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Delcy Rodríguez
Adicionado evento de 30/01/2026 sobre a proposta de lei de anistia geral na Venezuela, detalhando seu escopo e exclusões.
Delcy Eloína Rodríguez Gómez é uma política venezuelana que assumiu a presidência interina da Venezuela em 5 de janeiro de 2026, após a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Anteriormente vice-presidente de Maduro, sua ascensão ao poder foi validada pelo Tribunal Supremo de Justiça e reconhecida pelas Forças Armadas venezuelanas. Sua trajetória política é marcada por cargos de crescente importância no governo chavista e por ser uma das vozes mais contundentes do regime contra pressões internacionais, o que a tornou alvo de sanções de diversos países e blocos. Em janeiro de 2026, Rodríguez rebateu publicamente as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a tutela americana sobre a Venezuela, afirmando que o país possui um governo em exercício e que não há agentes externos governando. Em 14 de janeiro de 2026, ela se reuniu com o empresário brasileiro Joesley Batista em Caracas para discutir a situação do governo atual do país. Em 15 de janeiro de 2026, Rodríguez propôs uma reforma da lei de hidrocarbonetos para facilitar investimentos dos EUA no setor petrolífero, buscando incorporar fluxos de investimento em novos setores e destinar os fundos do petróleo a trabalhadores e serviços públicos. Ela também sinalizou uma postura mais diplomática em relação aos EUA, afirmando que viajaria a Washington "por conta própria, sem ser arrastada" se necessário. Em 16 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez avançou na consolidação de sua autoridade, promovendo mudanças no alicerce do chavismo e buscando fortalecer seu poder no país. Em 17 de janeiro de 2026, foi revelado que Delcy Rodríguez esteve na mira dos EUA como "alvo prioritário" desde 2022, o que contrasta com a postura recente de Donald Trump, que a tem elogiado como interlocutora preferencial de Washington, sugerindo uma complexidade nas relações diplomáticas. Em 25 de janeiro de 2026, menos de um mês após assumir o cargo, Rodríguez já havia promovido uma reorganização ministerial significativa, afastando aliados de Maduro e consolidando um novo círculo de confiança focado em perfis técnicos e econômicos para o que tem sido chamado de "chavismo 3.0". Ela também se reuniu com o diretor da CIA, Jon Ratcliffe, e assinou um acordo para a comercialização de petróleo venezuelano com os Estados Unidos. No mesmo dia 25 de janeiro de 2026, durante um evento com petroleiros no estado de Anzoátegui, Rodríguez declarou publicamente que a Venezuela não aceitará mais ordens de Washington, criticando a interferência estrangeira e afirmando que "já basta de potências estrangeiras" e que a política venezuelana deve resolver suas próprias divergências e conflitos internos. Ela também mencionou que o país já sofreu as consequências do "fascismo e extremismo". Em 30 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez anunciou uma proposta de lei de anistia geral para centenas de presos no país, visando promover a coexistência pacífica, restabelecer a justiça e a convivência entre os venezuelanos, cobrindo o período de violência política de 1999 até os dias atuais, mas excluindo crimes como homicídio, tráfico de drogas, corrupção e violações graves aos direitos humanos.
Delcy Rodríguez nasceu em Caracas em 18 de maio de 1969. É filha de Jorge Antonio Rodríguez, fundador da Liga Socialista, um partido marxista, e irmã de Jorge Rodríguez Gómez, ex-vice-presidente e ex-prefeito de Caracas, figura proeminente do chavismo. Seu pai foi uma figura revolucionária que foi torturada e morta sob custódia policial na década de 1970.
Formada em direito do trabalho pela Universidade Central da Venezuela, com pós-graduação em Paris e Londres, Delcy Rodríguez atuou como professora universitária e presidiu uma associação de advogados trabalhistas. Sua carreira política teve início em 2003, durante o governo de Hugo Chávez, em funções técnicas ligadas à Vice-Presidência e ao Ministério de Energia e Minas. Ao longo dos anos, consolidou-se no núcleo do poder chavista, tanto na política interna quanto na diplomacia, e tornou-se integrante da direção nacional do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Também liderou brevemente o movimento Somos Venezuela, criado em 2018. Apesar de não ter sido uma figura central no governo de Hugo Chávez, sua influência cresceu significativamente, especialmente em conjunto com seu irmão Jorge Rodríguez, com quem compartilha uma aliança estratégica e o controle dos poderes Executivo e Legislativo, respectivamente. Essa dinâmica é descrita como um "dragão de duas cabeças", onde a lealdade é ao poder em si, e não a uma ideologia específica.
Desde 2022, Delcy Rodríguez era considerada um "alvo prioritário" pelos Estados Unidos, uma informação que veio à tona em janeiro de 2026 e que contrasta com a recente abordagem do presidente Donald Trump. Trump tem elogiado Rodríguez e a considera uma interlocutora preferencial de Washington, indicando uma possível mudança ou dualidade na política externa americana em relação à Venezuela.
Em 5 de janeiro de 2026, após a operação militar dos EUA que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, Delcy Rodríguez foi nomeada presidente interina da Venezuela pelo Tribunal Supremo de Justiça, sendo a primeira na linha de sucessão. Ela tomou posse em cerimônia no mesmo dia, com o apoio das Forças Armadas, que a reconheceram para um mandato de 90 dias, prorrogável. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Rodríguez estava cooperando com o governo americano, declarando que o governo interino de Rodríguez estaria sob sua tutela e que os EUA controlariam o petróleo venezuelano. Trump chegou a se reunir com executivos da indústria petroleira para discutir a extração de petróleo no país. Em resposta, em 13 de janeiro de 2026, Rodríguez rebateu as declarações de Trump, incluindo uma publicação em que ele aparecia em uma montagem como presidente interino da Venezuela, afirmando que "não há nenhum agente externo governando a Venezuela" e que "aqui há um governo que manda na Venezuela, aqui há uma presidente em exercício e há um presidente refém nos EUA". Trump também fez declarações sobre Cuba, afirmando que o país não teria mais acesso ao petróleo ou dinheiro da Venezuela, e que Cuba deveria "fazer um acordo antes que seja tarde". O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, negou que Cuba recebesse compensação monetária por serviços de segurança prestados à Venezuela e defendeu o direito de comércio do país. Em 14 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez recebeu o empresário brasileiro Joesley Batista em Caracas para uma reunião sobre a situação do governo venezuelano. Em 15 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez anunciou uma proposta para reformar a lei de hidrocarbonetos do país, visando facilitar investimentos dos Estados Unidos no setor petrolífero venezuelano. Ela afirmou que a reforma permitiria a incorporação de fluxos de investimento em novos setores e áreas sem infraestrutura, com os fundos provenientes do petróleo sendo destinados a trabalhadores e serviços públicos. O governo americano já havia gerado US$ 500 milhões com a venda de petróleo venezuelano, depositados em contas controladas pelos EUA. Neste mesmo dia, Rodríguez expressou um desejo de diplomacia com os EUA, marcando uma mudança na retórica, e declarou que, se precisasse viajar a Washington, o faria "por conta própria, sem ser arrastada". O discurso de Rodríguez ocorreu logo após a líder da oposição, Maria Corina Machado, se encontrar com Donald Trump na Casa Branca. Trump, por sua vez, elogiou a cooperação de Rodríguez e manteve sua posição de que Machado não seria uma alternativa realista para a Venezuela. Em 16 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez iniciou um processo de consolidação de poder, buscando fortalecer sua autoridade e promover mudanças no alicerce do chavismo após a queda de Maduro.
Em 25 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez já havia promovido uma série de mudanças significativas em seu governo. Ela se reuniu com o diretor da CIA, Jon Ratcliffe, em Caracas, e assinou um acordo que permite aos Estados Unidos comercializar até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano. A reorganização ministerial incluiu a remoção de aliados de Maduro, como o empresário Álex Saab, que era ministro das Indústrias e Produção Nacional, o que foi interpretado como uma mensagem ao ex-presidente e uma possível concessão aos EUA. O novo círculo de confiança de Rodríguez é descrito como mais técnico e com forte enfoque econômico, buscando um "chavismo 3.0" que se adapte à nova realidade e às exigências dos Estados Unidos, mantendo o controle interno e buscando estabilizar a economia. Entre os desafios, estão equilibrar a relação com Washington, manter a fachada de soberania e evitar pressões internas e da oposição. No mesmo dia, Rodríguez, em um evento público com petroleiros no estado de Anzoátegui, declarou que a Venezuela não aceitará mais ordens de Washington, criticando a interferência estrangeira e as consequências do "fascismo e extremismo" no país, e afirmando que as divergências internas devem ser resolvidas pela política venezuelana. Em 30 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez anunciou uma proposta de lei de anistia geral para centenas de presos, a ser levada à Assembleia Nacional. A iniciativa visa "curar as feridas" do confronto político, restabelecer a justiça e a convivência entre venezuelanos, cobrindo o período de violência política de 1999 até os dias atuais, com exceção de crimes como homicídio, tráfico de drogas, corrupção e violações graves aos direitos humanos.