Eleição Presidencial Portugal 2026
Adicionado evento de 18/01/2026 sobre a confirmação do segundo turno entre António José Seguro e André Ventura, e atualizadas as seções para refletir a ocorrência do segundo turno.
A eleição presidencial portuguesa de 2026 é um pleito que visa eleger o Presidente da República de Portugal. As pesquisas de opinião indicavam uma disputa acirrada entre os principais candidatos, levantando a possibilidade de um segundo turno, que se confirmou. Este segundo turno, que não ocorria há 40 anos na história eleitoral portuguesa, será disputado entre António José Seguro, da centro-esquerda, e André Ventura, do populismo. Cerca de 11 milhões de portugueses foram às urnas para escolher o próximo presidente, em um pleito considerado um dos mais fragmentados da história recente do país. As projeções de abstenção indicam uma taxa entre 37% e 43%, o que, se confirmado, representaria a eleição presidencial com maior participação desde 2006.
A eleição presidencial de 2026 ocorre em um cenário político onde a possibilidade de um segundo turno era considerada significativa e se concretizou. Historicamente, as eleições presidenciais em Portugal têm sido decididas no primeiro turno na maioria das vezes. A última vez que um segundo turno foi necessário para definir o presidente foi há quatro décadas. A disputa atual, com vários candidatos fortes, sugeriu uma fragmentação do voto que impediu que qualquer candidato obtivesse a maioria absoluta no primeiro turno, levando à confirmação do segundo turno. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, que ocupou o cargo por quase uma década e foi marcado por uma postura conciliadora, está impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, abrindo espaço para uma corrida inédita ao Palácio de Belém. Em Portugal, o presidente é o chefe de Estado e exerce funções mais cerimoniais, mas em momentos de crise, a figura presidencial ganha mais peso político, podendo dissolver o Parlamento, destituir o governo e convocar eleições, além de comandar as Forças Armadas. A disputa eleitoral para o segundo turno reflete a polarização política entre a centro-esquerda e os movimentos populistas.