado descontentes. A desaprovação juvenil pode se tornar um fator decisivo nas próximas eleições, caso seja bem explorada por novos nomes.
Termos importantes
- Plebiscito: Consulta popular sobre uma questão política ou legislativa.
- Polarização política: Divisão acentuada das opiniões políticas em extremos opostos.
- Disputa presidencial: A corrida eleitoral para o cargo de Presidente da República.
- Teto eleitoral: Termo que se refere ao limite máximo de votos que um candidato ou partido pode alcançar em uma eleição, indicando que ele pode ter dificuldade em atrair eleitores além de sua base atual.
- Escala 6x1: Modelo de jornada de trabalho em que o empregado trabalha seis dias e folga um.
- PEC (Proposta de Emenda à Constituição): Proposta legislativa que visa modificar a Constituição Federal.
- Acenos ao centro: Estratégia política de um candidato ou partido para atrair eleitores de posições políticas mais moderadas, buscando ampliar sua base de apoio.
- Desincompatibilização: Ato de um servidor público de se afastar do cargo dentro do prazo legal para poder concorrer a um cargo eletivo.
- Direita não bolsonarista: Segmento do eleitorado de direita que não se identifica diretamente com o bolsonarismo, mas pode ser atraído por candidatos dessa vertente política.