Visão geral
A Crise na Venezuela refere-se à escalada de tensões entre os Estados Unidos e o governo de Nicolás Maduro em 2025-2026, culminando em uma operação militar americana em 3 de janeiro de 2026, que capturou Maduro e sua esposa Cilia Flores em Caracas. Justificada pelos EUA como ação contra narcoterrorismo e o Cartel de los Soles, a crise envolve bloqueios navais, sanções ao petróleo e condenações internacionais por violação do direito internacional. Posteriormente, o governo interino liderado por Delcy Rodríguez anunciou libertações unilaterais de prisioneiros como gesto de paz. Líderes regionais, como Lula e Gustavo Petro, expressaram grande preocupação com os eventos. É relevante por ameaçar a estabilidade regional, envolver disputas por recursos petrolíferos e reacender debates sobre soberania na América Latina.
Contexto histórico e desenvolvimento
Desde 2019, os EUA impuseram sanções ao setor petrolífero venezuelano, acusando Maduro de narcotráfico e corrupção. Em 2025, com Donald Trump no poder, houve ataques a embarcações no Caribe e Pacífico ligadas a drogas, apreensões de petroleiros e bloqueio de navios sancionados. Trump posicionou uma frota no Caribe, incluindo o USS Gerald Ford e USS Iwo Jima, visando forçar a renúncia de Maduro e recuperar controle sobre reservas de petróleo. Em dezembro de 2025, sanções atingiram familiares de Maduro. A operação de 3 de janeiro, "Operação Resolução Absoluta", usou a Delta Force para capturar Maduro em 47 segundos, com explosões em Caracas. Maduro foi levado a Nova York, onde se declarou inocente em audiência por conspiração para narcoterrorismo. Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina, apoiada pelo Supremo Tribunal e Forças Armadas. Trump anunciou administração interina dos EUA, priorizando reconstrução petrolífera. Em 8 de janeiro de 2026, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão de Delcy Rodríguez, anunciou a liberação unilateral de um número significativo de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros, incluindo a ativista Rocío San Miguel, o ex-candidato presidencial Enrique Márquez, Rafael Tudares (genro de Edmundo González) e cidadãos espanhóis, como gesto de paz e reivindicação antiga da oposição. Rodríguez agradeceu aos esforços de José Luis Rodríguez Zapatero, Luiz Inácio Lula da Silva e ao Qatar. No mesmo dia, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Gustavo Petro (Colômbia) conversaram sobre a situação na Venezuela, expressando "grande preocupação" com os eventos recentes, dias após a captura de Maduro.
Linha do tempo
- Dezembro 2025: EUA atacam barcos no Pacífico e Caribe (mais de 100 mortes); apreensões de petroleiros como Skipper; Trump anuncia bloqueio total de petroleiros sancionados.
- 15-21 dez. 2025: Novos ataques a embarcações; reforço naval no Caribe.
- 3 jan. 2026: Operação Delta Force captura Maduro em Caracas; explosões em bases militares; Trump confirma e divulga foto de Maduro no USS Iwo Jima.
- 4 jan. 2026: Supremo venezuelano nomeia Delcy Rodríguez interina; Forças Armadas a apoiam.
- 5 jan. 2026: Audiência de Maduro em NY; reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU.
- 6 jan. 2026: ONU condena violação do direito internacional; Brasil, Colômbia e 21 países criticam.
- 8 jan. 2026: Jorge Rodríguez anuncia libertações unilaterais de prisioneiros, incluindo ativista Rocío San Miguel (detida desde 9 de fevereiro de 2024 no Helicoide, acusada de plano "Bracelete Branco" para assassinar Maduro), ex-candidato Enrique Márquez (detido desde 8 de janeiro de 2025 por contestar vitória de Maduro nas eleições de 2024 pelo partido Centrados), Rafael Tudares (genro de Edmundo González, detido desde 8 de janeiro de 2025), cidadãos espanhóis (Andrés Martínez Adasme, José María Basoa, Miguel Moreno, Ernesto Gorbe); agradece a Lula, Zapatero e Qatar. Presidentes Lula e Gustavo Petro conversam sobre a Venezuela, expressando "grande preocupação".
Principais atores
- Nicolás Maduro: Presidente capturado, acusado de liderar Cartel de los Soles.
- Donald Trump: Presidente dos EUA, ordenou operação e administração interina.
- Delcy Rodríguez: Vice-presidente, agora interina, em diálogo com Marco Rubio.
- Jorge Rodríguez: Presidente da Assembleia Nacional, irmão de Delcy Rodríguez, anunciou libertações de prisioneiros em 8 de janeiro de 2026.
- Rocío San Miguel: Ativista venezuelana, filha de espanhóis, diretora da ONG Control Ciudadano e especialista em temas militares, libertada em 8 de janeiro de 2026 após detenção no Helicoide desde 9 de fevereiro de 2024, acusada de plano "Bracelete Branco" para assassinar Maduro; detida no aeroporto Simón Bolívar com sua filha.
- Enrique Márquez: Ex-candidato presidencial nas eleições de 28 de julho de 2024 pelo partido Centrados, detido desde 8 de janeiro de 2025 por recusar reconhecer a vitória de Maduro, libertado em 8 de janeiro de 2026.
- Rafael Tudares: Genro de Edmundo González, principal opositor de Maduro nas eleições de 2024, detido desde 8 de janeiro de 2025 e libertado em 8 de janeiro de 2026.
- Edmundo González: Principal adversário de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais de 2024, que reivindicou vitória nas urnas.
- María Corina Machado: Oposicionista, Nobel da Paz 2025, pediu tomada de poder, mas criticada por Trump.
- Gustavo Petro: Presidente da Colômbia, expressou "grande preocupação" com a crise em conversa com Lula em 8 de janeiro de 2026.
- Países/organizações: EUA (Delta Force, Rubio, Hegseth); Rússia e China (condenam); Brasil (Lula condena e é agradecido por libertações); Colômbia (Petro teme refugiados); Espanha (cidadãos libertados); Qatar (apoiou esforços); ONU (viola integridade territorial).
Termos importantes
- Cartel de los Soles: Rede de tráfico de drogas supostamente liderada por Maduro e militares venezuelanos.
- Delta Force: Tropa de elite do Exército dos EUA, especializada em contraterrorismo e capturas de alto valor.
- USS Iwo Jima: Navio anfíbio usado para transportar Maduro.
- Narcoterrorismo: Acusação contra Maduro por conspiração em tráfico de cocaína e uso de armas.
- Helicoide: Prisão do serviço de inteligência venezuelano, classificada como centro de tortura por organizações de direitos humanos.