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Eduardo Bolsonaro
Adicionado evento de 19/02/2026 sobre a formalização da ação penal contra Eduardo Bolsonaro no STF, com Alexandre de Moraes como relator, e detalhes sobre o processo judicial.
Eduardo Bolsonaro é um político brasileiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foi deputado federal por São Paulo pelo PL, eleito em 2022. Seu mandato foi cassado em 18 de dezembro de 2025 pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados devido a excesso de faltas, após residir nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. É réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de coação em processo judicial envolvendo o pai, e a ação penal contra ele foi formalizada em fevereiro de 2026. Mesmo após a cassação, continua ativo no cenário político, comentando sobre política externa e eventos internacionais, e criticando o governo Lula. Ele também tem se dedicado a promover a pré-candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro, à presidência em 2026, defendendo uma "virada à direita menos ideológica e mais tradicional" no cenário político global.
Eleito deputado federal por São Paulo em 2022 pelo PL, Eduardo Bolsonaro acumulou 78 sessões deliberativas na Câmara em 2025, faltando a 63 delas (cerca de 81%). Mudou-se para os EUA em fevereiro de 2025, estendendo a estadia em março para evitar suposta perseguição política e prisão ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes. Tentou exercer o mandato remotamente, indicar-se líder da minoria para dribrar faltas e votar à distância, sem sucesso. Teve salário bloqueado pelo STF e foi incluído na Dívida Ativa da União por R$ 14 mil em débitos. A cassação foi decidida pela Mesa Diretora, assinada pelo presidente Hugo Motta, para cumprir regra constitucional e evitar confronto com o STF, similar aos casos de Alexandre Ramagem e Carla Zambelli. Seu suplente, Missionário José Olímpio, assumiu a vaga. Em novembro de 2025, o STF aceitou por unanimidade a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou sua atuação nos Estados Unidos para promover um tarifaço contra exportações brasileiras e a suspensão de vistos de ministros do governo e da Corte, tornando-o réu pelo crime de coação no curso do processo. A ação penal foi formalizada em 19 de fevereiro de 2026, com o ministro Alexandre de Moraes como relator. Com a abertura da ação, Eduardo Bolsonaro poderá indicar testemunhas, apresentar provas de inocência e pedir diligências específicas para sua defesa. Após a instrução do processo, a Primeira Turma do STF decidirá sobre sua condenação ou absolvição. Após a cassação, Eduardo Bolsonaro manteve-se presente no debate político, expressando opiniões sobre a política externa brasileira e eventos globais, e trabalhando na articulação política para a candidatura de seu irmão.
Após a cassação de seu mandato, Eduardo Bolsonaro continuou a se manifestar sobre temas políticos, especialmente em relação à política externa. Em janeiro de 2026, criticou a agenda diplomática do governo brasileiro com o Irã, associando a visita do vice-presidente Geraldo Alckmin ao país à repressão interna iraniana. Na mesma ocasião, elogiou o presidente dos EUA, Donald Trump, por seu apoio aos protestos no Irã, sugerindo que a postura norte-americana poderia acelerar mudanças no regime iraniano. Suas declarações refletem a polarização política e as diferentes visões sobre a política externa no Brasil.
Em 26 de janeiro de 2026, durante uma conferência internacional de combate ao antissemitismo em Jerusalém, Israel, Eduardo Bolsonaro criticou o governo Lula por não classificar facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas, apesar de um pedido feito por Donald Trump. Ele argumentou que a ausência de ataques não significa ausência de terroristas e que facções brasileiras teriam ligações com o Hezbollah e a Jihad Islâmica. No evento, ele também acusou Organizações Não Governamentais (ONGs) de servirem como fachada para a estruturação de facções e associou o antissionismo ao antissemitismo moderno. Eduardo repudiou a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto em julho de 2025, questionando a decisão do governo Lula. Ele concordou com a afirmação de que Lula simboliza o socialismo conectado ao antissemitismo e pediu apoio à candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro, à presidência em outubro de 2026, mencionando que seu pai, Jair Bolsonaro, estaria preso devido ao uso político da lei e, portanto, impedido de concorrer.
Em 10 de fevereiro de 2026, Eduardo Bolsonaro defendeu em suas redes sociais que o mundo está "sedento" por uma "virada à direita menos ideológica e mais tradicional", focada em princípios que "já deram certo e respeitam nossas culturas". Essa declaração ocorreu no contexto da repercussão internacional de uma entrevista de seu irmão, Flávio Bolsonaro, à mídia francesa, onde Flávio criticou o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o presidente francês Emmanuel Macron. Eduardo tem cobrado engajamento de bolsonaristas e integrantes da direita na pré-candidatura de Flávio à Presidência em 2026. Ele e Flávio têm viajado ao exterior para consolidar o nome do senador como uma liderança alinhada à direita conservadora internacional, em meio a discussões sobre a pulverização de candidaturas da oposição.