Desastre de Fukushima
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O Desastre de Fukushima refere-se ao acidente nuclear ocorrido em março de 2011 na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão. Causado por um terremoto seguido de um tsunami, o evento resultou em fusões de reatores e liberação de material radioativo, sendo classificado como o pior desastre nuclear desde Chernobyl. O incidente teve profundas consequências para a política energética japonesa, levando ao fechamento temporário de todas as usinas nucleares do país e gerando um intenso debate sobre a segurança e o futuro da energia nuclear.
Antes de 2011, o Japão dependia significativamente da energia nuclear para sua matriz energética. Em 11 de março de 2011, um terremoto de magnitude 9,0, o mais potente já registrado no Japão, atingiu a costa nordeste do país, gerando um tsunami com ondas de até 15 metros. As ondas atingiram a Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, operada pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO), causando a falha dos sistemas de resfriamento e, consequentemente, o superaquecimento e a fusão de três dos seis reatores da usina. O acidente forçou a evacuação de mais de 160.000 pessoas e contaminou extensas áreas.