Economia Brasileira
Adicionado evento de 13/01/2026 sobre o recuo de 0,1% do setor de serviços em novembro, frustrando expectativas do mercado.
A economia brasileira é a maior da América Latina e uma das maiores do mundo, caracterizada por sua diversidade setorial, incluindo agricultura, indústria e serviços. O país enfrenta desafios estruturais como a inflação e as altas taxas de juros, que são temas recorrentes no debate econômico nacional. Em 2025, o setor de alimentos apresentou uma desaceleração significativa, com a inflação da categoria fechando em 2,9%, após os 7% registrados no ano anterior. Apesar do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 ter sido o menor desde 2018 e ter fechado dentro da banda de tolerância, economistas expressam preocupação com a inflação de serviços, especialmente aqueles intensivos em mão de obra, indicando riscos persistentes na avaliação qualitativa. Esta persistência nos serviços tem levado o mercado a precificar um cenário de juros mais altos por mais tempo, adiando as expectativas de um corte na taxa Selic no curto prazo. Mais recentemente, em novembro de 2026, o setor de serviços brasileiro recuou 0,1%, frustrando as expectativas do mercado que projetava um avanço de 0,2%, o que indica um desempenho abaixo do esperado para a economia. No cenário internacional, o Brasil se prepara para a formalização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que promete criar a maior zona econômica do mundo, impactando o agronegócio e o comércio de bens de consumo.
Historicamente, a economia brasileira tem sido marcada por ciclos de crescimento e recessão, com períodos de alta inflação e tentativas de estabilização monetária. A gestão da política monetária, especialmente a definição da taxa básica de juros, tem sido um ponto central nas discussões sobre o controle da inflação e o estímulo ao crescimento econômico. A complexidade das causas das altas taxas de juros no Brasil é frequentemente debatida, com economistas apontando para fatores estruturais além das decisões do Banco Central. Discussões sobre a reforma tributária e o sistema fiscal do país também são pautas constantes, impactando a tributação de empresas e investidores. No cenário recente de 2025, a estabilidade climática favoreceu colheitas recordes de itens básicos como arroz e feijão, aliviando o custo do "prato feito" para o consumidor, embora proteínas animais tenham mantido preços pressionados pelo baixo poder de compra da população. Contudo, mesmo com o IPCA geral sob controle em 2025, a avaliação qualitativa da inflação revela preocupações com o setor de serviços, que apresenta preços "estressados", particularmente em segmentos que demandam muita mão de obra, sugerindo que a inflação de serviços pode ser um desafio persistente. A divulgação do IPCA de 2025, embora dentro da meta, reforçou a percepção de que a inflação de serviços pressiona as expectativas do mercado, resultando em um avanço dos juros futuros e uma menor probabilidade de alívio na política monetária via corte da taxa Selic. Em 2026, o governo federal anunciou um plano para reduzir o "custo Brasil" focado na reestruturação de corredores logísticos por meio de concessões, ferrovias e a implementação do sistema free flow, visando diminuir custos operacionais e aumentar a previsibilidade no setor de transportes. Indicadores de inflação como o IGP-M também são monitorados de perto, com a primeira prévia de janeiro de 2026 mostrando uma aceleração para 0,28%, após uma alta de 0,15% em dezembro. Paralelamente, o Brasil se posiciona para um marco histórico com a finalização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, cujas negociações se estendem desde 1995 e que culminarão na criação da maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo 27 países da UE e 4 do Mercosul, e um mercado de 720 milhões de consumidores. No entanto, o desempenho do setor de serviços em novembro de 2026, com uma retração de 0,1% contra uma projeção de avanço de 0,2%, indica uma desaceleração que frustra as expectativas do mercado e levanta preocupações sobre a recuperação econômica.
A política fiscal e o sistema tributário são elementos cruciais da economia brasileira. Questões como a tributação de lucros e dividendos e a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil são pautas centrais. Esta última, inclusive, é apontada por especialistas como um fator que deve aquecer o consumo interno de proteínas em 2026, juntamente com o fluxo de recursos em anos eleitorais.
O Brasil tem buscado fortalecer sua posição no comércio global através de acordos internacionais. Um marco significativo é o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, cujas negociações se estenderam por três décadas, desde a assinatura da primeira ata em 1995. Em 13 de janeiro de 2026, a Comissão Europeia deu sinal verde para a finalização do pacto, com a assinatura final esperada para 17 de janeiro de 2026. Este acordo histórico criará a maior zona econômica do mundo, unindo 27 países da UE e 4 do Mercosul, incluindo o Brasil, representando 25% da riqueza global e um mercado de 720 milhões de consumidores. Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC e participante das negociações, descreve o acordo como "ganha-ganha", com potencial para baratear produtos europeus no Brasil, como vinhos e chocolates premium, e reposicionar o país no cenário comercial mundial, além de impactar o agronegócio brasileiro.
O cenário para 2026 indica novas pressões inflacionárias no setor de alimentos. A expectativa é de alta nos preços da carne bovina devido à redução do abate de fêmeas e períodos de seca. Além disso, eventos como as eleições e a Copa do Mundo, somados à ampliação da isenção de IR, devem elevar a demanda interna, enquanto o alto endividamento das famílias mantém a pressão sobre proteínas mais baratas, como frango e ovos. A persistência da inflação de serviços, especialmente os intensivos em mão de obra, também é um ponto de atenção para a estabilidade econômica geral, levando a uma menor probabilidade de cortes na taxa Selic e a um cenário de juros mais altos por mais tempo, conforme precificado pelo mercado após a divulgação do IPCA de 2025. O desempenho do setor de serviços em novembro de 2026, com uma retração de 0,1% contra uma projeção de avanço de 0,2%, adiciona uma camada de preocupação sobre a recuperação econômica e a estabilidade do setor. O governo também foca na redução do "custo Brasil" por meio de investimentos em infraestrutura e logística, como concessões, ferrovias e free flow, visando melhorar a competitividade e o ambiente de negócios. A aceleração do IGP-M na primeira prévia de janeiro de 2026 para 0,28% (ante 0,15% em dezembro) reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos indicadores inflacionários. No âmbito internacional, a formalização do acordo UE-Mercosul em janeiro de 2026 é vista como um fator que pode impulsionar o comércio exterior brasileiro e diversificar a oferta de produtos para o consumidor.