Economia Argentina
Adicionado evento de 10/02/2026 sobre a aceleração da inflação em janeiro de 2026 (2,9% mensal, 32,4% anual) e a renúncia do chefe do INDEC devido a controvérsias sobre a metodologia de cálculo da inflação.
A economia argentina, historicamente marcada por ciclos de crescimento e crises, tem sido objeto de diversas reformas e políticas governamentais. Recentemente, sob a administração de Javier Milei, o país tem implementado medidas significativas, como a aprovação do orçamento, visando estabilizar e reestruturar sua situação econômica. Dados recentes indicam que a inflação anual de 2025 foi de 31,5%, uma redução significativa em comparação com os 117,8% registrados em 2024, apesar de uma aceleração gradual nos preços ao consumidor a partir de maio de 2025. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, a Argentina firmou um acordo comercial com os Estados Unidos, prevendo redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos, aprofundando a parceria econômica entre os dois países. Em janeiro de 2026, a inflação mensal acelerou pelo quinto mês consecutivo, atingindo 2,9% em relação a dezembro, elevando a taxa anual para 32,4%. Este cenário ocorre em meio a controvérsias sobre a metodologia de cálculo da inflação e a renúncia do chefe da agência nacional de estatísticas (INDEC).
Desde a posse de Javier Milei em 2023, a Argentina tem buscado implementar uma nova abordagem econômica. A aprovação do orçamento de sua gestão, a primeira desde que assumiu o cargo, ocorreu em um contexto de tensões políticas, inclusive com figuras como Mauricio Macri. Esta aprovação é um marco importante para a consolidação das políticas econômicas propostas pela atual administração. A inflação tem sido um desafio persistente, com os dados mais recentes mostrando um aumento contínuo nos índices de preços. A taxa anual de 2025 (31,5%) representou uma melhora substancial em relação a 2024 (117,8%), mas a inflação mensal tem acelerado gradualmente a partir de maio de 2025, com janeiro de 2026 registrando 2,9% e a taxa anual subindo para 32,4%. O governo de Milei implementou um forte ajuste econômico, paralisando obras federais e retirando subsídios, o que impactou diretamente os preços ao consumidor. No segundo semestre de 2025, uma crise política e a busca por apoio internacional, incluindo de Donald Trump, marcaram a gestão econômica. Em fevereiro de 2026, a parceria econômica com os Estados Unidos foi reforçada com a assinatura de um acordo comercial abrangente. Este acordo visa reduzir barreiras comerciais de longa data e oferecer acesso significativo ao mercado para exportadores dos EUA, com expectativa de expansão de negócios em setores como veículos automotores e produtos agrícolas, servindo como um modelo de cooperação entre os países das Américas. A administração de Milei enfrenta desafios para avançar com sua agenda de austeridade, que inclui o corte de subsídios às tarifas de serviços públicos, e ao mesmo tempo conter a inflação. A controvérsia em torno da metodologia de cálculo da inflação e a renúncia do chefe do INDEC em fevereiro de 2026 destacam as tensões internas sobre a medição e controle dos preços.
Em dezembro de 2026, a inflação na Argentina avançou 2,8% em comparação com o mês anterior. Na análise anual, a inflação atingiu 31,5%. Este dado representou uma aceleração em relação a novembro de 2026, quando o índice mensal havia registrado uma alta de 2,5%, indicando uma pressão contínua sobre os preços ao consumidor no país. A inflação anual de 2025 foi de 31,5%, uma queda significativa em relação aos 117,8% registrados em 2024. Ao longo de 2025, a taxa mensal de inflação permaneceu entre 2% e 3%, com uma aceleração gradual a partir de maio. Em janeiro de 2026, a inflação mensal acelerou pelo quinto mês consecutivo, subindo 2,9% em relação a dezembro, superando a mediana de 2,4% estimada por analistas. A taxa de inflação anual avançou para 32,4%. Alimentos, restaurantes, hotéis e contas de serviços públicos foram os principais impulsionadores das altas de preços no mês. A metodologia atual do índice de inflação da Argentina, baseada em uma cesta de bens não alterada há duas décadas, é considerada defasada, e a discussão sobre sua atualização gerou a renúncia do chefe do INDEC.
No terceiro trimestre de 2025, o governo de Javier Milei enfrentou uma forte crise política, desencadeada por um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência. Esta crise, aliada a uma derrota eleitoral na província de Buenos Aires em setembro, gerou instabilidade nos mercados, com o peso argentino atingindo seu menor valor histórico e despencando quase 40% frente ao dólar ao longo de 2025. Para conter a volatilidade e restaurar a confiança, os Estados Unidos, com o apoio de Donald Trump, anunciaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões em outubro, elevando o socorro financeiro total para US$ 40 bilhões. Após este apoio, Milei obteve uma importante vitória nas eleições legislativas de outubro, o que ajudou a estabilizar o dólar e pode garantir a continuidade das reformas. Em fevereiro de 2026, a parceria com os EUA foi solidificada com um novo acordo comercial que visa reduzir tarifas e promover investimentos recíprocos, expandindo negócios em setores como veículos automotores e produtos agrícolas. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, a administração Milei enfrentou uma crise no órgão de estatísticas (INDEC) após a renúncia de seu chefe, Marco Lavagna, em meio a um desentendimento sobre o adiamento da implementação de uma nova metodologia de cálculo da inflação. Autoridades do FMI estão em Buenos Aires para revisar o programa de US$ 20 bilhões e devem discutir o cronograma de adoção da nova metodologia.
O governo Milei implementou uma série de medidas para fortalecer a economia e cumprir o acordo com o FMI. Em abril de 2025, foi alcançado um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos com o Fundo Monetário Internacional. Medidas adicionais incluíram a flexibilização do uso de dólares mantidos fora do sistema financeiro (sem obrigatoriedade de declarar a origem), a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos, e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões. O governo também se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo Banco Central e, em setembro de 2025, interveio no mercado de câmbio para garantir a oferta de dólares e evitar desvalorizações abruptas do peso. Em fevereiro de 2026, um acordo comercial com os Estados Unidos foi assinado, com o objetivo de reduzir tarifas e implementar um plano de investimentos mútuos, visando expandir o comércio em diversas áreas, incluindo veículos automotores e produtos agrícolas. Apesar dos esforços, Milei tem enfrentado dificuldades para conter a inflação enquanto avança com sua agenda de austeridade, que prevê o corte de subsídios às tarifas de serviços públicos. Há planos de elevar novamente as contas de luz e gás em fevereiro de 2026, e os custos com educação e vestuário tendem a disparar em março, indicando futuras pressões inflacionárias. A decisão de adiar a nova metodologia de cálculo da inflação pelo INDEC, que gerou a renúncia de seu chefe, também é parte das medidas econômicas e políticas do governo.