Economia Argentina
Adicionado evento de 13/01/2026 sobre a inflação anual de 2025, detalhes sobre a crise política, apoio internacional e novas medidas econômicas.
A economia argentina, historicamente marcada por ciclos de crescimento e crises, tem sido objeto de diversas reformas e políticas governamentais. Recentemente, sob a administração de Javier Milei, o país tem implementado medidas significativas, como a aprovação do orçamento, visando estabilizar e reestruturar sua situação econômica. Dados recentes indicam que a inflação anual de 2025 foi de 31,5%, uma redução significativa em comparação com os 117,8% registrados em 2024, apesar de uma aceleração gradual nos preços ao consumidor a partir de maio de 2025.
Desde a posse de Javier Milei em 2023, a Argentina tem buscado implementar uma nova abordagem econômica. A aprovação do orçamento de sua gestão, a primeira desde que assumiu o cargo, ocorreu em um contexto de tensões políticas, inclusive com figuras como Mauricio Macri. Esta aprovação é um marco importante para a consolidação das políticas econômicas propostas pela atual administração. A inflação tem sido um desafio persistente, com os dados mais recentes mostrando um aumento contínuo nos índices de preços, embora a taxa anual de 2025 (31,5%) tenha representado uma melhora substancial em relação a 2024 (117,8%). O governo de Milei implementou um forte ajuste econômico, paralisando obras federais e retirando subsídios, o que impactou diretamente os preços ao consumidor. No segundo semestre de 2025, uma crise política e a busca por apoio internacional, incluindo de Donald Trump, marcaram a gestão econômica.
Em dezembro de 2026, a inflação na Argentina avançou 2,8% em comparação com o mês anterior. Na análise anual, a inflação atingiu 31,5%. Este dado representa uma aceleração em relação a novembro de 2026, quando o índice mensal havia registrado uma alta de 2,5%, indicando uma pressão contínua sobre os preços ao consumidor no país. A inflação anual de 2025 foi de 31,5%, uma queda significativa em relação aos 117,8% registrados em 2024. Ao longo de 2025, a taxa mensal de inflação permaneceu entre 2% e 3%, com uma aceleração gradual a partir de maio.
No terceiro trimestre de 2025, o governo de Javier Milei enfrentou uma forte crise política, desencadeada por um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência. Esta crise, aliada a uma derrota eleitoral na província de Buenos Aires em setembro, gerou instabilidade nos mercados, com o peso argentino atingindo seu menor valor histórico e despencando quase 40% frente ao dólar ao longo de 2025. Para conter a volatilidade e restaurar a confiança, os Estados Unidos, com o apoio de Donald Trump, anunciaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões em outubro, elevando o socorro financeiro total para US$ 40 bilhões. Após este apoio, Milei obteve uma importante vitória nas eleições legislativas de outubro, o que ajudou a estabilizar o dólar e pode garantir a continuidade das reformas.
O governo Milei implementou uma série de medidas para fortalecer a economia e cumprir o acordo com o FMI. Em abril de 2025, foi alcançado um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos com o Fundo Monetário Internacional. Medidas adicionais incluíram a flexibilização do uso de dólares mantidos fora do sistema financeiro (sem obrigatoriedade de declarar a origem), a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos, e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões. O governo também se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo Banco Central e, em setembro de 2025, interveio no mercado de câmbio para garantir a oferta de dólares e evitar desvalorizações abruptas do peso.