Economia Brasileira
Adicionado evento de 26/01/2026 sobre as projeções do Boletim Focus para inflação, PIB, câmbio e Selic até 2029.
A economia brasileira é a maior da América Latina e uma das maiores do mundo, caracterizada por sua diversidade setorial, incluindo agricultura, indústria e serviços. O país enfrenta desafios estruturais como a inflação e as altas taxas de juros, que são temas recorrentes no debate econômico nacional. Em 2025, o setor de alimentos apresentou uma desaceleração significativa, com a inflação da categoria fechando em 2,9%, após os 7% registrados no ano anterior. Apesar do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 ter sido o menor desde 2018 e ter fechado dentro da banda de tolerância, economistas expressam preocupação com a inflação de serviços, especialmente aqueles intensivos em mão de obra, indicando riscos persistentes na avaliação qualitativa. Esta persistência nos serviços tem levado o mercado a precificar um cenário de juros mais altos por mais tempo, adiando as expectativas de um corte na taxa Selic no curto prazo. No setor automotivo, a produção de veículos novos cresceu 3,5% em 2025, totalizando 2,644 milhões de unidades, impulsionada principalmente por veículos leves, enquanto a produção de pesados retraiu 9,9%. As vendas de veículos novos cresceram 2,1% em 2025, um resultado que ficou aquém da projeção inicial da Fenabrave de 5%. Mais recentemente, em novembro de 2026, o setor de serviços brasileiro recuou 0,1%, frustrando as expectativas do mercado que projetava um avanço de 0,2%, o que indica um desempenho abaixo do esperado para a economia. No cenário internacional, o Brasil se prepara para a formalização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que promete criar a maior zona econômica do mundo, impactando o agronegócio e o comércio de bens de consumo. Para o setor bancário, o Goldman Sachs projeta um 2026 sólido, com expansão da carteira de crédito impulsionada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades de crédito. Em relação às contas públicas, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou em 13 de janeiro de 2026 que o déficit primário do governo central para 2025 será de 0,1% do PIB, destacando uma trajetória de melhoria anual dos resultados primários. Em 19 de janeiro de 2026, Haddad defendeu que o problema da dívida pública brasileira está no elevado patamar dos juros reais, e não no déficit público, que foi reduzido em 70% em dois anos. O país também se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, visando regularizar suas contribuições e reforçar sua atuação multilateral. No mercado imobiliário, o Índice FipeZAP registrou um aumento de 9,44% no valor dos aluguéis em 2025, superando a inflação geral e indicando um mercado aquecido, embora com um ritmo de crescimento mais moderado em comparação com anos anteriores. Este aumento nos aluguéis foi mais que o dobro do IPCA, que avançou 4,26% no mesmo período, resultando em uma alta real de 4,97% nos novos contratos. A vitalidade da economia e um mercado de trabalho forte, com a taxa de desemprego atingindo 5,2% no trimestre encerrado em novembro (a menor desde 2012), são apontados como fatores que sustentaram esse crescimento. No mercado financeiro, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, demonstrou volatilidade em 15 de janeiro de 2026, fechando com alta de 0,26% a 165.568,32 pontos, após testar a marca de 166 mil pontos durante o pregão. Em 23 de janeiro de 2026, o Ibovespa superou 178 mil pontos, atingindo 178.858 pontos e registrando a melhor semana desde abril de 2020, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro. No dia 16 de janeiro de 2026, o dólar recuou 0,61%, fechando a R$5,3684, influenciado pela prévia do PIB e fatores externos, e em 23 de janeiro de 2026, fechou a R$ 5,287, acumulando queda de 3,68% no ano. A entrada líquida de capitais estrangeiros na B3 atingiu R$ 12,35 bilhões em janeiro de 2026, quase metade do saldo positivo de 2025, beneficiando o Brasil como mercado emergente. Os juros altos no país, com a Taxa Selic em 15% ao ano, continuam a atrair capital externo. Segundo o Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026, a projeção para o IPCA de 2026 caiu para 4,00%, e para 2027, 2028 e 2029 as estimativas são de 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente. O IGP-M para 2026 recuou para 3,87%, com projeções de 4,00% para 2027, 3,85% para 2028 e 3,71% para 2029. A expectativa de crescimento do PIB para 2026 e 2027 é de 1,8%, e de 2,0% para 2028 e 2029. A projeção para o dólar em 2026 é de R$ 5,50, subindo para R$ 5,51 em 2027, R$ 5,52 em 2028 e R$ 5,58 em 2029. A taxa Selic projetada para 2026 é de 12,25% ao ano, mantendo-se em 10,50% para 2027, 10,00% para 2028 e 9,50% para 2029.
Historicamente, a economia brasileira tem sido marcada por ciclos de crescimento e recessão, com períodos de alta inflação e tentativas de estabilização monetária. A gestão da política monetária, especialmente a definição da taxa básica de juros, tem sido um ponto central nas discussões sobre o controle da inflação e o estímulo ao crescimento econômico. A complexidade das causas das altas taxas de juros no Brasil é frequentemente debatida, com economistas apontando para fatores estruturais além das decisões do Banco Central. Em 19 de janeiro de 2026, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou que o problema da dívida pública reside nos juros reais elevados, e não no déficit, que tem sido reduzido significativamente. Discussões sobre a reforma tributária e o sistema fiscal do país também são pautas constantes, impactando a tributação de empresas e investidores. No cenário recente de 2025, a estabilidade climática favoreceu colheitas recordes de itens básicos como arroz e feijão, aliviando o custo do "prato feito" para o consumidor, embora proteínas animais tenham mantido preços pressionados pelo baixo poder de compra da população. Contudo, mesmo com o IPCA geral sob controle em 2025, a avaliação qualitativa da inflação revela preocupações com o setor de serviços, que apresenta preços "estressados", particularmente em segmentos que demandam muita mão de obra, sugerindo que a inflação de serviços pode ser um desafio persistente. A divulgação do IPCA de 2025, embora dentro da meta, reforçou a percepção de que a inflação de serviços pressiona as expectativas do mercado, resultando em um avanço dos juros futuros e uma menor probabilidade de alívio na política monetária via corte da taxa Selic. No mesmo ano, o setor automotivo registrou um crescimento moderado nas vendas de veículos novos, de 2,1%, abaixo da projeção inicial de 5% da Fenabrave. A produção de veículos em 2025 alcançou 2,644 milhões de unidades, um aumento de 3,5% em relação a 2024, impulsionado por veículos leves, apesar da retração de 9,9% na produção de pesados. As exportações de veículos também tiveram um desempenho notável, crescendo 32,1% em 2025, totalizando 528.827 unidades, o melhor resultado desde 2018. Em contraste, as importações de veículos atingiram 497.765 unidades, o maior volume em 11 anos, com a China superando a Argentina como principal exportador e a entrada de seis novas marcas chinesas no mercado brasileiro. Em 2026, o governo federal anunciou um plano para reduzir o "custo Brasil" focado na reestruturação de corredores logísticos por meio de concessões, ferrovias e a implementação do sistema free flow, visando diminuir custos operacionais e aumentar a previsibilidade no setor de transportes. Indicadores de inflação como o IGP-M também são monitorados de perto, com a primeira prévia de janeiro de 2026 mostrando uma aceleração para 0,28%, após uma alta de 0,15% em dezembro. Paralelamente, o Brasil se posiciona para um marco histórico com a finalização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, cujas negociações se estendem desde 1995 e que culminarão na criação da maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo 27 países da UE e 4 do Mercosul, e um mercado de 720 milhões de consumidores. No entanto, o desempenho do setor de serviços em novembro de 2026, com uma retração de 0,1% contra uma projeção de avanço de 0,2%, indica uma desaceleração que frustra as expectativas do mercado e levanta preocupações sobre a recuperação econômica. Em contrapartida, o setor bancário brasileiro tem uma projeção positiva para 2026, com o Goldman Sachs prevendo uma expansão da carteira de crédito, sustentada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades de crédito. Em relação às finanças públicas, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projetou em 13 de janeiro de 2026 um déficit primário de 0,1% do PIB para o governo central em 2025, afirmando que o país demonstra uma melhoria contínua nos resultados primários. Adicionalmente, o Brasil se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, um movimento que visa regularizar suas contribuições e fortalecer sua presença multilateral. No mercado de aluguéis, o Índice FipeZAP reportou um aumento de 9,44% em 2025, superando a inflação e mostrando um mercado aquecido, embora com um ritmo de crescimento mais moderado. Este aumento foi mais que o dobro do IPCA de 4,26% no mesmo período, resultando em uma alta real de 4,97% nos novos contratos de aluguel. A vitalidade econômica e o mercado de trabalho forte, com a taxa de desemprego em 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025 (a menor da série histórica desde 2012), foram fatores que impulsionaram esse cenário. A queda do dólar em 16 de janeiro de 2026, influenciada pela prévia do PIB e pelo cenário externo, reflete a dinâmica do mercado de câmbio e a sensibilidade a indicadores econômicos e eventos globais. Em 23 de janeiro de 2026, o Ibovespa registrou um novo recorde, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro, que atingiu R$ 12,35 bilhões em janeiro, quase metade do total de 2025. A Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, tem sido um fator atrativo para esses capitais. As projeções do Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 indicam uma queda na inflação para 2026 (IPCA de 4,00% e IGP-M de 3,87%), estabilidade no crescimento do PIB (1,8% para 2026 e 2027, 2,0% para 2028 e 2029) e na taxa Selic (12,25% para 2026, 10,50% para 2027, 10,00% para 2028 e 9,50% para 2029), mas uma alta na projeção do dólar para os anos mais longos (R$ 5,58 em 2029).
A política fiscal e o sistema tributário são elementos cruciais da economia brasileira. Questões como a tributação de lucros e dividendos e a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil são pautas centrais. Esta última, inclusive, é apontada por especialistas como um fator que deve aquecer o consumo interno de proteínas em 2026, juntamente com o fluxo de recursos em anos eleitorais. Estímulos fiscais também são vistos como um dos impulsionadores da expansão da carteira de crédito para o setor bancário em 2026, conforme projeções do Goldman Sachs. Em relação às contas públicas, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou em 13 de janeiro de 2026 que o déficit primário do governo central para 2025 será de 0,1% do PIB, reforçando a visão de uma trajetória de melhoria dos resultados primários a cada ano. Em 19 de janeiro de 2026, Haddad defendeu que o problema da dívida pública brasileira decorre do patamar elevado dos juros reais da economia, e não do excesso de gastos públicos, destacando que o déficit primário foi reduzido em 70% em dois anos e que a meta para o ano atual é ainda mais exigente. As mudanças no Imposto de Renda, que preveem isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e desconto progressivamente menor para quem recebe até R$ 7.350, são esperadas para manter o setor de aluguéis aquecido no primeiro semestre de 2026. Além disso, o Brasil se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, um movimento que visa regularizar suas contribuições e fortalecer sua presença multilateral. Fernando Haddad também expressou satisfação em ser lembrado como o ministro que taxou os mais ricos, incluindo offshore, fundos familiares fechados, paraísos fiscais e dividendos, afirmando que a "taxação BBB" (banco, bet e bilionário) saiu do papel.
O Brasil tem buscado fortalecer sua posição no comércio global através de acordos internacionais. Um marco significativo é o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, cujas negociações se estenderam por três décadas, desde a assinatura da primeira ata em 1995. Em 13 de janeiro de 2026, a Comissão Europeia deu sinal verde para a finalização do pacto, com a assinatura final esperada para 17 de janeiro de 2026. Este acordo histórico criará a maior zona econômica do mundo, unindo 27 países da UE e 4 do Mercosul, incluindo o Brasil, representando 25% da riqueza global e um mercado de 720 milhões de consumidores. Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC e participante das negociações, descreve o acordo como "ganha-ganha", com potencial para baratear produtos europeus no Brasil, como vinhos e chocolates premium, e reposicionar o país no cenário comercial mundial, além de impactar o agronegócio brasileiro. No que tange ao comércio automotivo, as exportações de veículos brasileiros cresceram 32,1% em 2025, atingindo 528.827 unidades, o melhor resultado desde 2018. Por outro lado, as importações de veículos atingiram o maior volume dos últimos 11 anos, com 497.765 unidades, e a China superou a Argentina como principal exportador para o Brasil em 2025, impulsionada pela expansão de novas marcas chinesas no mercado nacional. Além disso, o Brasil demonstra seu compromisso com a atuação multilateral ao se preparar para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, regularizando suas contribuições.
O cenário para 2026 indica novas pressões inflacionárias no setor de alimentos. A expectativa é de alta nos preços da carne bovina devido à redução do abate de fêmeas e períodos de seca. Além disso, eventos como as eleições e a Copa do Mundo, somados à ampliação da isenção de IR, devem elevar a demanda interna, enquanto o alto endividamento das famílias mantém a pressão sobre proteínas mais baratas, como frango e ovos. A persistência da inflação de serviços, especialmente os intensivos em mão de obra, também é um ponto de atenção para a estabilidade econômica geral, levando a uma menor probabilidade de cortes na taxa Selic e a um cenário de juros mais altos por mais tempo, conforme precificado pelo mercado após a divulgação do IPCA de 2025. Em 19 de janeiro de 2026, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que há espaço para a redução da taxa Selic, atualmente em 15%, e elogiou a atuação de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central. O desempenho do setor de serviços em novembro de 2026, com uma retração de 0,1% contra uma projeção de avanço de 0,2%, adiciona uma camada de preocupação sobre a recuperação econômica e a estabilidade do setor. O governo também foca na redução do "custo Brasil" por meio de investimentos em infraestrutura e logística, como concessões, ferrovias e free flow, visando melhorar a competitividade e o ambiente de negócios. A aceleração do IGP-M na primeira prévia de janeiro de 2026 para 0,28% (ante 0,15% em dezembro) reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos indicadores inflacionários. No âmbito internacional, a formalização do acordo UE-Mercosul em janeiro de 2026 é vista como um fator que pode impulsionar o comércio exterior brasileiro e diversificar a oferta de produtos para o consumidor. O compromisso do Brasil com a regularização de suas contribuições a organismos internacionais, com a quitação de R$ 2,2 bilhões em 2025, também reforça sua posição no cenário global. Em contraste com alguns desafios, o setor bancário brasileiro tem uma perspectiva sólida para 2026, com o Goldman Sachs projetando uma expansão moderada a sólida da carteira de crédito, impulsionada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e a introdução de novas modalidades de crédito. Para o setor automotivo, a produção de veículos em 2025, com um crescimento de 3,5% e 2,644 milhões de unidades, e o aumento de 32,1% nas exportações, sinalizam uma recuperação, embora a produção tenha ficado abaixo das expectativas iniciais da Anfavea. Adicionalmente, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projetou em 13 de janeiro de 2026 um déficit primário de 0,1% do PIB para o governo central em 2025, indicando uma melhoria nos resultados fiscais. No mercado imobiliário, o aumento de 9,44% nos aluguéis em 2025, conforme o Índice FipeZAP, sugere que este setor continuará aquecido, com os reajustes superando a inflação geral. A economista Paula Reis projeta que o cenário de reajustes de aluguéis acima da inflação deve se manter no primeiro semestre de 2026, porém em um ritmo menor, impulsionado pelo aumento do salário mínimo acima da inflação e pelas mudanças no Imposto de Renda. No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em 15 de janeiro de 2026 com alta, atingindo 165.568,32 pontos, após ter testado a marca de 166 mil pontos, o que demonstra a dinâmica do mercado acionário. Em 23 de janeiro de 2026, o Ibovespa atingiu 178.858 pontos, com alta de 8,53% na semana, a melhor desde abril de 2020, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro. A queda do dólar em 16 de janeiro de 2026, influenciada pela prévia do PIB, também é um fator a ser considerado nas perspectivas econômicas, indicando a sensibilidade do câmbio a indicadores internos e externos. Em 23 de janeiro de 2026, o dólar fechou a R$ 5,287, acumulando queda de 3,68% no ano. Fernando Haddad também afirmou que a economia não será um fator decisivo nas próximas eleições presidenciais, citando segurança pública e combate à corrupção como temas mais relevantes, e que não pretende se candidatar a cargos públicos nas próximas eleições, embora a decisão final não esteja definida com o presidente Lula. As projeções do Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 para 2026 indicam um IPCA de 4,00% e IGP-M de 3,87%, com crescimento do PIB de 1,8% e taxa Selic de 12,25%. Para os anos seguintes, as estimativas apontam para um IPCA de 3,80% (2027), 3,50% (2028 e 2029), IGP-M de 4,00% (2027), 3,85% (2028) e 3,71% (2029). O PIB deve crescer 1,8% em 2027 e 2,0% em 2028 e 2029. A Selic é projetada em 10,50% (2027), 10,00% (2028) e 9,50% (2029). O dólar é esperado em R$ 5,50 (2026), R$ 5,51 (2027), R$ 5,52 (2028) e R$ 5,58 (2029).