Economia Brasileira
Adicionado evento de 29/01/2026 sobre o déficit primário do governo central em 2025 e o cumprimento da meta fiscal.
A economia brasileira é a maior da América Latina e uma das maiores do mundo, caracterizada por sua diversidade setorial, incluindo agricultura, indústria e serviços. O país enfrenta desafios estruturais como a inflação e as altas taxas de juros, que são temas recorrentes no debate econômico nacional. Em 2025, o setor de alimentos apresentou uma desaceleração significativa, com a inflação da categoria fechando em 2,9%, após os 7% registrados no ano anterior. Apesar do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 ter sido o menor desde 2018 e ter fechado dentro da banda de tolerância, economistas expressam preocupação com a inflação de serviços, especialmente aqueles intensivos em mão de obra, indicando riscos persistentes na avaliação qualitativa. Esta persistência nos serviços tem levado o mercado a precificar um cenário de juros mais altos por mais tempo, adiando as expectativas de um corte na taxa Selic no curto prazo. No setor automotivo, a produção de veículos novos cresceu 3,5% em 2025, totalizando 2,644 milhões de unidades, impulsionada principalmente por veículos leves, enquanto a produção de pesados retraiu 9,9%. As vendas de veículos novos cresceram 2,1% em 2025, um resultado que ficou aquém da projeção inicial da Fenabrave de 5%. Mais recentemente, em novembro de 2026, o setor de serviços brasileiro recuou 0,1%, frustrando as expectativas do mercado que projetava um avanço de 0,2%, o que indica um desempenho abaixo do esperado para a economia. No cenário internacional, o Brasil se prepara para a formalização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que promete criar a maior zona econômica do mundo, impactando o agronegócio e o comércio de bens de consumo. Para o setor bancário, o Goldman Sachs projeta um 2026 sólido, com expansão da carteira de crédito impulsionada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades de crédito. Em relação às contas públicas, o governo central registrou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025. No entanto, excluindo despesas extraordinárias como precatórios e indenizações de aposentados, o déficit ajustado foi de R$ 13,008 bilhões, ou 0,1% do PIB, permitindo que o governo cumprisse a meta fiscal de déficit zero para o ano, que possui uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou em 13 de janeiro de 2026 que o déficit primário do governo central para 2025 seria de 0,1% do PIB, destacando uma trajetória de melhoria anual dos resultados primários. Em 19 de janeiro de 2026, Haddad defendeu que o problema da dívida pública brasileira está no elevado patamar dos juros reais, e não no déficit público, que foi reduzido em 70% em dois anos. O país também se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, visando regularizar suas contribuições e reforçar sua atuação multilateral. No mercado imobiliário, o Índice FipeZAP registrou um aumento de 9,44% no valor dos aluguéis em 2025, superando a inflação geral e indicando um mercado aquecido, embora com um ritmo de crescimento mais moderado em comparação com anos anteriores. Este aumento nos aluguéis foi mais que o dobro do IPCA, que avançou 4,26% no mesmo período, resultando em uma alta real de 4,97% nos novos contratos. A vitalidade da economia e um mercado de trabalho forte, com a taxa de desemprego atingindo 5,2% no trimestre encerrado em novembro (a menor desde 2012), são apontados como fatores que sustentaram esse crescimento. No mercado financeiro, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, demonstrou volatilidade em 15 de janeiro de 2026, fechando com alta de 0,26% a 165.568,32 pontos, após testar a marca de 166 mil pontos durante o pregão. Em 23 de janeiro de 2026, o Ibovespa superou 178 mil pontos, atingindo 178.858 pontos e registrando a melhor semana desde abril de 2020, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro. No dia 16 de janeiro de 2026, o dólar recuou 0,61%, fechando a R$5,3684, influenciado pela prévia do PIB e fatores externos, e em 23 de janeiro de 2026, fechou a R$ 5,287, acumulando queda de 3,68% no ano. A entrada líquida de capitais estrangeiros na B3 atingiu R$ 12,35 bilhões em janeiro de 2026, quase metade do saldo positivo de 2025, beneficiando o Brasil como mercado emergente. Os juros altos no país, com a Taxa Selic em 15% ao ano, continuam a atrair capital externo. Segundo o Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026, a projeção para o IPCA de 2026 caiu para 4,00%, e para 2027, 2028 e 2029 as estimativas são de 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente. O IGP-M para 2026 recuou para 3,87%, com projeções de 4,00% para 2027, 3,85% para 2028 e 3,71% para 2029. A expectativa de crescimento do PIB para 2026 e 2027 é de 1,8%, e de 2,0% para 2028 e 2029. A projeção para o dólar em 2026 é de R$ 5,50, subindo para R$ 5,51 em 2027, R$ 5,52 em 2028 e R$ 5,58 em 2029. A taxa Selic projetada para 2026 é de 12,25% ao ano, mantendo-se em 10,50% para 2027, 10,00% para 2028 e 9,50% para 2029. Em relação às contas públicas, a meta contínua de inflação do Banco Central é de 3%, com variação aceitável entre 1,50% e 4,50%. Em relação às contas externas, o Brasil encerrou 2025 com um déficit em transações correntes de 3,02% do PIB, superando o saldo negativo do ano anterior, e registrou investimentos diretos negativos em dezembro, contrariando as expectativas de mercado. O déficit das contas externas brasileiras avançou para US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior em 11 anos, indicando que o país enviou mais dinheiro para fora do que recebeu. Em 2024, esse déficit foi de US$ 66,2 bilhões. A piora é atribuída principalmente a um superávit menor na balança comercial (US$ 59,9 bilhões em 2025 contra US$ 65,9 bilhões em 2024). A conta de serviços registrou um déficit de US$ 52,9 bilhões em 2025, e a conta de renda primária, um déficit de US$ 81,3 bilhões. O Banco Central projeta um déficit menor para 2026, de US$ 60 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil totalizaram US$ 77,6 bilhões em 2025, superando os US$ 74,1 bilhões de 2024, mas o BC estima uma queda para US$ 70 bilhões em 2026. Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 21,7 bilhões em 2025, o maior patamar em 11 anos, impulsionados pelo crescimento do PIB, da renda e pela queda de 11,18% do dólar frente ao real. Em contrapartida, os gastos de estrangeiros no Brasil atingiram um novo recorde de US$ 7,8 bilhões em 2025, com 9,29 milhões de turistas estrangeiros chegando ao país, o maior volume já registrado. O aumento do IOF sobre câmbio em meados de maio de 2025 para 3,5% para compra de moeda em espécie e remessas, e também para cartões de crédito, não impediu o crescimento dos gastos no exterior.
Historicamente, a economia brasileira tem sido marcada por ciclos de crescimento e recessão, com períodos de alta inflação e tentativas de estabilização monetária. A gestão da política monetária, especialmente a definição da taxa básica de juros, tem sido um ponto central nas discussões sobre o controle da inflação e o estímulo ao crescimento econômico. A complexidade das causas das altas taxas de juros no Brasil é frequentemente debatida, com economistas apontando para fatores estruturais além das decisões do Banco Central. Em 19 de janeiro de 2026, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou que o problema da dívida pública reside nos juros reais elevados, e não no déficit, que tem sido reduzido significativamente. Discussões sobre a reforma tributária e o sistema fiscal do país também são pautas constantes, impactando a tributação de empresas e investidores. No cenário recente de 2025, a estabilidade climática favoreceu colheitas recordes de itens básicos como arroz e feijão, aliviando o custo do "prato feito" para o consumidor, embora proteínas animais tenham mantido preços pressionados pelo baixo poder de compra da população. Contudo, mesmo com o IPCA geral sob controle em 2025, a avaliação qualitativa da inflação revela preocupações com o setor de serviços, que apresenta preços "estressados", particularmente em segmentos que demandam muita mão de obra, sugerindo que a inflação de serviços pode ser um desafio persistente. A divulgação do IPCA de 2025, embora dentro da meta, reforçou a percepção de que a inflação de serviços pressiona as expectativas do mercado, resultando em um avanço dos juros futuros e uma menor probabilidade de alívio na política monetária via corte da taxa Selic. No mesmo ano, o setor automotivo registrou um crescimento moderado nas vendas de veículos novos, de 2,1%, abaixo da projeção inicial de 5% da Fenabrave. A produção de veículos em 2025 alcançou 2,644 milhões de unidades, um aumento de 3,5% em relação a 2024, impulsionado por veículos leves, apesar da retração de 9,9% na produção de pesados. As exportações de veículos também tiveram um desempenho notável, crescendo 32,1% em 2025, totalizando 528.827 unidades, o melhor resultado desde 2018. Em contraste, as importações de veículos atingiram 497.765 unidades, o maior volume em 11 anos, com a China superando a Argentina como principal exportador e a entrada de seis novas marcas chinesas no mercado brasileiro. Em 2026, o governo federal anunciou um plano para reduzir o "custo Brasil" focado na reestruturação de corredores logísticos por meio de concessões, ferrovias e a implementação do sistema free flow, visando diminuir custos operacionais e aumentar a previsibilidade no setor de transportes. Indicadores de inflação como o IGP-M também são monitorados de perto, com a primeira prévia de janeiro de 2026 mostrando uma aceleração para 0,28%, após uma alta de 0,15% em dezembro. Paralelamente, o Brasil se posiciona para um marco histórico com a finalização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, cujas negociações se estendem desde 1995 e que culminarão na criação da maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo 27 países da UE e 4 do Mercosul, e um mercado de 720 milhões de consumidores. No entanto, o desempenho do setor de serviços em novembro de 2026, com uma retração de 0,1% contra uma projeção de avanço de 0,2%, indica uma desaceleração que frustra as expectativas do mercado e levanta preocupações sobre a recuperação econômica. Em contrapartida, o setor bancário brasileiro tem uma projeção positiva para 2026, com o Goldman Sachs prevendo uma expansão da carteira de crédito, sustentada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades de crédito. Em relação às finanças públicas, o governo central registrou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025. Contudo, ao excluir despesas extraordinárias como precatórios e indenizações de aposentados, o déficit ajustado foi de R$ 13,008 bilhões (0,1% do PIB), permitindo o cumprimento da meta fiscal de déficit zero para o ano, que tem uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projetou em 13 de janeiro de 2026 um déficit primário de 0,1% do PIB para o governo central em 2025, afirmando que o país demonstra uma melhoria contínua nos resultados primários. Adicionalmente, o Brasil se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, um movimento que visa regularizar suas contribuições e fortalecer sua presença multilateral. No mercado de aluguéis, o Índice FipeZAP reportou um aumento de 9,44% em 2025, superando a inflação e mostrando um mercado aquecido, embora com um ritmo de crescimento mais moderado. Este aumento foi mais que o dobro do IPCA de 4,26% no mesmo período, resultando em uma alta real de 4,97% nos novos contratos de aluguel. A vitalidade econômica e o mercado de trabalho forte, com a taxa de desemprego em 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025 (a menor da série histórica desde 2012), foram fatores que impulsionaram esse cenário. A queda do dólar em 16 de janeiro de 2026, influenciada pela prévia do PIB e pelo cenário externo, reflete a dinâmica do mercado de câmbio e a sensibilidade a indicadores econômicos e globais. Em 23 de janeiro de 2026, o Ibovespa registrou um novo recorde, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro, que atingiu R$ 12,35 bilhões em janeiro, quase metade do total de 2025. A Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, tem sido um fator atrativo para esses capitais. As projeções do Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 indicam uma queda na inflação para 2026 (IPCA de 4,00% e IGP-M de 3,87%), estabilidade no crescimento do PIB (1,8% para 2026 e 2027, 2,0% para 2028 e 2029) e na taxa Selic (12,25% para 2026, 10,50% para 2027, 10,00% para 2028 e 9,50% para 2029), mas uma alta na projeção do dólar para os anos mais longos (R$ 5,58 em 2029). Em 26 de janeiro de 2026, o Banco Central divulgou que o déficit em transações correntes do Brasil em 2025 foi de 3,02% do PIB, um valor superior ao ano anterior e que superou as expectativas de mercado. Os investimentos diretos no país em dezembro de 2025 também ficaram negativos, contrariando as projeções de um resultado positivo. O déficit das contas externas brasileiras em 2025 atingiu US$ 68,8 bilhões, o pior resultado em 11 anos, superando os US$ 66,2 bilhões de 2024. Este aumento no déficit está ligado a um menor superávit da balança comercial (US$ 59,9 bilhões em 2025 contra US$ 65,9 bilhões em 2024), além de déficits na conta de serviços (US$ 52,9 bilhões) e na conta de renda primária (US$ 81,3 bilhões). No entanto, os investimentos estrangeiros diretos no país aumentaram para US$ 77,6 bilhões em 2025, comparado a US$ 74,1 bilhões em 2024. Em 2025, os gastos de brasileiros no exterior alcançaram US$ 21,7 bilhões, o maior valor em 11 anos, impulsionados pela valorização do real frente ao dólar, que recuou 11,18% no ano. Apesar do aumento do IOF sobre câmbio em meados de maio de 2025, os gastos continuaram a crescer. Simultaneamente, os gastos de estrangeiros no Brasil atingiram um recorde de US$ 7,8 bilhões em 2025, com o país recebendo 9,29 milhões de turistas estrangeiros, o maior volume da série histórica.
A política fiscal e o sistema tributário são elementos cruciais da economia brasileira. Questões como a tributação de lucros e dividendos e a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil são pautas centrais. Esta última, inclusive, é apontada por especialistas como um fator que deve aquecer o consumo interno de proteínas em 2026, juntamente com o fluxo de recursos em anos eleitorais. Estímulos fiscais também são vistos como um dos impulsionadores da expansão da carteira de crédito para o setor bancário em 2026, conforme projeções do Goldman Sachs. Em relação às contas públicas, o governo central registrou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025. No entanto, ao excluir despesas extraordinárias como precatórios e indenizações de aposentados, o déficit ajustado foi de R$ 13,008 bilhões, ou 0,1% do PIB. Este resultado permitiu que o governo cumprisse a meta fiscal de déficit zero para o ano, que possui uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou em 13 de janeiro de 2026 que o déficit primário do governo central para 2025 seria de 0,1% do PIB, reforçando a visão de uma trajetória de melhoria dos resultados primários a cada ano. Em 19 de janeiro de 2026, Haddad defendeu que o problema da dívida pública brasileira decorre do patamar elevado dos juros reais da economia, e não do excesso de gastos públicos, destacando que o déficit primário foi reduzido em 70% em dois anos e que a meta para o ano atual é ainda mais exigente. As mudanças no Imposto de Renda, que preveem isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e desconto progressivamente menor para quem recebe até R$ 7.350, são esperadas para manter o setor de aluguéis aquecido no primeiro semestre de 2026. Além disso, o Brasil se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, um movimento que visa regularizar suas contribuições e fortalecer sua presença multilateral. Fernando Haddad também expressou satisfação em ser lembrado como o ministro que taxou os mais ricos, incluindo offshore, fundos familiares fechados, paraísos fiscais e dividendos, afirmando que a "taxação BBB" (banco, bet e bilionário) saiu do papel. Em meados de maio de 2025, o governo aumentou o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre câmbio para 3,5% para compra de moeda estrangeira em espécie, remessas para contas no exterior e operações com cartões de crédito, visando encarecer a compra de moeda estrangeira.
O Brasil tem buscado fortalecer sua posição no comércio global através de acordos internacionais. Um marco significativo é o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, cujas negociações se estenderam por três décadas, desde a assinatura da primeira ata em 1995. Em 13 de janeiro de 2026, a Comissão Europeia deu sinal verde para a finalização do pacto, com a assinatura final esperada para 17 de janeiro de 2026. Este acordo histórico criará a maior zona econômica do mundo, unindo 27 países da UE e 4 do Mercosul, incluindo o Brasil, representando 25% da riqueza global e um mercado de 720 milhões de consumidores. Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC e participante das negociações, descreve o acordo como "ganha-ganha", com potencial para baratear produtos europeus no Brasil, como vinhos e chocolates premium, e reposicionar o país no cenário comercial mundial, além de impactar o agronegócio brasileiro. No que tange ao comércio automotivo, as exportações de veículos brasileiros cresceram 32,1% em 2025, atingindo 528.827 unidades, o melhor resultado desde 2018. Por outro lado, as importações de veículos atingiram o maior volume dos últimos 11 anos, com 497.765 unidades, e a China superou a Argentina como principal exportador para o Brasil em 2025, impulsionada pela expansão de novas marcas chinesas no mercado nacional. Além disso, o Brasil demonstra seu compromisso com a atuação multilateral ao se preparar para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, regularizando suas contribuições.
O Brasil encerrou o ano de 2025 com um déficit em transações correntes de US$ 3,363 bilhões em dezembro, resultando em um acumulado de 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB) em 12 meses, um valor superior ao saldo negativo do ano anterior. Este resultado ficou acima da expectativa de mercado, que projetava um déficit de US$ 5,3 bilhões para dezembro. Os investimentos diretos no país (IDP) também apresentaram um desempenho aquém do esperado, ficando negativos em US$ 5,248 bilhões em dezembro, contra uma projeção de resultado positivo de US$ 1,0 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Banco Central em 26 de janeiro de 2026. O déficit das contas externas brasileiras avançou para US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior em 11 anos, superando os US$ 66,2 bilhões registrados em 2024. Este déficit indica que o Brasil enviou mais dinheiro para fora do que recebeu. A piora está relacionada principalmente a um superávit menor na balança comercial, que foi de US$ 59,9 bilhões em 2025 (contra US$ 65,9 bilhões em 2024). A conta de serviços registrou um déficit de US$ 52,9 bilhões em 2025, enquanto a conta de renda primária apresentou um déficit de US$ 81,3 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos no país (IED) totalizaram US$ 77,6 bilhões em 2025, um aumento em relação aos US$ 74,1 bilhões de 2024. Para 2026, o Banco Central projeta um déficit menor nas contas externas, de US$ 60 bilhões, e uma queda nos investimentos estrangeiros diretos para US$ 70 bilhões. Em 2025, os gastos de brasileiros no exterior atingiram US$ 21,7 bilhões, o maior valor em 11 anos, impulsionados pela valorização do real frente ao dólar, que recuou 11,18% no ano. Em contrapartida, os gastos de estrangeiros no Brasil alcançaram um novo recorde de US$ 7,8 bilhões em 2025, superando o recorde anterior de US$ 7,34 bilhões em 2024. O país também registrou o maior volume de chegadas de turistas estrangeiros na série histórica, com 9,29 milhões de visitantes em 2025.
O cenário para 2026 indica novas pressões inflacionárias no setor de alimentos. A expectativa é de alta nos preços da carne bovina devido à redução do abate de fêmeas e períodos de seca. Além disso, eventos como as eleições e a Copa do Mundo, somados à ampliação da isenção de IR, devem elevar a demanda interna, enquanto o alto endividamento das famílias mantém a pressão sobre proteínas mais baratas, como frango e ovos. A persistência da inflação de serviços, especialmente os intensivos em mão de obra, também é um ponto de atenção para a estabilidade econômica geral, levando a uma menor probabilidade de cortes na taxa Selic e a um cenário de juros mais altos por mais tempo, conforme precificado pelo mercado após a divulgação do IPCA de 2025. Em 19 de janeiro de 2026, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que há espaço para a redução da taxa Selic, atualmente em 15%, e elogiou a atuação de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central. O desempenho do setor de serviços em novembro de 2026, com uma retração de 0,1% contra uma projeção de avanço de 0,2%, adiciona uma camada de preocupação sobre a recuperação econômica e a estabilidade do setor. O governo também foca na redução do "custo Brasil" por meio de investimentos em infraestrutura e logística, como concessões, ferrovias e free flow, visando melhorar a competitividade e o ambiente de negócios. A aceleração do IGP-M na primeira prévia de janeiro de 2026 para 0,28% (ante 0,15% em dezembro) reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos indicadores inflacionários. No âmbito internacional, a formalização do acordo UE-Mercosul em janeiro de 2026 é vista como um fator que pode impulsionar o comércio exterior brasileiro e diversificar a oferta de produtos para o consumidor. O compromisso do Brasil com a regularização de suas contribuições a organismos internacionais, com a quitação de R$ 2,2 bilhões em 2025, também reforça sua posição no cenário global. Em contraste com alguns desafios, o setor bancário brasileiro tem uma perspectiva sólida para 2026, com o Goldman Sachs projetando uma expansão moderada a sólida da carteira de crédito, impulsionada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e a introdução de novas modalidades de crédito. Para o setor automotivo, a produção de veículos em 2025, com um crescimento de 3,5% e 2,644 milhões de unidades, e o aumento de 32,1% nas exportações, sinalizam uma recuperação, embora a produção tenha ficado abaixo das expectativas iniciais da Anfavea. Adicionalmente, o governo central registrou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025, mas um déficit ajustado de R$ 13,008 bilhões (0,1% do PIB) após a exclusão de despesas extraordinárias, cumprindo a meta fiscal do ano. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projetou em 13 de janeiro de 2026 um déficit primário de 0,1% do PIB para o governo central em 2025, indicando uma melhoria nos resultados fiscais. No mercado imobiliário, o aumento de 9,44% nos aluguéis em 2025, conforme o Índice FipeZAP, sugere que este setor continuará aquecido, com os reajustes superando a inflação geral. A economista Paula Reis projeta que o cenário de reajustes de aluguéis acima da inflação deve se manter no primeiro semestre de 2026, porém em um ritmo menor, impulsionado pelo aumento do salário mínimo acima da inflação e pelas mudanças no Imposto de Renda. No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em 15 de janeiro de 2026 com alta, atingindo 165.568,32 pontos, após ter testado a marca de 166 mil pontos, o que demonstra a dinâmica do mercado acionário. Em 23 de janeiro de 2026, o Ibovespa atingiu 178.858 pontos, com alta de 8,53% na semana, a melhor desde abril de 2020, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro. A queda do dólar em 16 de janeiro de 2026, influenciada pela prévia do PIB, também é um fator a ser considerado nas perspectivas econômicas, indicando a sensibilidade do câmbio a indicadores internos e externos. Em 23 de janeiro de 2026, o dólar fechou a R$ 5,287, acumulando queda de 3,68% no ano. Fernando Haddad também afirmou que a economia não será um fator decisivo nas próximas eleições presidenciais, citando segurança pública e combate à corrupção como temas mais relevantes, e que não pretende se candidatar a cargos públicos nas próximas eleições, embora a decisão final não esteja definida com o presidente Lula. As projeções do Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 para 2026 indicam um IPCA de 4,00% e IGP-M de 3,87%, com crescimento do PIB de 1,8% e taxa Selic de 12,25%. Para os anos seguintes, as estimativas apontam para um IPCA de 3,80% (2027), 3,50% (2028 e 2029), IGP-M de 4,00% (2027), 3,85% (2028) e 3,71% (2029). O PIB deve crescer 1,8% em 2027 e 2,0% em 2028 e 2029. A Selic é projetada em 10,50% (2027), 10,00% (2028) e 9,50% (2029). O dólar é esperado em R$ 5,50 (2026), R$ 5,51 (2027), R$ 5,52 (2028) e R$ 5,58 (2029). Além disso, o déficit em transações correntes de 2025, de 3,02% do PIB, e os investimentos diretos negativos em dezembro de 2025, conforme divulgado pelo Banco Central em 26 de janeiro de 2026, adicionam um elemento de cautela às perspectivas econômicas, indicando desafios nas contas externas do país. O Banco Central projeta um rombo menor nas contas externas para 2026, de US$ 60 bilhões, com expectativa de aumento do saldo comercial e recuos nos déficits de serviços e renda primária. Contudo, a instituição também prevê uma queda nos investimentos estrangeiros diretos para US$ 70 bilhões em 2026. O mercado financeiro projeta relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, com o dólar terminando 2026 em R$ 5,50, apesar do período eleitoral, que costuma pressionar a moeda para cima. As perspectivas para 2026 também consideram o impacto dos gastos de brasileiros no exterior, que atingiram o maior patamar em 11 anos em 2025 (US$ 21,7 bilhões), e o recorde de gastos de estrangeiros no Brasil (US$ 7,8 bilhões), impulsionados pela queda do dólar e pelo aumento do fluxo turístico.